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Domingo no Bar Alto

Alguém ainda aguentar dançar sem parar depois de ontem? Eu não só aguento como a partir das oito da noite estarei discotecando no Bar Alto, logo após o Mitkus e a Dina, que começam os trabalhos um pouco antes. O clube da Vila Madalena abre suas portas gratuitamente a partir das quatro da tarde para esta sessão de domingo e no som vou tocar umas músicas pra ficar mais sussa – aliás, bem que eu podia voltar com a Sussa – Tarde Trabalho Sujo, hein. Enquanto isso, cola lá no Bar Alto, que fica na Rua Aspicuelta, 194, na Vila Madalena. Vamo?

Todo o show: The Cure ao vivo no Madison Square Garden, em Nova York (20.6.2023)

A gente não tá pronto pra esses shows do Cure que vem aí: postei lá no #trabalhosujo a íntegra do primeiro show que o grupo fez em Nova York na semana passada e putaqueopariu vai ser muito foda. Há quem reclame que o começo do show é só música nova ou desconhecida e que os hits ficam pro final, mas esses infiéis nem deveriam pisar num show do Cure, que é muito mais do que sucessos comerciais pra se cantar junto e sim a criação dessa atmosfera pesada, melancólica e doce ao mesmo tempo. Dá uma sacada nesse setlist (aí embaixo) e na encostadinha de cabeça no ombro que o Robert Smith dá no Simon Gallup no final de “A Forest”. E a voz do sujeito, intacta! Vai ser foda demais 🖤

Assista e veja o setlist abaixo:  

Desaniversário | 24.6.2023

No começo do ano, a Clarice me chamou pra discotecar na festa de aniversário dela, ali no Bubu, restaurante que fica na marquise do estádio do Pacaembu, e a festa foi tão astral que a Camila chamou a gente na semana seguinte pra que a gente pensasse em fazer outra. Chamamos o Claudio, do próprio restaurante, e chegamos à conclusão que não precisamos esperar aniversários pra fazer uma festa boa para dançar, por isso bolamos o DESANIVERSÁRIO, que estreia neste sábado, 24 de junho, a partir das 19h e vai até a meia-noite, com tempo pra quem quiser seguir a noite para outro lugar ou voltar pra casa são e salvo. Se você ver esse post nesta noite de São João, apareça por lá que a nossa fogueira é de calor humano. Vamo?

Um boogarin sozinho

Sem avisar ninguém, o guitarrista dos Boogarins, Benke Ferraz, lançou seu primeiro disco solo a partir de uma série de experimentos que vinha fazendo sempre que começava alguma produção, seja dos trabalhos de sua banda ou para outros artistas. Rock eletrônico lo-fi sem cara de canção, o disco tem cinco músicas e foi lançado com o nome Benkes, que o guitarrista usava quando ainda lançava suas músicas no Last.fm, antes dos Boogarins existir. “No meu processo de criação e produção eu acabo acumulando muitas ideias e propostas nos HDs e nas máquinas, tentando atingir sonoridades que façam jus ao que a galera espera”, ele me explica por Whatsapp, falando sobre o disco que só lançou no YouTube, batizado de Babymonster, “esses sons vêm desse lugar totalmente seguro da criação”. O título do disco é referência tanto à recém-patenidade do produtor (o EP sai no mesmo dia em que seu filho Rafael, que estampa a capa, completa cinco meses) quanto ao universo do pop coreano, que foi apresentado por sua filha mais velha, Letícia, que participa do disco tanto quanto sua mãe, Ana Garcia, a dona do festival Coquetel Molotov, que estreia sua voz em disco. “O nome Babymonster assim com os títulos das músicas em coreano tem muito a ver com a minha imersão no mundo do Kpop, não em termos estéticos e sonoros, mas tentar entender quão aleatório esse algoritmo que tanto nos sabota, pra jogar esse rock eletrônico com riffs, beats e sujeira pra uma molecada que nem saberia como procurar esse tipo de som”.

