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Hitchcock e a morte

Veja em tela cheia.

E me lembrem de falar do Hitchcock outro dia, tou com uma história massa pra contar.

Revertendo o aquecimento global com uma pequena guerra nuclear

Small Nuclear War Could Reverse Global Warming for Years
Regional war could spark “unprecedented climate change,” experts predict.

Parece humor negro, paranóia pesada ou coisa do tea party, mas diz a Nasa:

To see what climate effects such a regional nuclear conflict might have, scientists from NASA and other institutions modeled a war involving a hundred Hiroshima-level bombs, each packing the equivalent of 15,000 tons of TNT—just 0.03 percent of the world’s current nuclear arsenal.

The researchers predicted the resulting fires would kick up roughly five million metric tons of black carbon into the upper part of the troposphere, the lowest layer of the Earth’s atmosphere. In NASA climate models, this carbon then absorbed solar heat and, like a hot-air balloon, quickly lofted even higher, where the soot would take much longer to clear from the sky.

The global cooling caused by these high carbon clouds wouldn’t be as catastrophic as a superpower-versus-superpower nuclear winter, but “the effects would still be regarded as leading to unprecedented climate change,” research physical scientist Luke Oman said during a press briefing Friday at a meeting of the American Association for the Advancement of Science in Washington, D.C.

Earth is currently in a long-term warming trend. After a regional nuclear war, though, average global temperatures would drop by 2.25 degrees F (1.25 degrees C) for two to three years afterward, the models suggest.

At the extreme, the tropics, Europe, Asia, and Alaska would cool by 5.4 to 7.2 degrees F (3 to 4 degrees C), according to the models. Parts of the Arctic and Antarctic would actually warm a bit, due to shifted wind and ocean-circulation patterns, the researchers said.

After ten years, average global temperatures would still be 0.9 degree F (0.5 degree C) lower than before the nuclear war, the models predict.

Isso, vai dando idéia…

Dean Wareham e Britta Phillips no Brasil

E fechando a lista de shows anunciados pra agora, olha que boa surpresa: o casal Dean Wareham e Britta Philips toca no Sesc em abril. São dois shows. Um deles se chama 13 Most Beautiful: Songs for Andy Warhol’s Screen Tests, em que os dois tocam sobre os clássicos testes de tela do Warhol, em que ele ficava filmando os rostos de gente que associava à sua prole, como o Velvet Underground e Dennis Hopper. Sente o drama:

O segundo show chama-se Dean Wareham plays Galaxie 500 songs e é exatamente isso: canções da banda que pôs Dean no mapa, mas… tocadas apenas por Dean? Britta sempre toca com ele…

E eles tocam até música dos outros:

Pra quem tá boiando na importância do show, uma aulinha: a aliança entre o Velvet Underground e Andy Warhol, em Nova York no meio dos anos 60, fez que o rock ganhasse uma aura impensável anos antes, quando os Beatles chutaram o balde cantando iê-iê-iê – e deu um sabor bem nova-iorquino à maturidade que o rock atingiu quase nos anos 60, quando Londres e a San Francisco viraram techicolor e Dylan, os Beatles e os Stones ganharam tons sépia (Dylan em Woodstock, Stones country e Let it Be, respectivamente). Nova York ganhou o preto e branco artsy dos filmes de Warhol e do free jazz, misturando-o à eletricidade típica do rock, ao mesmo tempo que a expandia-a para além do ritmo e do solo.

O cânone inaugurado pelo Velvet continuou por vias tortas com os Modern Lovers e o Television, sendo absorvido completamente quinze anos depois por uma nova geração, personificada no Sonic Youth. E antes do Yo La Tengo assumir o bastão com a entrada de James McNew na banda, no início dos anos 90, foi o Galaxie 500 quem manteve acesa a chama dessa música especificamente nova-iorquina.

Com três discos, a banda se tornou o grupo indie mais importante dos EUA ao lado dos Pixies, no final dos anos 80, americanizando uma tendência de retomar microfonia e doçura iniciada pelos irmãos Reid no Jesus & Mary Chain, na Inglaterra. E depois de sua existência, Dean formou o Luna, que contou com a ex-dubladora do desenho animado Jem e futura esposa Britta na formação a partir do ano 2000 – o grupo até tocou no Brasil em 2002, se não me engano… De qualquer forma, a vinda dos dois é uma ótima oportunidade para toda uma geração amamentada com roquinho fuleiro (já já falo do novo dos Strokes, do Arctic Monkeys e do Vaccines, guentaê) descobrir uma banda completa.

De brinde, um hit do casal que o Luciano sempre tocava nos primeiros anos da GB…

Mais informações sobre os shows aqui.

Cansei de Ser Sexy no Brasil

É isso aí, primeiro show do Cansei fora de festivais no Brasil desde 2006! O show é dia 7 agora, na Clash. Mais detalhes no Lucio.