Cinco vídeos para o meio da semana – 85
No Age – “Eraser”
Matt & Kim – “Yea Yeah”
Coeur de Pirate -“Umbrella”
The View – “Same Jeans”
Mickey Gang – “Horses Can’t Dance”
No Age – “Eraser”
Matt & Kim – “Yea Yeah”
Coeur de Pirate -“Umbrella”
The View – “Same Jeans”
Mickey Gang – “Horses Can’t Dance”
• A internet inevitável • Google e Ministro das Comunicações desfazem mal entendidos; Andrew Keen comenta • Rede ajuda a manter relacionamentos (82% dos brasileiros dizem que seus relacionamentos melhoraram com a internet) • E se um dia você acordasse e não houvesse internet? • Celulares tiram web do computador (Até o fim do ano deve haver um celular por brasileiro) e Como um hobby pode mudar sua profissão – e toda sua vida • Talentos revelados via internet não incluem apenas artistas, mais entrevistas com Nelson Motta e Eugenio Bucci • Eleição de Obama simboliza relação entre política e web; sem internet, o Brasil trava; mais entrevistas com Teatro Mágico, Sérgio Amadeu e Soninha Francine • Comunidade de internautas revoluciona a televisão e o problema da pirataria • A internet é formada por pontos de vista • Bing é nova arma da Microsoft para enfrentar o Google • E3 mostra reação do mercado de games • Wave quer reorganizar colaboração via internet • Novo site dá início a mudanças no ‘Link’ •
É, pelo jeito, Vida Fodona Soundsystem vai rolar por algum tempo… Alguém grila?
Massive Attack – “Inertia Creeps”
Beastie Boys – “Car Thief”
Céu – “Cangote”
Academia da Berlinda – “Brega Francês”
Nick Drake – “Hazey Jane I (Rare Acoustic Version)”
Blur – “Tracy Jacks (demo)”
Caetano Veloso – “Outras Palavras”
Jorge Ben – “Eu Vou Torcer”
João Gilberto – “É Luxo Só”
Zombies – “Friends of Mine”
Of Montreal – “Jimmy”
Lou Reed e John Cale – “Nobody But You”
Delgados – “Everything Goes Around The Water”
Whitest Boy Alive – “Timebomb”
Rapture – “The Devil”
Spoon – “Don’t Make Me a Target”
Eugenius – “On the Breeze”
Pistoleiros – “Se Eu Tivesse um Walkman”
Júpiter Maçã – “As Tortas e as Cucas”‘
Jimmy Page, 1957.
Apesar de sempre jogada na vala comum das “novas promessas” (ou “novas divas”, dependendo da sua opção de caderno de cultura), Céu é muito mais do que essas Marisas aos Montes que vivem de emular e idolatrar o passado pós-tropicalista da música brasileira. Pra começar, sua matriz não é a bossa nova, nem o samba – ela tem mais a ver com a gatinha que curte reggae, a menina que gosta de acompanhar o namorado em visitas a sebos de discos e a irmã mais nova que presta atenção nos papos do irmão mais velho. Ela também compõe e não vive basicamente de recauchutar músicas do passado e prefere se alinhar à Nação Zumbi e ao Instituto do que a qualquer medalhão da MPB que lhe ofereça uma canção para faturar um troco de direitos autorais via iTunes. E há três anos sem lançar nada próprio (seus trabalhos mais recentes foram uma participação do trio 3 na Massa, que levou à criação do grupo Sonantes), ela começa a dar sinais de vida em 2009, com o belo EP Cangote, lançado pela gringa Six Degrees. A faixa-título taí embaixo (e o Dafne botou outra música do EP pra ouvir no blog dele, o Esforçado – aliás, recomendo muito o blog do cara, que tem o selo de qualidade Gafieiras).
A ficha ainda não caiu. Conheci o Marcelo no começo de 2001, quando eu editava a Play na Conrad e ele bateu na minha porta oferecendo frilas – que, pautas boas que eram, aceitei de pronto. Desde então, sempre trombava com o cara – em shows, eventos de tecnologia, festas e em minhas idas solitárias ao Rio de Janeiro no início desta década. Eram encontros rápidos, em que continuávamos algum papo recente que tivemos via email ou comunicador instantâneo ou a estranha coincidência de conhecermos mais uma – dezenas! – pessoa em comum. Piadas idiotas sobre coisas que aconteciam em nossa frente, sorrisos sempre amplos e gargalhadas explosivas, súbitos comentários sérios sem ser chatos e uma capacidade instantânea de se adaptar a qualquer papo: as conversas com Marcelo, por mais pontuais e esporádicas que fossem, eram parecidas umas com as outras, como um grande e longo papo picotado por períodos de desencontro. Mudava-se o ambiente, as pessoas ao redor, a quantidade de barulho – mas Marcelo era sempre o mesmo, com o mesmo tipo de humor e temperamento, reflexos de sua personalidade e caráter. Quem me falou de sua morte repentina (um ataque cardíaco no meio da madrugada de sexta) foi a mesma Marsílea que, após mudar-se para o Rio, falou que estava trabalhando com um amigo meu no Jornal do Brasil – era o próprio Marcelo. Não foi fácil entrar no site do cara e ver ele comentando o assunto de uma matéria que eu estava editando para o Link da semana que vem – a sensação de lê-lo comentando algo tão recente fazia parecer que sua morte pudesse ser uma espécie de transferência para o meio digital, sua consciência blogando o que achava das coisas mesmo depois de ter deixado nossa realidade analógica. Eu disse que a ficha ainda não tinha caído.
O Bruno, a Elis, o Fabio, o Dória, o André e o Henrique também falaram sobre Marcelo. E a foto que ilustra o post – e que está no Flickr do Marcelo – fui eu quem tirei, quando fomos a San Francisco no início de 2008 cobrir o lançamento do Macbook Air).