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Velvet Underground & Nico, 1966

Lembram da história daquele acetato que um carinha achou num sebo de discos em Nova York por menos de um dólar e só depois de chegar em casa percebeu que era uma relíquia que continha nada menos que a segunda vez em que o Velvet Underground gravou com a Nico? O blog Love Live! Bootlegs from Bucklberry descolou os MP3 pra baixar. Coisa fina (e o comentarista desse blog que assistiu a essa seção?)


Velvet Underground – “Heroin (versão do acetato)

Tim Berners-Lee: trivial e populista


webcointernet

Fui lá ver o Tim Berners-Lee na Campus Party e não gostei

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Não era impressão: Tim Berners-Lee não tem um pingo de carisma. Não que precisasse ter – é da natureza desse tipo de profissional (ele lida com computação) um certo recato e alguma timidez. Mas, desde que foi apresentado ao público na abertura da Campus Party na segunda, o principal palestrante da edição 2009 do evento não dava impressão de que surpreenderia em sua palestra, que seria realizada no dia seguinte.

Berners-Lee mudou completamente a internet como conhecemos ao criar uma interface mais amigável, intuitiva e visual do que a rede tinha até 1990. Antes de Tim, a internet era um meio escrito, sem imagens ou diagramação. Sua proposta reorganizava a rede com um novo protocolo (o http), criando o conceito de domínio e tornando o hyperlink executável com cliques do mouse. Batizou-a World Wide Web e ela foi responsável pelo primeiro grande salto de popularidade da rede, nos anos 90 – deu tão certo que até hoje as pessoas confundem internet com web.

E por mais que vendessem que Berners-Lee falaria sobre a chamada “web 3.0” – em que computadores compreendem palavras –, sua participação resumiu-se à apresentação de uma série de conceitos que já existem e estão aos poucos se estabelecendo na internet atual – e que Berners-Lee vendia como “novidade” e “futuro”.

Entre as perspectivas que o pai da web cogitava para o futuro da rede estão soluções não só cogitadas mas já em execução, como misturar o conteúdo de diferentes procedências num mesmo site e uma plataforma que permite que diferentes sites conversem entre si (semelhante à iniciativa Open ID, que inclui nomes como a Microsoft e o Google). Depois de falar muito em programação com exemplos técnicos, sem apelo até para o público especializado, terminou seu papo em tom populista, disparando chavões como “o futuro está em suas mãos” ou “vocês estão no controle”.

Se ele disse algo de importante, não está relacionado diretamente à web. No dia da posse do presidente dos EUA, Barack Obama, Tim apelou para o cumprimento da promessa de campanha: promover o uso de soft-wares de código aberto no governo e na internet como um todo.

E por falar em Lost…

Doczinho de vinte minutos que fizeram sobre a quinta temporada do seriado. Cuidado que tem spoilers, hein…

Na trilha rola MGMT, Killers, Arctic Monkeys e Ting Tings! Dica do Carlão.

4:20

Ana que mandou.

Vida Fodona #142 – Sabe como é que é essa coisa de improvisar ao microfone

Sem muito papo, vambora.

Rosie and Me – “You’re Laughing at Me”
Metronomy – “On the Motorway”
National – “So Far Around The Bend”
801 – “Tomorrow Never Knows”
Beirut – “My Night With The Prostitute From Marseille”
Slimy – “Womanizer”
Whitest Boy Alive – “Courage”
Momo – “Irmãos”
Júpiter Maçã – “Mademoiselle Marchand”
Jorge Ben – “Cinco Minutos”
M. Ward – “For Beginners”
Curumin (com Tommy Guerrero) – “Sambito”
Of Montreal – “Gallery Piece (Long Version)”
Franz Ferdinand – “Send Him Away”
Hot Chip – “Transmission”

Clicaqui.

Battlestar Galactica: The Disquiet Follows My Soul

Episódio fraco, provavelmente por ter sido a estréia de Ron D. Moore na direção, The Disquiet Follows My Soul fez Battlestar Galactica voltar àqueles momentos de muita falação, política e movimentação interna – seria um episódio normal caso acontecesse em temporadas anteriores, mas com apenas nove episódios para a série terminar de vez, pode ser classificado como uma senhora encheção de lingüiça. Continuamos acompanhando a decadência das autoridades de Roslin e Adama ao mesmo tempo em que descobrimos que o filho de Tyrroll não é um cylon e que o bebê de Saul e Six pode ser o primeiro de “nação cylon” (ecoando referências à nação ariana que o nazismo aspirava). Nada sobre o quinto cylon (uma bola fora do jovem Adama, mas dita sem contexto – quando ele soube que Ellen era o cylon final? – e sem desdobramento no próprio episódio), nada sobre a mitologia, sobre o cataclisma nuclear na Terra ou sobre pra onde a frota está indo. Fora isso, o segundo episódio da safra final do seriado pode ser resumido em algumas poucas cenas e em um único fato: vem um motim aí. Mas não precisava gastar tanta película para contar isso. E agora faltam só oito episódios pra tudo acabar.

Falando nisso, o Delfin que veio com uma boa teoria sobre o final de Battlestar (mas não postou… Tsc): que a série é sobre o fim da humanidade e que o tal “The Plan” dos cylons alardeado desde o primeiro episódio é simplesmente matar todo mundo. Faz sentido e é algo tão ousado quanto os movimentos já propostos pela série. Mas pode dar uma impressão de deus ex-machina (tipo “era tudo um sonho”) pro final da série que eu acho que pegaria malzaço – incluindo para a audiência dos subprodutos já agendados (o longa The Plan e a série Caprica).

So say we all.