Beatles como você nunca viu
Essas imagens do grupo em 1963 fazem parte do DVD que vem com o livro The Beatles, On Camera, Off Guard 1963-1969, que está sendo lançado pelo fotógrafo Mark Hayward na Inglaterra.
Essas imagens do grupo em 1963 fazem parte do DVD que vem com o livro The Beatles, On Camera, Off Guard 1963-1969, que está sendo lançado pelo fotógrafo Mark Hayward na Inglaterra.
Atravessei a maratona de programação do Yahoo Open Hack que aconteceu em Nova York, no sábado retrasado – e a materinha saiu no Link de hoje.
Foto: Yodel Anecdotal

Os MCs da premiação, Eric Wu e Neal Sample
Hackers reúnem-se em NY para criar à vontade
Yahoo Open Hack reúne mais de duas centenas de programadores para desenvolver aplicativos a partir das ferramentas e bancos de dados disponíveis
Chris Yeh, responsável pela plataforma de desenvolvimento em rede do Yahoo, está a postos para apresentar os vencedores a nona edição do Yahoo Open Hack, que ocorreu em Nova York, no penúltimo sábado (10). Em frente a uma plateia formada pelos programadores que participaram do evento, ele explica sua falta de intimidade ao falar em público e comenta que, sob a imponência do local da apresentação (o centenário Hudson Theatre, do hotel Millennium Broadway, quase vizinho ao Times Square) e devido ao caráter técnico de seu cargo, se limitará a ler os termos de uso da plataforma de desenvolvimento do site.
Mero jogo de cena. À medida em que começa a ler as letrinhas miúdas do termo, Yeh é interrompido por outros dois executivos do site, Neal Sample, vice-presidente para plataformas sociais, e Eric Wu, gerente-sênior para integrações e aquisições. “Estamos hackeando sua apresentação”, explicam os dois, que sobem ao palco em trajes nada executivos – ambos vieram paramentados de acordo com a estética do evento, o tema “steampunk”, característico da revolução tecnológica da Inglaterra vitoriana. E antes de dar início à apresentação, exibem um vídeo que fizeram há pouco, na Times Square, em que pediam para os transeuntes explicarem o que eles entendiam por “hacker”.
O resultado, claro, foi um festival de variações de “alguém que invade seu computador com más intenções”. As gargalhadas do público – programadores e desenvolvedores, mas também hackers, todos eles – vinham de duas constatações: a de que a maioria das pessoas ainda associa o termo à má-fé e a de que, aos poucos, essa definição está sendo revista.
Vide o próprio Yahoo Open Hack, maratona de 24 horas de programação, em que desenvolvedores de Nova York foram convidados a hackear os códigos do Yahoo para criar aplicativos que possam melhorar o desempenho do site e até bolar soluções que os programadores originais sequer cogitaram originalmente. Diferentes palestras e apresentações ocorriam ao mesmo tempo em que um andar inteiro do Millenium Broadway foi tomado por programadores que, espalhando-se entre pufes, poltronas e mesas, transformaram o ambiente numa pequena zona autônoma temporária, com regras e éticas próprias.
Terminado o prazo, os hackers tiveram dois minutos cada para apresentar seus feitos, que variavam de coisas completamente inúteis até invenções realmente inovadoras. Na primeira turma, ninguém foi mais infame do que o New York Toast, criado pelo grupo MarketBot. Modificando uma impressora 3D, eles fizeram que o aparelho pudesse “imprimir” notícias e fotos em torradas, usando pasta de amendoim.
Mas estes eram minoria. Entre outros apresentados estava o Power Trends, do grupo Power Trio, que permitia, através de redes sociais, fazer que prefeituras pudessem acompanhar e, assim, economizar o consumo de energia des seus cidadãos. O AudioTexter, do grupo HellaCool, transforma mensagens de SMS em áudio e vice-versa. O programador Tom Pinckney criou o Community Bulletin Boards, que permite acrescentar fóruns de discussão em pontos de mapas online, e o grupo Yinzoo criou o TVitter, que permite que telespectadores usem o Twitter para comentar programas de TV em grupo. O campeão, apresentado por Addy Cameron-Huff, foi o InsiderTrades.org, que usa aplicativos de finanças para passar informações em tempo real para os investidores, sem a interferência humana – tudo é gerado por bancos de dados.
O evento faz parte de mais uma reinvenção do Yahoo, que sai de um ano marcado pela longa possibilidade de fusão com a Microsoft. Os dias de hacker do Yahoo já aconteceram em nove cidades do mundo – inclusive em São Paulo, no final do ano passado – e são cruciais para este novo Yahoo, que abre APIs e bancos de dados para aproximar-se destes personagens que ainda são vistos como vilões digitais. “Apostamos nisso, além do marketing tradicional”, diz Cody Simms, da plataforma YOS, ao referir-se ao enorme outdoor que o grupo acaba de inaugurar em plena Times Square.
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Esse é um dos esquentas pra festa Fera, que acontece na sexta que vem.
Pixies – “The Thing (Allez-Allez Bootleg)”
Ting Tings – “That’s Not My Name ft. Wale (Skeet & Tito Remix)”
Yeah Yeah Yeahs – “Zero (RAC Remix)”
Pnau – “Embrace (Fred Falke and Miami Horror Remix)”
Twelves – “Night Vision”
Virgins – “Rich Girls (Le Castle Vanias Spring Break No Parents Remix)”
Juan Maclean – “Happy House (VHS or Beta Remix)”
Yelle – “Qui Est C’Est Fille?”
