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Os 50 melhores discos de 2008: 28) Black Keys – Attack & Release

De quando é esse disco mesmo? Os Black Keys sempre caminharam para trás, enquanto toda dupla guitarra-bateria queria fugir de qualquer sonoridade retrô, Dan Auerbach e Patrick Carney apontavam cada vez mais para o passado – como se lamentassem que toda geração alt.country e pós-folk ignorasse a influência da eletricidade no espírito da música americana do século 20. Com a produção assinada por ninguém menos que Danger Mouse (que, a princípio, tinha convencido a dupla a compor um disco para o Ike Turner – e que depois da sua morte acabou se transformando no Attack & Release – valeu Danilo!), o quinto disco dos dois é de uma ignorância selvagem sequer referida pelo século 20. E assim o disco nos leva para ensaios do Experience de Jimi Hendrix, para jam sessions contínuas do Crazy Horse, para a Band com Dylan castigando seus ex-fãs ortodoxos, para a épica ausência de sutileza do Led Zeppelin ou um fim de tarde interminável com os Derek & the Dominos. Não deixe se enganar pelo hit “Strange Times” – a única concessão do disco para o mundo moderno (funciona tanto na pista quanto no GTA IV) -, Attack & Release é um disco de blues rock com cheiro de poeira e certa fumaça psicodélica no ar, o suficiente para embriagar o ambiente já tomado pela rispidez hipnótica da guitarra e pela selvageria lenta da bateria.

28) Black Keys – Attack & Release

Black Keys – “Strange Times”

Leitura Aleatória 251


Photogeek_Theresa

1) Moleque do Slumdog Millionaire já está no novo filme do Shyamalan
2) Quem quer ver cenas extra do primeiro Bruxa de Blair?
3) Sean e Julian Lennon juntos?
4) Richard Alpert jura que não usa lápis de olho (hahaha)
5) Natalie Portman atuará em refilmagem de ‘Suspiria’
6) As embalagens “geniais” que inventam para CDs e DVDs
7) Google inicia esforço para identificar bloqueadores de internet
8) A-ha confirma dois shows no Brasil
9) Indústria do luxo perde brilho na crise
10) Músicos e bandas que usam o Twitter

Entende?

E alguém consegue? Peguei no Gas, que depois de velho inventou de ter blog.

50 anos da Motown: Martha & the Vandellas – "Heat Wave"

Whenever I’m with him something inside,
Starts to burnin’ and I’m filled with desire.
Could it be a devil in me?
Or is this the way love’s supposed to be?
It’s like a heatwave burnin’ in my heart.
I can’t keep from cryin’, it’s tearin’ me apart.

Whenever he calls my name, so slow, sweet and plain.
My dear, my flame, I feel that burnin’ flame.
Has my blood pressure got a hold on me?
Or is this the way love’s supposed to be?
It’s like a heatwave burnin’ in my heart.
I can’t keep from cryin’, it’s tearin’ me apart.

Sometimes I stare in space, tears all over my face.
I can’t explain it, don’t understand it.
I ‘ain’t never felt like this before.
Now, that funny feelin’ has me amazed,
I don’t know what to do, my head’s in a haze.
It’s like a heatwave, burnin’ in my heart.
I can’t keep from cryin’, it’s tearin’ me apart.

Yeah, yeah, yeah, girl.

Don’t pass up this chance, this time it’s a true romance.

As 50 melhores músicas de 2008: 28) Little Joy – "Brand New Start"

Dá pra sentir o fardo que o Los Hermanos vinha sendo nos ombros de Rodrigo Amarante no jeito que ele canta na primeira música que o Little Joy revelou ao mundo – ao mesmo tempo em que se inclina para trás, sua voz parece sair com um sorriso escancarado, acompanhado de uma guitarra posicionada entre o Havaí e alguma praia do sul da Bahia. De férias com uma banda californiana, ele parece está devolvendo para o mundo ensinamentos que aprendeu com Lulu Santos no Brasil: da tranqüilidade atmosférica ao calor tropical, passando pela métrica conversada, um refrão pra ser cantado em grupo ou a dois e melodias que grudam no cérebro como se viessem de fábrica.

28) Little Joy – “Brand New Start