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Vida Fodona #137: Melhores de 2008 (parte 2)

Continuando com a contagem regressiva das 50 melhores músicas e dos 50 melhores discos de 2008 – que deve entrar em janeiro. Boas festas e até antes do ano novo!

Nick Cave & the Bad Seeds – “More News From Nowhere”
Kills – “Cheap & Chearful”
Vítor Araújo – “Paranoid Android”
A Mountain of One – “Brown Piano (Remake by Studio)”
Wado – “Fortalece Aí”
Gnarls Barkley – “Who’s Gonna Save My Soul?”
Lykke Li – “Complaint Department”
Foals – “Balloons”
Killers – “Human”
Jamie Lidell – “Another Day”
Cicada – “Falling Rockets (Just a Band)”
Bag Raiders – “Turbo Love”
Kaiser Chiefs – “Never Miss a Beat (Cut Copy Remix)”
We Are Scientists – “Chick Lit (Danger TV Remix Edit)”
Sam Sparro – “Black and Gold”
Justice – “Planisphere”

Vambora.

"I'm doing fine…"

Nunca tive nenhuma relação com a falecida Nuvem Nove, mas tem uma galera que cresceu e se acostumou a comprar e vender discos lá. A loja fechou as portas em abril deste ano e rendeu esse documentário, Saudades da Nuvem Nove, que é um pouco mais longo do que deveria, mas dá uma geral na história da loja e de sua fauna agregada – desde celebridades locais quanto Marcelo Nova, Massari, Kid Vinil, Fernando Naporano, entre outras figuras.

Leitura Aleatória 230


Foto: tripp-e

1) Gravadoras americanas param de perseguir quem baixa música na internet
2) Ficar sem internet causa a mesma sensação que ser roubado
3) Uma visão teológica de Clint Eastwood
4) Concorrência: seriados da Fox estão saindo antes em DVD
5) Descubra o que o Google saiba sobre você
6) O novo vocalista do Yes e a diferença entre uma banda e uma marca
7) O jeito certo de colocar o papel higiênico
8) Sobre a dificuldade em escrever ficção científica hoje em dia
9) New York Times descobre Machado de Assis
10) Vídeo de John Lennon chapado vai a leilão em Los Angeles

Caray…

As discípulas de Inri agora vão de “Toxic” – ou melhor, “Inri Christo é o Rei”.

Os 50 melhores discos de 2008: 35) Killers – Day & Age

“Meu respeito à graça e à virtude/ Minhas condolências ao bem/ Mande lembranças à alma e ao romance/ Eles sempre fizeram o melhor que puderam/ E adeus devoção/ Você me ensinou tudo que sei/ Despeça-se/ Deseje-me bem/ Você tem que me deixar”. Tá ali, no meio de “Human”, a declaração de que os Killers são outra banda. Day & Age é praticamente um renascimento do grupo de Las Vegas, que deixa para trás a pompa e a circunstância do rock de arena para abraçar o pop radiofônico e a pista de dança (características já presentes na discografia da banda, mas levadas ao extremo). O olhar, no entanto, ainda é majestático e grandiloqüente, embora, como o próprio Brandon Flowers sublinha, toda fleuma e sensação de auto-importância tenha saído de cena. Agora o Killers é uma banda que contempla a vida mundana, olhando tudo de cima para baixo não mais com empáfia, mas com pena, como o alienígena de “Spaceman”. Alinhando-se a um cânone que é mais chegado à canção pop e ao piano do que ao refrão e o riff, de artistas como David Bowie, Pet Shop Boys, Spandau Ballet, Tears for Fears, Soft Cell, George Michael, Human League e Pulp. Ao trocar a estética do Queen pela do Duran Duran, o Killers fez seu disco mais consistente e divertido, ainda que melancólico e pensativo.

35) Killers – Day & Age

Killers – “Spaceman“