Meet Mallu Magalhães

Mallu Magalhães, 14 anos, primeiro show da vida abrindo pro Vanguart no Clash na semana passada. Promete, se liga:

Mallu Magalhães, 14 anos, primeiro show da vida abrindo pro Vanguart no Clash na semana passada. Promete, se liga:
“Sensual Seduction” – Snoop Doggy Dogg
“Kill the Director” – Wombats
“Both Gotta Move On” – Scenario Rock
“Technologic” – Daft Punk
“If You Fail, We All Fail” – Fields

19) “Idealistic” – Digitalism
Quem reclama de falta de novidade na música eletrônica ficou com os ouvidos presos no século passado. 2007 foi um ano ótimo para o gênero, cada vez mais onipresente na atual paisagem sonora. Um dos carro-chefes desta renovação foi a dupla alemã Digitalism e no single que quase-batiza o disco, dão uma pequena aula de como se fazer novo por esses dias.

20) “Any Way You Choose to Give It” – Black Ghosts
Outra prontinha pra pista e remixada à exaustão durante 2007. A dupla formada por um ex-Simian e pelo sujeito por trás dos Wiseguys (lembram de “Ooh La La”?) manda uma declaração de amor disfarçada de pop eletrônico pra dançar, convergindo New Order, new wave, electro e tecnopop pro mesmo ponto nevrálgico. Se os anos 80 acontecessem hoje, seriam assim.
Gente boa finalmente dando as caras online: o compadre Mutli (que já teve uns três ou quatro blogs, mas nunca perseverou) assina o Tralala com dois compadres no Diário Catarinense (eternizando, entre outras, a história do “Lemão?”); o grande Carneiro agora assina o Eu, ela, o cão e o affair redivivo e o Silvio Essinger manda o Raios Triplos com outros dois broders.
Mutli, Raios Triplos… Esse papo me lembrou de “Literatura Brasileira“.
“Got to Let Go”, do Bees. Segura…

21) “Thou Shalt Always Kill” – Dan Le Sac vs Scroobius Pip
Uma piada de internet cheia de referências internas ou um manifesto anti-hype? O single de protesto da dupla inglesa tem como principal alvo a própria indústria de intrigas que determina o que é cool essa semana e deixou de ser na semana seguinte – a faixa, não-irônica (embora possa ser entendida como justamente o oposto), é algo como se “Losing My Edge” do LCD Soundsystem fosse um longo e interminável mea culpa, uma “The Revolution Will Not Be Televised” (do Gil Scott-Heron) em forma de confessionário de big brother. A base monótona e o vocal interminável ajudam o clima limítrofe em que a paciência do inconsciente coletivo com a próxima novidade caminha nessa primeira década do milênio.

22) “Office Boy (Shir Khan Remix)” – Bonde do Rolê
Menos gringalhada, menos. O Bonde do Rolê pode parecer a última coca-cola do deserto pra muita publicação estrangeira, mas esse espírito de festa é velho conhecido brasileiro – tanto que a banda é vista como uma espécie de brincadeira de fundo de sala de aula pra maior parte do povo daqui. Isso não tira mérito do trio de Curitiba, que deu o golpe bonito na base da fuleiragem sonora e da boca suja. Mas seu melhor momento de 2007 veio graças a um remix certeiro feito pelo alemão Shir Khan, que aumentou a voltagem e a periculosidade da música original.