Weekend Warriors – “What U Want”
Passion Pit – “The Reeling (Burns Remix)”
Yes – “Owner of a Lonely Heart”
Run DMC – “My Adidas (Pilotpriest Remix)”
Shakira – “She Wolf (Deeplick Radio Edit)”
Weezer – “(If You Are Wondering If I Want You To) I Want You To”
Fiquei de cara.
Justice x Dizee Rascal
Beastie Boys x Daft Punk
Justice x Public Enemy
Vanilla Ice x MC Hammer
Daft Punk x Queen
Rihanna x Killers
É o DJ Hero… Que vai ser lançado semana que vem.
E Distrito 9 é tudo isso que andam falando mesmo. Do mesmo jeito que Blade Runner mudou completamente a ficção científica ao trazer o futuro distante e utópico das sociedades espaciais para o futuro próximo de um planeta Terra em franca decadência, o filme de estréia do diretor Neill Blomkamp aproxima ainda mais o hoje do amanhã. Ao estacionar uma nave espacial à deriva sobre Johannesburgo, o diretor empilha metáforas sobre metáforas para tornar explícitos cada um de nossos preconceitos – e mistura racismo, tortura, canibalismo, xenofobia, miséria, feitiçaria, zoofilia, drogas e armas pesadas com a estética favela movie – tom documental, câmera na mão, chão de terra batida, barracos, crianças e galinhas – que Fernando Meirelles consagrou em Cidade de Deus. O protagonista Wikus van de Merwe é um Michael (do Office) posto em uma situação tão extrema quanto a da tenente Ripley em Alien ou o policial Alex Murphy em Robocop – a diferença é o simples fato de, embora os dois últimos também sejam funcionários de corporações, Wikus não tem experiência militar nenhuma, como a maioria dos telespectadores. Assim, o filme puxa para uma primeira pessoa verité que o torna tão descendente da ficção científica distópica dos anos 80 quanto do documentarismo fictício dos últimos dez anos (Bruxa de Blair, Cloverfield, [REC], Atividade Paranormal). E nos mostra aliens asquerosos que, em última instância, são apenas versões deformadas de nós mesmos. No fim, Distrito 9 chega às mesmas conclusões da ficção científica recente – a de quanto mais nos tornamos soldados, menos somos humanos. Mas até chegarmos neste ponto, atravessamos uma viagem excepcional, de interfaces que flutuam, pessoas que explodem, armas impossíveis e até uma criança ET, com muito som e fúria, neste que é tranquilo um dos melhores filmes de 2009.
O programa de TV Musique and Music resolveu homenagear Serge Gainsbourg pelo duplo aniversário – em abril de 1978 ele não apenas completava 50 anos de idade como vinte anos de carreira. E assim, os produtores o convidaram para um longo bate-papo sobre sua vida e obra, intercalado por apresentações de intérpretes franceses (e Jane Birkin) de alguns dos principais clássicos de Gainsbourg. Não perca o final do show, com o próprio Serge regendo o coral masculino Garnier, que faz uma versão inacreditável para a polêmica “Les Sucettes”.
Serge Gainsbourg – “Le poinçonneur des Lilas”
Daniel Prévost – “Maria” e Alain Souchon – “Elisa”
Serge Gainsbourg – “La javanaise” e Laurent Voulzy – “Qui est in, qui est out”
Jane Birkin – “Ex-Fan des Sixties” e Michel Jonasz – “Comic Strip”
Jacques Martin – “En relisant ta lettre” e Bijou – “Les papillons noirs”
Serge Gainsbourg – “L’eau à la bouche” e Serge Gainsbourg & L’Ensemble Garnier – “Les Sucettes”
E aconteceu na quinta passada, em Nova York, a esperada reunião de 40 anos do Monty Python, em que os sobreviventes do grupo (mais uma versão em cartolina de Graham Chapman e a presença da única coadjuvante feminina do elenco, Carol Cleveland) se reuniram para comemorar o lançamento do documentário Monty Python Almost The Truth (The BBC Lawyers Cut) (que já vazou na internet). Os poucos vídeos que apareceram da apresentação no YouTube mais encontram os integrantes do grupo em entrevistas antes da apresentação.
No vídeo acima, que encontrou o vocalista do Iron Maiden Bruce Dickinson e o ator do seriado Mad Men Rich Sommer na platéia, os integrantes do grupo falam sobre suas atividades atuais: Terry Jones conta como se tornou apresentador de documentários, Terry Gilliam rasga elogios para Family Guy e South Park, Michael Palin fala sobre o recém-lançado documentário, John Cleese falando sobre sua nova turnê pela costa oeste americana e Carol Cleveland sobre a cena mais difícil que fez com o grupo. Os cinco também se reuniram no tradicional programa matinal americano Live with Regis and Kelly.
Da apresentação em si, os poucos trechos que escaparam para a internet foram uma interpretação da famigerada “Galaxy Song”…
…e o genial improviso de uma menina de 10 anos em cima da clássica passagem do grupo sobre a Inquisição Espanhola.
Tomara que não seja só essa apresentação.