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Treme – Nova Orleans Depois do Katrina

Teaser do novo seriado da HBO, Treme, dos mesmos criadores do The Wire (que eu ainda não vi, mas que todo mundo que viu fala bem). A série é batizada com o nome de um bairro em Nova Orleans conhecido por ser um das vizinhanças com mais músicos da cidade e conta a história de seus moradores após a passagem do furacão Katrina por lá. Treme será lançada em abril, nos EUA.

Arcade Fire e o Haiti

Não costumo falar de Arcade Fire aqui, mas é por uma boa causa. O grupo, que há muito preza pelo país caribenho recém-atingido por um terremoto, escreve em seu site sobre a tragédia no Haiti:

Friends,
Haiti needs your help in her darkest hour.
We just got off the phone with our friends at Partners in Health.
Most of the medical infrastructure in Port-au-Prince is down.
Since Partners in Health’s clinics are in situated the surrounding areas and haven’t been damaged, they are mobilizing their resources towards the capital, setting-up field hospitals to treat the injured on the ground.
Also, Paul Farmer (the founder of PIH) is at the UN and has access to the best information on where to direct the money… so for the moment if you want to help, we suggest sending funds to: www.pih.org
+ donate.pih.org/page/contribute/haiti_earthquake?source=earthquake&subsource=homepage
Please be generous as time is of the essence.
love,
Win and Regine
p.s.
these photos convey some of what is going on:
+ www.boston.com/bigpicture/2010/01/earthquake_in_haiti.html

Gilberto Gil – Ao Vivo Na Escola Politécnica Da USP (1973)

E o Toque Musical desenterrou (e o Ali Fanfarrão ressuscitou) esse show do Gil na Poli em 73. Eis a apresentação que o site faz do registro:

Em 1973, o estudante de geologia da USP, Alexandre Vanucci Leme, foi torturado e morto pela repressão política do regime militar. Gilberto Gil, que estava em São Paulo, então recém chegado do exílio, foi procurado pelos universitários que o convidaram para fazer um show de protesto, improvisado no campus. Por volta de umas duas mil pessoas assistiram a esta apresentação nas dependências da Escola Politécnica da USP. Gil tocou e conversou com o público durante três horas de show. Esta apresentação foi registrada pelos estudantes em um gravador de rolo (benditos gravadores de rolo!). A fita ficou guardada e esquecida por um longo tempo. Apenas algumas poucas pessoas tiveram acesso a este material. As cópias em fita K7 eram fragmentadas e com um som de má qualidade. Vinte anos depois a fita master foi encontrada e restaurada, inicialmente pelo músico do Grupo Rumo, Paulo Tatit, para um projeto de lançamento da gravação comercial em CD.

Aí temos o repertório daquela noite:

“Oriente”
“Chicletes com Banana”
“Minha Nêga na Janela”
“Senhor Delegado”
“Eu Quero um Samba”
“Meio de Campo”
“Cálice”
“O Sonho Acabouv
“Ladeira da Preguiça”
“Expresso 2222”
“Procissão”
“Domingo no Parque”
“Umeboshi”
“Objeto Sim Objeto Não”
“Ele e Eu”
“Noite Morena”
“Cidade de Salvador”
“Iansã”
“Eu Só Quero um Xodó”
“Edith Cooper”
“Back in Bahia”
“Filhos de Gandhi”
“Eu Preciso Aprender a Só Ser”
“Cálice (final)”

Coisa fina, Gil nem sequer tinha começado sua fase “Re” e já tinha um repertório de fazer inveja a todos os grandes nomes do pop nacional atual juntos. Além das músicas, o disco traz várias faixas chamadas “Gil fala” em que o cantor conversa longamente com o público, moldando seu carisma manhoso que lhe deu ares de guru preto velho em seus tempos de ministro. O caminho das pedras tá no site, vai lá.

Como For

Não vi o Vicky Cristina Barcelona (é, eu sei, vou ver), mas há muito tempo não me divertia tanto com um Woody Allen quanto em Whatever Works. A história em si, embora louquíssima, não é o ponto central do filme: este é Larry David, encarnando um Woody Allen grosso e pouco se fodendo para o que acham dele. A química entre autor e personagem é perfeita e Woody aproveita que não está se representando para jogar um monte de merda no ventilador, com aquele mau humor característico do sujeito que nos deu George Costanza, só que elevado a uma potência crítica, que inclui uma autocrítica pesada que passa longe da autopiedade característica da atuação do diretor. Só o monólogo de abertura já é o suficiente para colocar este Whatever Works (como será que vão traduzir no Brasil? “O Que Rolar, Rolou”? A minha sugestão batiza o post) entre os melhores filmes de Woody Allen. E a frase que encerra tudo então? Gênio.

On the Run 62: Simian Mobile Disco Essential Mix

Que tal duas horas de Simian Mobile Disco pra esquentar ainda mais janeiro? É o primeiro Essential Mix da BBC de 2010 – coisa fina.

Simian Mobile Disco – Essential Mix 8/1-2010 (MP3)

Kraftwerk — “Franz Schubert”
Subway — “Xam”
Kikumoto Allstars — “Dco”
Levon Vincent — “Late Night Jam”
Simian Mobile Disco — “Cruel Intentions (feat. Beth Ditto) (Space Cave Mix)”
Unknown Artist — “Get The Curse”
Oliver Huntemann — “Shanghai Spinner (Joey Beltram Remix)”
Armando — “Don’t Take It (feat. Sharvette)”
Slam — “Room 2”
Denis Naidanow — “Wonderland (feat. Tyree)”
Oliver Huntemann — “Trummerfeld”
Simian Mobile Disco — “Are You In The Picture?”
On/Off — “Cirez D”
Dusty Kid — “Train # 1”
Raymond Scott — “Cindy Electronium Pt. 1”
Rogue Cat — “Magic Journey (Todd Terje Remix)”
Cassius — “Youth Speed Trouble Cigarettes (Radio Slave Mix)”
Dustin Zahn — “Stranger To Stability (Len Faki Mix)”
Blake Baxter & Abe Duque — “Let’s Take It Back (Joey Beltram Remix)”
SMD Delicatessen — “Aspic”
Raymond Scott — “Cindy Electronium Pt. 2”
Ramadanman — “Revenue (Untold Remix)”
Paul Woolford — “Pandemonium”
Psycatron — “Deeper Shades Of Black”
Alex Costa — “Evergreen”
Skream — “2 D”
Dexter — “Unknown Title”
Zomby — “Strange Fruit”
Deepgroove — “Spike”
Adam Beyer — “Something Good To Die For”
Caramel — “Cluster”
L-Vis 1990 — “The Bird”
MJ Cole — “Sincere (Mumdance Mix)”
Crookers Feat Miike Snow — “Remedy”