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Marcelo Nóbrega (1976-2009)

A ficha ainda não caiu. Conheci o Marcelo no começo de 2001, quando eu editava a Play na Conrad e ele bateu na minha porta oferecendo frilas – que, pautas boas que eram, aceitei de pronto. Desde então, sempre trombava com o cara – em shows, eventos de tecnologia, festas e em minhas idas solitárias ao Rio de Janeiro no início desta década. Eram encontros rápidos, em que continuávamos algum papo recente que tivemos via email ou comunicador instantâneo ou a estranha coincidência de conhecermos mais uma – dezenas! – pessoa em comum. Piadas idiotas sobre coisas que aconteciam em nossa frente, sorrisos sempre amplos e gargalhadas explosivas, súbitos comentários sérios sem ser chatos e uma capacidade instantânea de se adaptar a qualquer papo: as conversas com Marcelo, por mais pontuais e esporádicas que fossem, eram parecidas umas com as outras, como um grande e longo papo picotado por períodos de desencontro. Mudava-se o ambiente, as pessoas ao redor, a quantidade de barulho – mas Marcelo era sempre o mesmo, com o mesmo tipo de humor e temperamento, reflexos de sua personalidade e caráter. Quem me falou de sua morte repentina (um ataque cardíaco no meio da madrugada de sexta) foi a mesma Marsílea que, após mudar-se para o Rio, falou que estava trabalhando com um amigo meu no Jornal do Brasil – era o próprio Marcelo. Não foi fácil entrar no site do cara e ver ele comentando o assunto de uma matéria que eu estava editando para o Link da semana que vem – a sensação de lê-lo comentando algo tão recente fazia parecer que sua morte pudesse ser uma espécie de transferência para o meio digital, sua consciência blogando o que achava das coisas mesmo depois de ter deixado nossa realidade analógica. Eu disse que a ficha ainda não tinha caído.

O Bruno, a Elis, o Fabio, o Dória, o André e o Henrique também falaram sobre Marcelo. E a foto que ilustra o post – e que está no Flickr do Marcelo – fui eu quem tirei, quando fomos a San Francisco no início de 2008 cobrir o lançamento do Macbook Air).

João Brasil vs. Bonde do Rolê

Via Twitter do Bruno:

João Brasil está em estúdio com Gorky e Pedro no Rio, produzindo três faixas (até agora) pro novo disco do Bonde do Rolê.

Fuleiragem assumida dos dois lados, senso pop misturado com estilo foda-se, funk carioca feito por civis – alguma coisa me diz que esse choque de universos pode render algo inusitado e foda ao mesmo tempo.

Uma sexta-feira, um mashup

Se o Passion Pit foi o disco da semana, segue um mashup feito só com trechos do disco de estréia dos caras, Manners. O responsável pela mistura chama-se Exoskemic.

Comentando Lost 16 e 17: The Incident

Eu sei, tou devendo – mas tá pensando que é fácil? O texto sobre o último episódio de Lost está sendo produzido, mas já deixou de ser só uma especulação sobre o futuro da série como tem contemplado as teorias mais piradas sugeridas pelos fãs, os ARGs que já começaram a borbulhar online, a prévia da Comic-Con e considerações sobre a fusão entre TV e internet. Enquanto ele não sai (semana que vem vou te mostrar um dos motivos que vem atrasando o texto), fiquem com o último Comentando Lost deste ano, em que eu e o Ronaldo passamos quase duas horas conversando não apenas sobre o que acontecia no episódio, mas também sobre os vários possíveis desdobramentos da série a partir dele. Você já conhece o esquema: baixa o MP3 no mesmo computador em que você vai assistir ao capítulo e aperta o play a hora em que a gente disser “OK”.

Alexandre Matias & Ronaldo Evangelista – Comentando Lost 16 e 17: The Incident

Lost pode ter terminado por este ano, mas eu e o Ronaldo vamos continuar com esse papo furado – tamos bolando formatos e em breve teremos novidades (e não é disso que eu falei quando comentei sobre a novidade da semana que vem).