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Homens…

Estou há um tempinho pra falar das meninas do Men, uma das boas novidades desse ano. Formado por duas integrantes (JD Samson e Johanna Fateman) do Le Tigre que começaram a discotecar usando esse nome, elas logo fundiram-se com um outro projeto paralelo de JD, o grupo Hirsute. A pegada da banda fica entre o punk-funk, a discoteca e a new wave, ecoando, ao mesmo tempo, bandas tão diferentes quanto Talking Heads, Go Team, Junior Senior e o próprio Le Tigre. Por enquanto elas só lançaram um EP, mas “Credit Card Babie$” é forte candidata a estar entre as melhores músicas do ano, hein…


MenOff Our Backs


Men – “Credit Card Babie$

Malkmus 2002

E por falar no Fred, ele desenterrou uma entrevista que fez com o vocalista do Pavement em 2002. Se liga no nível da entrevista:

Qual sua análise da cena Indie que está aumentando bastante em todo o mundo?
Indie é o melhor. Danem-se as grandes gravadoras. Elas acabam com as bandas e nos dão música de péssima qualidade em 95% das vezes.

Como o próprio Fred admite: “Sim, eu era muito indie. E jovem.”.

Lee Perry e o dubstep

E já que falei de dubstep, se liga nesse minidocumentário que fala sobre como o gênero criado por Lee Perry evoluiu rumo ao dubstep e como o clássico álbum Blackboard Jungle foi recriado pelos produtores austríacos Dubblestandart, pelos nova-iorquinos Subatomic Sound System e pelo MC Jahdan Blakkamoore, com a presença do próprio Lee. Pesquei no Dubstepped.

O Fúria de Titãs original e o legado de Ray Harryhausen

Se você não lembra desse filme, deve ter nascido nos anos 80 (e olha que tem muita gente que nasceu e lembra). Passava direto na Sessão da Tarde, e como eu disse no post anterior, era uma tentativa de tornar histórias da mitologia grega com o clima de fantasia e aventura que a dupla Spielberg e George Lucas tinham resgatado para o cinema. E mesmo com um elenco contando com Laurence Olivier no papel de Zeus e Ursula Andress como Aphrodite, a grande atração do filme eram os efeitos especiais de Ray Harryhausen, a Industrial Light & Magic dos tempos analógicos, responsáveis por cenas como essa deste exército de esqueletos em Jasão e os Argonautas, de 1963:

Ou o Ciclope do filme do Simbá, de 1958:

E em Fúria de Titãs, filme que funcionou também como uma homenagem à sua obra, ele criou outras cenas clássicas, como a da luta entre Perseu e a Medusa:

Se você não viu o filme ainda, não dá mole: ele tá inteirinho no YouTube. Não é um filmaço – meu apego com ele é obviamente nostálgico – mas diverte.