AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!
Mesmo assim, eu adoro o Nicolas Cage 😛
Mesmo assim, eu adoro o Nicolas Cage 😛
Savage Chickens, sempre na mosca.
O sol desponta no início da semana, parece que o verão agora vem mesmo!
Washed Out – “Feel It All Around (Lushlife Version)”
Krazy Baldhead + Big-O + Mile Yulla – “Katana Power”
Cut Copy – “Future (Chromeo Remix)”
Phoenix – “Fences (Delphic Remix)”
Metronomy – “A Thing for Me (Breakbot Remix)”
Jamaica – “I Think I Like U2”
Pomplamoose – “September”
Bird and the Bee – “I Can’t Go for That (No Can Do)”
Gorillaz – “Crystalised”
M83 – “Graveyard Girl”
Tame Impala – “Desire Be Desire Go”
MGMT – “It’s Working (Air Remix)”
Nina Becker – “Toc Toc”
Darwin Deez – “Radar Detector”
Clash – “Rock the Casbah (Funkagenda Remix)”
Kanye West + Jay-Z + La Roux – “That’s My Bitch”
Vamo?
Isso não tem graça.
E, pra completar, nesse finde tem dois shows do Ornette Coleman. Putalamierda… Quem vai?
E pra quem quiser ouvir como foi o show de estréia do projeto de Rother em agosto desse ano, em Nova York, é só dar uma sacada no link abaixo, agilizado pelo povo da rádio WNYC. Foi um show mais curto do que esse de São Paulo.
E por falar em krautrock, lembrei de quando o Damo Suzuki – o mítico vocalista do Can, sem dúvida a banda mais importante da história do gênero – passou pelo Brasil, em 2005, no festival 4Hype, que rolou no Sesc Pompéia, e fui ver se tinha algum vídeo disso no YouTube.
E, para a minha surpresa, descobri não só que tinha, quanto eles tinham sido subidas no site pelo próprio Paulo Beto, o PB, que estava pilotando instrumentos eletrônicos no mesmo palco que Damo vociferava seus grunhidos zen. Além do PB, a banda montada para o festival era um mini quem-é-quem do rock experimental paulistano do começo do século 21, reunindo nomes como o Cacá do Objeto Amarelo, o Maurício Takara do Hurtmold, o Sérgio Ugeda do Diagonal, o Miguel Barella (que já passou por inúmeros projetos desde os anos 80), entre outros que não me recordo. O show foi tão hipnotizante quanto o do Hallogallo, mas ia para um nível de agressividade e força que não havia na apresentação do trio de Rother. Afinal, era quase uma big band.
Este mesmo evento ainda contou com apresentações do Wolf Eyes, do austríaco Fennesz, o escocês Kode9, DJ Dolores, Toni da Gatorra, Akira S. & As Garotas que Erraram, Tecno Show e Lívio Tratenberg e eu pude entrevistar e servir de intérprete dos quatro estrangeiros em bate-papos abertos ao público na tarde do dia da apresentação de cada um deles. O papo com o Damo foi especialmente legal porque aconteceu no mesmo dia do papo com o Steve Goodman, o Kode9, que além de ser um dos pioneiros na divulgação do dubstep no Reino Unido, também tem um trabalho como pesquisador e historiador de música contemporânea, e dono de gravadora. Em vez de fazer dois papos separados, juntamos Damo e Steve numa mesma conversa que fluiu para muito além da própria trajetória dos artistas e possíveis observações destes sobre a música experimental no mundo na época, e virou uma discussão boa abordando diferentes visões do que pode ser considerado música hoje em dia – indo para a raiz da definição de conceitos tão diferentes quanto estética, mercado e produção.
Os vídeos acima são curtos e só dão uma idéia do que aconteceu no Teatro do Sesc Pompéia naquele dia – transe coletivo que só poderia ser reproduzido na íntegra, não em pequenos trechos. E é nessas horas que eu lembro que o Sesc grava e arquiva bonitinho todos seus shows. Imagina a quantidade de pérola que os caras não têm guardado nesse baú…
Todo esse papo de kraut me lembrou um post velho em que eu listava uns caras dançando “Vitamin C”, do Can, em lugares inusitados. Tinha um num supermercado que era demais – mas saiu do ar… :-/
Bruno comentou o post que republiquei mais cedo recomendando a leitura de dois textos. “A crise no Rio e o pastiche midiático”, de Luiz Eduardo Soares, e “Violência no Rio: a farsa e a geopolítica do crime”, de José Claudio Souza Alves. A foto é do Uol.