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Clodo Ferreira (1951-2024)

Morreu nesta terça-feira, em Brasília, o cantor e compositor piauiense Clodo Ferreira, mais conhecido como parte do trio de irmãos cantores e compositores Clodo, Climério & Clésio, que tiveram composições gravadas por grandes nomes da música brasileira, como Nara Leão, Milton Nascimento, MPB-4, Ângela Maria, Ney Matogrosso, Zizi Possi, Dominguinhos, Simone, Fagner, Fafá de Belém, Elba Ramalho, Nara Leão e Rodger Rogerio, entre outros. O trio foi içado para a fama pelo cearense Ednardo quando já moravam em Brasília, cidade para onde mudaram nos anos 70. São autores de pérolas como “Revelação”, “Enquanto Engomo a Calça”, “Palha de Arroz”, “Morena”, “Corda de Aço”, “Silêncio Agrário”, “Cebola Cortada”, “Ave Coração”, entre muitas outras. Os três foram homenageados por Nara Leão na única música composta pela intérprete, “Cli-Clé-Clô”. Gravaram seis discos como um trio e depois seguiram em carreiras solo. Clodo, que era professor na UnB, é o segundo dos três a falecer, vítima de um câncer (o primeiro deles foi Clésio, que morreu em 2010). Climério segue em atividade, ainda morando em Brasília.

Smashing Pumpkins no Brasil!

Outro golaço da Balaclava! Depois de trazer o Tortoise pra tocar no Cine Joia, a gravadora indie paulistana subiu ainda mais o sarrafo ao anunciar duas datas dos Smashing Pumpkins no Brasil em novembro! O grupo liderado por Billy Corgan vem passando por uma fase de reabilitação, já tinha avisado que viria a Buenos Aires e a turnê The World is a Vampire joga luz em parte do repertório clássico da banda, com os sucessos dos anos 90, além de fazer com dois integrantes da formação original, o guitarrista James Iha e o baterista Jimmy Chamberlin. Os shows acontecem em Brasília (dia 1° de novembro, no Nilson Nelson) e em São Paulo (dia 3, no Espaço das Américas) e os ingressos começam a ser vendidos em breve – os de São Paulo começam a ser vendidos ainda esta semana, no dia 19, e os de Brasília ainda terão sua data anunciada. Resta saber se são os dois únicos shows da banda no Brasil e se haverá alguma atração de abertura nos dois shows… Quem você sugeriria para abrir para os Pumpkins?  

Aquela calma tensa

Bem bonito o espetáculo Des Chimères que Grisa e João Viegas apresentaram nesta terça-feira, no Centro da Terra. Os dois começaram os shows sozinhos, mostrando algumas músicas que compuseram juntos e outras composições de suas carreiras solo – ambos tocando teclados e guitarras (em algumas músicas), enquanto ela também tocava theremin e ele tocava o piano da casa. O clima etéreo expandiu aquela calma tensa que ia para além da canção francesa, uma das inspirações da parceria, invadindo a eletrônica e o trip hop, deixando o clima ainda mais jazzy ao contar com as presenças de Bruno Mamede no contrabaixo acústico (e também no sax) e Brandon Farmer na bateria, num show que, mesmo com clima experimental, está prontinho para navegar por outros palcos por aí…

Assista abaixo:  

Grisa + João Viegas: Des Chimères

Maior satisfação receber o encontro inédito entre Grisa e João Viegas, dois artistas em ascensão cujos diferentes trabalhos encontraram-se na paixão dos dois pela música brasileira, pelo jazz e pela canção francesa. A multiinstrumentista Grisa, que já trabalhou na Philharmonie de Paris e no Acoustic and Audio Group of The University of Edinburgh, está prestes a lançar seu primeiro disco solo, chmaado Espelho ou Geografia de Lugar Nenhum, enquanto João Viegas, que toca nas bandas indie Ombu e Raça, começou seu trabalho solo tocando beats eletrônicos – começaram a trabalhar juntos e estão lançando um primeiro single, que batiza o encontro que fazem ao vivo nesta terça-feira no Centro da Terra. misturando timbres acústicos e eletrônicos enquanto descrevem cenários sonoros surrealistas a partir de canções de seus trabalhos solo e criadas a partir desta parceria. O espetáculo Des Chimères começa pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados na bilheteria e no site do Centro da Terra.

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O pós-apocalipse é agora

A primeira noite da temporada BNegron Convida, que o rapper BNegão está fazendo às segundas-feiras de julho no Centro da Terra nos apresentou ao trio carioca Dissantes, em sua primeira aparição em São Paulo. Formado pelos MCs Gilber T e Homobono (este último velho conhecido do anfitrião desde os tempos em que liderava os antigos Kamundjangos, que depois tornaram-se Los Djangos) e pelo produtor Feres disparando bases e tocando synths, o grupo surgiu durante a pandemia como uma resposta ao clima apocalíptico que vivíamos – e de alguma forma ainda vivemos – naquele período. Vestidos de trajes de segurança hospitalar e rimando letras sobre o presente pesadelo que nos assombra, o trio ainda contou com a participação de Bernardo no single latino que lançaram juntos, “Sangre de Barrio”, além de assumir as guitarras no último número da noite, com uma mistura de gêneros que deu a tônica das atrações que virão durante a temporada.

