Trabalho Sujo - Home

Portishead… 2010?

Apareceu do nada. Ontem à noite o Portishead foi ao programa do Zane Lowe na BBC e tirou da cartola essa improvável “Chase the Tear”, disponibilizada para download hoje de manhã no site da Anistia Internacional, que está vendendo o MP3 para arrecadar fundos. A nova canção é improvável por manter o mesmo clima de exploração de texturas do disco anterior, o cabeçudo Third, mas aproxima-se da melodia e do drama teatral característico do grupo de Bristol – e, mais do que isso, apontar para um possível quarto disco do grupo, para o ano que vem. E o flerte com o pop, quase ausente no hermetismo do último disco (“The Rip” era a exceção), fica evidente quando o instrumental ecoa, quase literalmente, a fase mais clássica do Cure. Fora que, em cima da hora, embaralhou a lista das melhores músicas do ano. Ao menos a minha. Afinal, 2009 só termina dia 31…


Portishead – “Chase the Tear

Kids in the Hall + Kurt Cobain

Não fazia a menor idéia de que Kurt Cobain gostava dos Kids in the Hall – muito menos que eles se conheciam e eram amigos. Nessa entrevista de 2007 para o programa de Tom Green, um dos integrantes do KITH, Scott Thompson, conta como ele conheceu o Nirvana, foi reconhecido por Kurt, saíram na naite e, meses depois, como o impacto da morte do líder do Nirvana influenciou no próprio fim do Kids in the Hall. Tanto que na última cena do personagem Buddy Cole – o “bicha alfa” que era dono de um bar e funcionava como alter ego escrotizador do próprio Thompson -, a criança que aparece no porta-retrato em destaque é o próprio Cobain.

E pra quem duvida da veracidade da notícia, em uma entrevista com o próprio Cobain, feita em janeiro do ano em que ele morreu, ele confirma que conheceu Scott (aos 2:40):

E é incrível como o Krist Novoselic parece o Cameron do Curtindo a Vida Adoidado, não? Nunca nota paralela, Scott está com câncer, como twittei mais cedo. E se você não sabe quem são os Kids in the Hall (mega lacuna na sua formação cultural, devo dizer), comece por aqui.

Lady Gaga é o novo David Bowie?

É claro que não, mas a comparação é bem mais justa do que a comum e preguiçosa afirmação que, com a morte de Michael Jackson, a menina seria a nova rainha do pop. Piada. Lady Gaga deve mais ao Bowie pelo impacto visual e esquisitice consciente do que o apelo pop total que exalava do saudoso Michael. A comparação com Bowie vem pelas mãos do mashupeiro Terry Urban, que topa fazer a comparação indo além dos próprios remixes – seu EP de tributo às duas figuras, Lady Stardust, abre com frases retiradas de programas de rádio e TV que falam do impacto dos dois em sua época, comparando o personagem Lady Gaga a Ziggy Stardust. Mas enquanto Bowie é um compositor de primeira linha, o melhor crooner de sua geração (Freddie Mercury? Bryan Ferry? Para com isso…) e um classudo vampiro de personalidades artísticas (como Caetano, no Brasil), Lady Gaga é uma voz fácil de ser lembrada, refrões repetitivos e muita promoção de gravadora (pra quem acha que elas não têm mais força…). Sua “Poker Face” (um mashup de base Eurhythmics com o refrão genérico de Cher) vem ganhando notoriedade basicamente devido à repetição insistente, mais do que sua qualidade musical propriamente dita. O EP não é grande coisa, o melhor mashup cruz “Just Dance” com “Let’s Dance”, que eu linko aí embaixo.


Terry Urban – “Lets Just Dance (Terry Urban & nVMe Remix)

Se você se acha preguiçoso…

Eis alguns exemplos que podem aliviar sua culpa.








Aqui tem mais. E atenção: preguiça é pecado capital e todo mundo sabe que pecado capital só vale para as crianças, portanto, curta mais seu ócio.

Boas vibrações para Mario Bortolotto, via Laerte

Por falar em mestre:

E além da ressonância mórfica positiva, Laerte ainda avisa:

Sexta-feira, agora, dia 11/12, programou-se um leilão de arte em solidariedade e ajuda ao Mário Bortolotto.
Pra quem não sabe, Mário Bortolotto, autor, diretor e ator teatral, foi baleado no sábado à noite, durante um assalto.
Também ficou ferido o desenhista Carcarah, que passa bem.
Mário está melhor, mas seu estado é muito complicado.
Eu estarei lá e, junto com outros artistas, como meu filho Rafael, Angeli, Grampá, Mutarelli, Fábio Moon, Gabriel Bá, Cobiaco, faremos um painel que será rifado.
Sexta, dia 11, à noite, no Espaço Parlapatões, na Praça Roosevelt.