Ouça abaixo:  

DM: A normalização do absurdo

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Retomamos nosso DM depois de algum tempo distantes – e você sabe que isso é só combustível pra mim e pro Dodô falarmos sem parar. Os assuntos vão desde o frio que paira sobre Rio e São Paulo à turnê de reencontro dos Titãs, passando por documentários que assistimos no In Edit e a nova temporada de Black Mirror, sem esquecer de comentar que ainda estamos numa pandemia e que é preciso se vacinar.

Assista aqui:  

Cure no Chile, Uruguai e Peru

E o senhor Robert Smith acaba de confirmar no site de sua banda as últimas datas da turnê do Cure pela América do Sul. Além das confirmações nas edições locais dos Primavera Sound que comentei essa semana, o grupo toca em shows fora de festival (ou seja, três horas de show) no Peru (dia 22 de novembro, em Lima), no Uruguai (dia 27, em Montevidéu) e no Chile (dia 30, em Santiago). Os ingressos começam a ser vendidos no dia 28 agora (ou no dia 26, se você se cadastrar na lista de emails da banda neste link).

Peter Brötzmann (1941-2023)

Dos maiores nomes do free jazz, um deles era europeu e morreu dormindo nesta sexta-feira: o alemão Peter Brötzmann ajudou a espalhar a palavra dessa incrível música abstrata no velho continente e seu Machine Gun, lançado com o octeto que liderava em 1968, até hoje é um dos grandes clássicos do gênero.

25 anos depois das 69 canções de amor

A obra-prima do grupo indie norte-americano Magnetic Fields, o disco triplo 69 Love Songs, completa 25 anos no ano que vem e o dono do grupo, o grave crooner Stephen Merritt, resolveu revisitar o trabalho na íntegra em uma série de shows em março de 2024. Serão cinco sessões duplas em que o grupo retoma o álbum pela primeira vez em duas décadas com a formação original que gravou o disco: Claudia Gonson, John Woo, Sam Davol e Shirley Simms, além de dois integrantes da atual formação do grupo Chris Ewen e Anthony Kaczynski, além do próprio Merritt (a única ausência é o tio LD Beghtol, que morreu em 2020). Os shows acontecerão entre março e abril de 2024 e o grupo estreia no Museu de Arte Contemporânea de Massachusetts, seu estado-natal (dias 22 e 23 de março), depois passam por Nova York (única cidade em que o disco será visitado em duas ocasiões, 3, 4, 5 e 6 de abril), Chicago (19 e 20), Los Angeles (23 e 24) e São Francisco (26 e 27). Os ingressos começam a ser vendidos do dia 11 de julho, mas os fãs já podem reservar a pré-venda no site do grupo. E se você não conhece este disco, faça-se esse favor ouvindo-o abaixo:  

Delta Estácio Catatau

Juçara Marçal levou mais uma vez seu Delta Estácio Blues para a Casa de Francisca e eu nunca nem tinha visto esse show soando tão alto nem nenhum show tão barulhento como este no palacete do centro de São Paulo. O quarteto formado por Juçara, Kiko Dinucci, Marcelo Cabral e Alana Ananias deixa esse disco ao vivo cada vez mais afiado e dessa vez veio em minitemporada, com dois velhos camaradas do grupo dividindo respectivas noites. Não pude ver a participação de Maria Beraldo na terça-feira, mas vi quando Fernando Catatau juntou-se ao quarteto não apenas para tocar sua “Lembranças Que Guardei” que dividiu com Juçara no já clássico disco de 2021 como visitar mais uma vez “Os Monstros”, do primeiro disco solo do guitarrista cearense, como já haviam feito no show de lançamento do disco há quase um ano e meio no Sesc Pinheiros. Mas a grande surpresa da noite foi quando Catatau pegou o contrabaixo elétrico e apresentou uma parceria com Juçara que deverá estar em seu próximo disco solo, que foi fermentado na temporada Frita que ele fez em outubro do ano passado lá no Centro da Terra. Catatau ainda voltou pro bis quando tocou mais uma vez sua parceria com Juçara no Delta Estácio Blues, além de ele mesmo anunciar que o disco terá mais do que uma parceria com a dona do show desta quarta. “Aguarde e confie”, como brincou a própria Ju.

Assista aqui: