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Piraquê FAIL

Tá, até dá pra entender essa sanha que empresas têm por reinventar a própria marca, logotipo, embalagem. O que não dá pra entender é porque a Piraquê resolveu apagar um clássico dos petiscos brasileiros ao jogar no lixo as versões originais das embalagens de seus biscoitos (como as duas daí de cima) para adaptar para um formato mais “globalizado”. O detalhe é que, com isso, além de apagar seu próprio passado, ainda risca a importância da artista plástica Lygia Pape na história da marca.

Ela não só criou toda identidade visual que acompanha a marca até hoje – inclusive nos envólucros de sua cream cracker, da clássica Goiabinha e dos biscoitos Maria -, ela também inventou, na própria Piraquê, o conceito moderno de embalagem de biscoito. Se antes eles vinham em caixas ou latas, depois de Lygia passaram a vir empilhados verticalmente numa embalagem que não permitia espaço entre as bolachas. A Daniela que começou esta campanha e dá mais detalhes da história da marca e da artista em seu blog.

E ainda tem o Mos Def no fim de semana…

Pois é, o cara é a atração principal da décima edição do Indie Hip Hop, que começou em 1999 com o nome de Du Loco, edição que trouxe o Bambaataa para chacoalhar o Brasil. De lá para cá, o festival já trouxe nomes como De La Soul, Jurassic 5, Talib Kweli, Lyrics Born, Blackalicious, entre outros medalhões do rap norte-americano atual, além de, claro, servir de palco para toda a geração pós-Racionais do hip hop brasileiro. Aumentando o próprio padrão a cada ano que se passa, o festival idealizado por Rodrigo Brandão (que fala mais sobre a iniciativa nessa entrevista que deu ao site Per Raps, no ano passado) agora chama ninguém menos que Mos Def, um dos maiores nomes do gênero atualmente. Mas diz que tem que correr, porque parece que os ingressos tão acabando – se é que já não acabaram…