Olha que mico:
E justo com o De Leve, que é um dos caras mais tranqüilos que eu conheço nesse metier – além de ser um dos primeiros caras a usar a internet como forma de divulgar o próprio trabalho… Não gostou, vaia, tudo bem. O artista tem todo o direito de ser vaiado – e sabe disso. Agora, partir pra porrada? Ameaçar o cara via YouTube? Truculência é pior que burrice, hein. Com tanta sarna pra se coçar, nego fica perdendo o tempo e querendo arrumar briga por causa de falso moralismo? Brincadeira…
O de hoje é o nono antes de tudo acabar!
Com uma curta mensagem em seu MySpace, o quarteto Whitest Boy Alive fez um balanço de seus dois primeiros anos de vida e anunciou o lançamento de seu segundo disco, batizado de Rules. No novo álbum é mais perceptível a forma como o vocalista e guitarrista sueco Erlend Øye, que também é metade do Kings of Convenience, transformou a banda em seu principal veículo – deixando a dupla e sua carreira solo em segundo plano. Inicialmente eletrônico, o novo disco é uma jóia que não fica preso a um único gênero. A maioria das faixas seguem uma fórmula que mistura jazz funk dos anos 70, eletrônica minimal, bossa nova, twee e um clima meio lounge – sem nunca pender mais para um lado ou outro. O resultado é um disco pop com quase 100% de aproveitamento das canções – com refrão, groove discreto, melodia, bons arranjos e um vocal sempre agradável e ensolarado, embora seja um sol quase sueco. Muito bom.
Já o Hot Chip, não tem erro: eles sempre dão um jeito de deixar as músicas que regravam com a cara deles – e elas quase nunca são ruins. E ao fazer cover de Joy Division – tarefa ousada – seguem seu padrão. Mexem pouco na música, acrescentam, retiram ou substituem um ou outro instrumento novo, sem mexer em nada na canção original, embora a paisagem de timbres esteja tão diferente do original que a voz fina de Joe Goddard não soa heresia para quem gosta do tom funéreo do coronel Curtis.
Já falei: é dar hit pro Diplo pra música desandar. Dessa vez é com “Circus”, faixa-título do último da Britney. De novo, sem criatividade, ele vai lá e põe de novo a batida do funk junto com algum efeitinho meio Miami, distorcendo alguns vocais e engasgando umas sílabas… O lance do cara é pegar músicas ruins, fracas, fuleiras e dar um levantada na moral delas justamente com o remix – mas se a música já é boa, o resultado é quase sempre óbvio e sem graça. Vale aquele questionamento do John Waters, sobre cinema, mas que funciona que é uma beleza nesse caso: “Por que só fazem remakes de filmes bons? Por que não melhoram os péssimos?”.
O episódio da semana que vem chama-se Jughead.
Os criadores do South Park, David Hyde Pierce (do Frasier), Jimmy Fallon (SNL), Judd Apatow (Superbad), Hank Azaria (Simpsons), entre outros, falam de sua paixão sobre o grupo que melhor traduz o termo humor inglês.