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Watchmen lido por Alan Moore

Aproveitando que falei sobre o filme, lembra que eu falei da Watchmen Motion Series, aqueles pequenos curtas animados que faziam os quadrinhos de Alan Moore e Dave Gibbons se mexer que nem aqueles desenhos antigos da Marvel? Esta série, que funcionava como uma espécie de aperitivo para quem quisesse se ambientar com a minissérie, originalmente estava disponível para download gratuito para quem tivesse conta no iTunes. Mas, aos poucos, os clipes começaram a aparecer no YouTube – e um desses caras fez um mashup de trechos do Watchmen Motion Series com o mesmo texto lido por ninguém menos que o próprio Alan Moore – que, como vocês sabem, é contra o filme baseado em sua obra.

Little Joy em São Paulo


max stevens

Surrupiando um post do Thiago pra gente já ficar ligado:

A propósito de pergunta de leitor nos comentários. A festa de lançamento do disco do Little Joy (banda de Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti) acontece no clube Clash em 28 de janeiro. Os ingressos custarão R$ 60 (antecipado) e R$ 70 (na porta) e começam a ser vendidos no próximo dia 14. Os pontos-de-venda da Chilli Beans serão definidos em breve. Também dá pra comprar ingressos no próprio clube, em horário de funcionamento noturno. A festa começa às 22h, mas a banda não deve entrar no palco antes da meia-noite. O carioca Mauricio Valladares será o DJ da noite. O Little Joy toca ainda em Porto Alegre (27/1; Bar Opinião), Belo Horizonte (30/1; Freegels) e Rio de Janeiro (6/2; Circo Voador).

Angelentos

Quando Angeli liberou fazer o longa sobre os velhos hippies Wood & Stock, seu universo foi oficialmente apresentado ao mundo da animação (o próprio Otto Guerra, diretor do filme, já havia feito umas animações com os Skrotinhos, mas foram comerciais de Kaiser, não conta…). Ao ganharem movimento, os personagens do velho cartunista se mostraram quase estáticos, paradões – não apenas em termos espaciais mas também temporais. A história fraca do filme na verdade era um pretexto para dar animação a uma série de piadas conhecidas em forma de tirinhas desde os anos 80 – mas quanto tempo você leva para ler uma tirinha? Cinco segundos? Em Wood & Stock, esses cinco segundos transformavam-se em 30, deixando tudo muito lento e sem timing. Mas ao menos o filme tinha um traço lindíssimo, verdadeira homenagem ao desenhista Angeli.

Agora vem a Cultura com uma idéia parecida e exibe os Angelitos, que, ao picotarem as historietas em forma de microcurtas, poderiam ser, em tese, legais. Mas olha só:

Que agonia! Personagens míticos e tiras clássicas transformados em desenhos desanimados – e nem o traço faz jus à sujeira do nanquim de Angeli.