O “tempo” dado pelo Los Hermanos no meio do ano parecia exagero até começarem a pintar as notícias do que os integrantes estavam fazendo após seus shows de despedida, no meio do ano. Camelo passou gravou com Sandy & Júnior e apareceu em shows de veteranos do nosso pop, como Marcos Valle, Titãs e Paralamas. Amarante bandeou-se para a gringa, e virou integrante da banda de Devendra Banhart e flertando com integrantes dos Strokes. Ambos vocalistas ainda passaram por apresentações da Orquestra Imperial, esse enorme e itinerante boteco carioca vintage para paulista ver. Medina segue blogueiro full-time, enquanto Barba passeou por aí assumindo as baquetas do Jason, do Latuya e do Canastra. Ou seja: coisas para fazer por aí, eles tinham.
Mas o que isso quer dizer sobre o pop brasileiro atual? Quando uma de suas principais bandas suspende suas atividades para matar a vontade de fazer participações especiais, isso pode ser entendido como um reflexo deste cenário?
Pode ser coincidência, mas tem a ver. 2007 não foi um ano bom para a música brasileira – longe disso, aliás. Talvez tenha a ver com a crise dos CDs, que, finalmente, bateu com força: perceba como as gôndolas de discos ficaram menores nas grandes lojas ou como as seções de clássico e jazz das megastores estão ganhando importância perto das de lançamentos. Isso fez com que as grandes gravadoras não investissem mais em novos artistas e insistissem na fórmula greatest-hits/ao vivo/acústico. Até Lobão, quem diria, entrou nessa dança.
Certamente tem a ver com uma nova safra de artistas que ainda não se firmou como tal – nomes como Superguidis, Vanguart, Móveis Coloniais de Acaju, Lucy and the Popsonics, Canastra, The Feitos, Fino Coletivo, Los Poronga, Terminal Guadalupe, Violins, China e Charme Chulo são alguns que estão no primeiro ou segundo disco, mas que ainda não emplacaram no imaginário coletivo e correm por fora do circuito rádio e TV através da internet e dos festivais independentes que, com a consolidação da Abrafin, prometem começar a desequilibrar este cenário em 2008.
Enquanto isso, o dial e a programação da TV são tomadas por clones de CPM 22 – os emos estão por todo o lado, incensados até mesmo por Jorge Ben. Entre os medalhões da década passada, nada de novo: o Pato Fu tentou fugir da mesmice ao lançar primeiro seu disco online para depois transformá-lo em disco físico, a Nação Zumbi trocou a Trama pela Deck e fez seu disco mais fraco. Em ambos casos, projetos paralelos das duas bandas saíram-se melhor (tanto o Maquinado de Lucio Maia é melhor que Fome de Tudo, quanto o disco-tributo que Fernanda Takai fez a Nara Leão é melhor resolvido que Daqui pro Futuro). Seus contemporâneos – O Rappa, Mundo Livre S/A, Marcelo D2 – seguiram apenas fazendo shows e contando os trocados, e importando tanto quanto as bandas de axé ou de pagode. Nem a MPB fez algo digno de nota – tirando Paulinho da Viola, 2007 foi um imenso “mais do mesmo”. O mesmo pode ser dito sobre o hip hop e a eletrônica (esta última com melhores dias, graças ao disco de Gui Boratto e a um início de cena que junta Bo$$ in Drama, Twelves e outras duplas de produtores num mesmo balaio).
Talvez a única real movimentação no pop nacional atual seja na música instrumental pós-Hurtmold. O gênero deixou de estar vinculado à surf music e abriu suas portas para o jazz. Bandas como Banalizando, Mamma Cadela, Lavoura e projetos do próprio Hurtmold (como o solo do Granado, Bodes & Elefantes, e o de Takara) encontram pouco a pouco mais terreno para crescer sem estarem necessariamente vinculados ao pop, ao rock ou a refrões.
E o que isso tudo tem a ver com o hiato proposto pelo Los Hermanos? Sem saber o que fazer, o pop nacional prefere experimentar ao se assumir como tal. Assim, artistas seguem fazendo frilas, projetos solo e participando de discos e shows alheios, regravando velhos consagrados e usando destes subterfúgios para fugir da responsabilidade do sucesso. E aí chegamos à principal pergunta deste fim de década: o que é sucesso? Tocar no rádio, ter uma base de fãs, número de downloads, fazer o que se gosta…? É nessa encruzilhada que se encontra o pop nacional, esperando que alguém decida por ele o que ele mesmo deveria decidir.
“Never been here- How about you?”
You smile at my answer
You’ve given me the chance
To be held and understood
You leave me laughing without crying
There’s no use denying
For many times I’ve tried
Love has never felt as good
Be it downtown or way up in the air
When your heart’s pounding
You know that I’m aware
You make it easy to watch the world with love
You make it easy to let the past be done
You make it easy
How’d you do it? How’d you find me?
How did I find you?
How can this be true?
To be held and understood
Keep it coming – no one’s running
The lesson I’m learning
Cause blessings are deserved
By the trust that always could
Be it downtown or way up in the air
When your heart’s pounding
You know that I’m aware
You make it easy to watch the world with love
You make it easy to let the past be done
You make it easy
You make it easy to watch the world with love
You make it easy to let the past be done
You make it easy