Assista abaixo:  

BNegão: BNegron convida Disstantes, Freelion e Dabliueme

Quem toma conta das segundas de julho no Centro da Terra é o mestre e compadre BNegão que aproveitou a deixa para convidar três artistas que ele vem acompanhando há um tempo na temporada BNegron Convida. Na primeira segunda-feira, dia 15, ele recebe o trio carioca Disstantes, fazendo sua primeira apresentação em São Paulo. Misturando linhas eletrônicas e sintetizadores como bases para o canto falado, o trio formado por Gilber T, Homobono e Feres lançou um single com a participação do anfitrião e se autodenomia um grupo de kraut-rap! No dia 22, Bernardo recebe o baiano Freelion, pseudônimo atual do produtor e multiinstrumentista Sandro Mascarenhas, que já tocou com artistas como Afrocidade, Majur e Léo Santana, e agora mistura pagodão baiano, música latina e reggae neste projeto que existe desde 2018. A temporada termina dia 29 com a presença de Dabliueme, produtor e poeta que mescla jazz, rap e raggamuffin com samples de músicas brasileiras de todas as épocas. BNegão estará em todos os espetáculos, que começam pontualmente às 20h e cujos ingressos podem ser comprados na bilheteria ou no site do Centro da Terra.

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Sérgio Cabral (1937-2024)

Um dos nomes que ajudou a desenhar a música do Brasil do século 20 também deu origem a um dos males do século 21 no país – e há quem diga que estas relações estão interligadas, pois o velho jornalista só teve fôlego e disposição para concluir biografias de nomes fundamentais para nossa cultura como Elizeth Cardoso, Tom Jobim, Nara Leão e Pixinguinha pois conseguiu um bom e tranquilo emprego graças ao filho que carrega seu próprio nome. Mazelas brasilis à parte, é inegável a contribuição de Sergio, que morreu neste domingo, para a música brasileira, seja como autor, compositor e produtor musical, sempre disposto a colocar o samba carioca – e sua genealogia no cerne da história de nossa cultura.

Jardim Sonoro 2024: A primeira edição do primeiro festival de música de Inhotim aponta novas possibilidades para o formato

Desde que a curadoria de música do parque Inhotim, um dos grandes templos à arte contemporânea brasileira, no interior de Minas Gerais, foi criada, em abril do ano passado, o primeiro titular do cargo, o maestro carioca Leandro Oliveira vislumbra a possibilidade de realizar um grande festival que mostrasse a que veio este novo pilar do museu-parque. Importante frisar que o superlativo não necessariamente se traduziria em números – a ideia nunca foi reunir nomes pop ou grandes para gerar números para atrair possíveis patrocinadores e sim fazer jus à grandiosidade a céu aberto do jardim que fica do lado da cidade de Brumadinho. O evento aconteceu no fim de semana passada e seu título, Jardim Sonoro, acertou em cheio ao contemplar nomes radicalmente modernos e amplamente populares, reunindo artistas de diferentes nacionalidades, mas com principais atrações brasileiras. Fui convidado pela organização do evento e voltei apaixonado pelo festival.

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Shannen Doherty (1971-2024)

Conhecida como a Brenda do seriado Barrados no Baile, que fez sucesso no início dos anos 90, a atriz norte-americana Shannen Doherty morreu neste sábado. Com parcos 53 anos, ela foi vítima de um câncer que lhe acompanha desde 2015. Ao contrário de todo o resto do elenco do seriado, ela ainda conseguiu emplacar um segundo personagem em sua breve carreira, ao viver uma das jovens bruxas da série Charmed. No ano passado, ela anunciou a doença, que incialmente começou como um câncer de mama, havia espalhado para seu corpo, primeiro para os ossos e depois para o cérebro.

Mac DeMarco à moda parisiense

Que tal jantar num bistrô em Paris com a turma do Mac DeMarco e ouvi-los fazendo um som depois de uma refeição? Foi isso que a produtora de vídeos francesa La Blothèque fez ao inaugurar uma nova série, chamada Fin de Service. Depois de encarar um frango, Mac puxou cinco músicas, novas e velhas, ao lado de uma banda formada pelo tecladista Alec Meen, pelo brasileiro Pedro Martins no baixo e com Daryl Johns tocando chocalhos e bongôs. É a terceira vez que o compositor norte-americano aparece em vídeos da produtora: a primeira foi em 2018, quando saiu pelas ruas da capital francesa cantando e tocando enquanto fumava um cigarro, e depois em 2020, quando, devido à pandemia, fez uma live no canal do Blothèque. Assista abaixo: