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E o caldo do disco de remixes da Charli XCX tá engrossando e agora inclui Ariana Grande, Julian Casablancas e muito mais…

Agora foi a própria Charli XCX quem postou em seu Instagram outras fotos feitas por aí com outdoors, telas de led e cartazes anunciando mais participações em seu disco de remixes que sai na próxima sexta-feira. Alguns nomes (Lorde, Billie, A.G. Cook, Addison Rae, Troye Sivan, Robyn) já são manjados, outros (The 1975. Japanese House, Jon Hopkins, Bon Iver, cantora Tinashe, Bladee e Yung Lean) pintaram antes essa semana, mas alguns (Julian Casablancas! Ariana Grande! Caroline Polachek!) são impressionantes e inusitados. E esta nova versão, chamada de Brat and it’s Completely Different But Also Still Brat, vem num formato físico ocupa três LPs, ao contrário das versões em vinil duplo anteriores, o que pode sugerir que há mais nomes vindo aí – e, como eu disse, já falaram em Haim, Rebecca Black, Chapell Roan, Rosalía, Kim Petras, Ke$ha… e até Taylor Swift! Seeerá?

Veja abaixo:  

Emiliano Queiroz (1936-2024)

Morreu nesta sexta-feira o ator cearense Emiliano Queiroz, mais conhecido pelo papel de Dirceu Borboleta, aspone do vilão Odorico Paraguaçu na novela e depois minissérie O Bem Amado, de Dias Gomes, que extrapolou a obra original e foi parar na Escolinha do Professor Raimundo, do conterrâneo Chico Anysio. Sempre foi um rosto conhecido pelo público das novelas desde que começou a atuar nelas, em 1965. Fez parte do elenco de clássicos do gênero como Irmãos Coragem, Selva de Pedra, Roque Santeiro, Pecado Capital, Maria Maria, Estúpido Cupido, Pai Herói, Ti Ti Ti, Cambalacho, O Outro, Bebê a Bordo, Top Model, Rainha da Sucata, Barriga de Aluguel, Que Rei Sou Eu?, Deus nos Acuda, A Próxima Vítima, e das séries Tenda dos Milagres, Tereza Batista, Anos Rebeldes, Hilda Furacão, Chiquinha Gonzaga, Sítio do Picapau Amarelo, além de ter participado da primeira versão teatro de O Pagador de Promessas e de ter vivido o travesti Geni na primeira montagem da Ópera do Malandro de Chico Buarque. No cinema esteve no elenco de Navalha na Carne, Dois Perdidos numa Noite Suja, Independência ou Morte, O Grande Mentecapto, Tiradentes, O Xangô de Baker Street e Madame Satã, entre outros. Morreu de ataque cardíaco após passar dias internado num hospital no Rio de Janeiro.

Prata da Casa 2024!

Um dos projetos mais importantes do Sesc está de volta: o Prata da Casa, que desde o início do século revela novos talentos da cena musical brasileira no palco da antiga choperia – hoje comedoria – do Sesc Pompéia volta à ativa neste mês de outubro. Depois de descontinuado na miúda em 2016, ele até tentou uma sobrevida em 2019, quando, como quase tudo, foi atropelado pela pandemia e voltou para a hibernação. Mas felizmente o projeto volta a respirar em 2024 ainda que de forma tímida. A princípio são apenas quatro apresentações anunciadas, que acontecerão às quintas-feiras, mais uma vez no mesmo palco. A primeira atração é a paulista Anná (dia 10), seguida da banda carioca Zé Bigode Orquestra (dia 17), passando pela dupla pernambucana Barbarize (dia 24) e encerrando com a mineira Josy.Anne (dia 31). Todas as noites serão apresentadas pela DJ Odara Kadiegi. Ao contrário de sua fase clássica, em que curadores eram convidados para selecionar os artistas – fui curador no ano de 2012, veja a playlist com os shows que realizei abaixo), a escolha dos artistas desta vez ficou a cargo da própria curadoria de música do Sesc Pompéia – e, como sempre, os shows serão gratuitos, com ingressos distribuídos uma hora antes. Ótima notícia!

Assista abaixo os shows que pautei quando fui curador do Prata em 2012:  

Oruã na KEXP!

Heróis do indie brasileiro, o quarteto carioca Oruã tirou o período pós-pandemia para desbravar o mercado internacional: já fez mais de 120 shows fora do país nos últimos três anos e atualmente atravessa uma residência artística em que passa por cinco diferentes cidades do estado da Califórnia, dentro da turnê que estão fazendo pelos Estados Unidos. Neste período também gravaram mais uma participação na festejada rádio da região de Seattle KEXP, quando mostraram músicas do disco que lançaram esse ano, Passe, em meia hora de programa. Formado pelo ícone do underground carioca Lê Almeida (nos vocais e guitarra), desta vez acompanhado por Phill Fernandes (bateria), João Casaes (sintetizadores) e Bigú Medine (baixo), o Oruã está vivendo o sonho que boa parte das bandas indies brasileiras só cogita e sua participação nesta rádio é só mais um degrau na construção internacional de sua reputação. E é tão foda ver o Lê se explicando em inglês para a apresentadora argentina do programa Albina Cabrera sobre a história e as influências da banda, bem como falando sobre a cena brasileira dos últimos anos – como estava reprimida e como está em plena ebulição, listando bandas como Glote, Economic Freedom Fighters, Tem Mas Acabou, Gueersh, Brita, Caxtrinho, Retrato e outras bandas que estão acontecendo agora. Grande Lê, avante!

Assista abaixo:  

Tindersticks no Brasil!

O grupo inglês Tindersticks já marcou sua vinda para o Brasil no ano que vem, quando apresenta-se pela primeira vez no país e em um palco condizente com sua música: o auditório Simon Bolivar, no Memorial da América Latina. Autor de discos clássicos como seus dois primeiros discos homônimos, Curtains e Can Our Love…, o grupo liderado por Stuart Staples toca em única apresentação em São Paulo no dia 16 de abril do ano que vem, trazendo seu recém-lançado disco Soft Tissue em versão ao vivo para o país. Bem que podiam colocá-los com algumas cordas no palco, já que pedir uma orquestra me parece um pouco demais… E os ingressos já estão à venda.

Miragem à vista

Prestes a lançar seu disco de estreia, Muitos Caminhos Prum Lindo Delírio (que sai de forma independente no próximo dia 16), a banda Miragem, daqui de São Paulo, é mais uma integrante da safra promissora de novas bandas que estamos vendo nascer durante esta década. Liderada pela multiinstrumentista. vocalista e compositora Camilla Loureiro, a banda viaja por paisagens bem diferentes de suas contemporâneas ao fundir músicas pop introspectivas com baladas épicas com temperos improváveis como música brasileira dos anos 70, rock progressivo e pós-punk, e começa a mostrar esse disco nesta quinta-feira, quando lança o primeiro clipe, “Não Aguento Mais Sonhar Com Você”, “uma balada ao piano com tema onírico-romântico”, como a própria vocalista explica, e que estreia em primeira mão no Trabalho Sujo.

Assista abaixo:  

Cid Moreira (1927-2024)

Embora sempre referido como jornalista, Cid Moreira, que morreu nesta quinta-feira, era só um locutor. Sua voz retumbante foi uma das inúmeras a ganhar território nacional graças à supremacia cultural da TV Globo durante a ditadura militar e quase sempre funcionava como a voz do status quo, dando com seu grave timbre a versão oficial para acontecimentos cotidianos. Unanimidade em seu tempo à frente do Jornal Nacional, deixou a bancada do programa para ler a Bíblia em outra emissora, o que diz muito sobre seu papel histórico. Prefiro lembrá-lo quando seu patrão teve de curvar-se a Leonel Brizola e o obrigou judicialmente a ler em voz alta aquilo que boa parte do país sabia ou suspeitava. Assista abaixo:  

E o disco de remixes da Charli XCX pode ter participações de Bon Iver, The 1975, Yung Lean, John Hopkins, Tinashe, Chappel Roan, Japanese House, Shygirl e… quem mais?

E pelo visto o disco de remixes de Brat, o disco-acontecimento de 2024, é o passo global que Charli XCX precisava dar pra aumentar a expectativa sobre sua turnê. Nos últimos dias uma série de cartazes, outdoors e pôsteres foram espalhados em diferentes cidades do mundo sempre puxando algum artista importante local para o formato texto sem formatação e fundo verde-limão que caracteriza a direção de arte do projeto-objeto da estrela inglesa. Em seu país de origem surgiram teasers que indicavam os nomes do grupo The 1975 (em Manchester, cidade-natal da banda), da one-girl-band Japanese House e do produtor Jon Hopkins (ambos em Londres, onde eles nasceram), nos EUA surgiram referências ao cantor folk Bon Iver (no estado de Wincosin, onde este nasceu) e da cantora Tinashe (na região de Pasadena, na Califórnia, onde ela nasceu) e na Suécia apareceram referência aos rappers locais Bladee e Yung Lean (em aparições em Estocolmo, onde os dois nasceram), além de pôsteres com os nomes da cantora Chapell Roan e do vocalista do Limp Bizkit Fred Durst, mas especula-se que estes dois poderiam ter sido forjados por fãs ou empresários dos artistas, para aproveitar o hype do ano. Os fãs ainda lembraram do caminhão que anunciava o nome de Ke$ha em Nova York há algum tempo, além de tentar acertar outros possíveis convidados ao listar as Haim, Addison Rae, Rosalía, Kim Petras, Caroline Polachek e até Rebecca Black (!!!). Tem muita limonada pra sair desse verde-limão ainda, diz aí…

Veja abaixo:  

Mudhoney no Brasil!

A banda mais barulhenta de Seattle volta ao Brasil depois de 11 anos: é o que promete o André Barcinski, que publicou um vídeo do grupo Mudhoney anunciando quatro shows no país e um na Argentina, que devem acontecer em março do ano que vem. E segundo o próprio Barcinski, que está trazendo ótimos shows para o Brasil ao lado do Leandro “Emo” Carbonato, da Powerline, na próxima quarta-feira eles anunciam as datas, os locais e quando começam a venda dos ingressos. Que notícia boa!

Assista abaixo: