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Marina Nemesio 2026: “Faz tempo que a gente sente e se entende sem falar”

Marina Nemesio está preparando seu disco de estreia, mas antes de mostrar alguma coisa deste, soltou essa joia chamada “Te Dar/Ganhar”, que não estará no álbum e equilibra-se perfeitamente entre o pop e a MPB, causando aquela sensação ambígua entre o moderno e o retrô que é parente da paixão crescente descrita pela letra. Finíssima.

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A volta do Cosmo Grão

Parado desde a pandemia, o grupo pernambucano de prog pesado instrumental Cosmo Grão está lentamente retomando as atividades e fazem isso oficialmente a partir desta sexta, quando lançam o EP Cosmo Grão Ao Vivo, mas uma de suas músicas – “Mabombe” – pode ser ouvida em primeira mão no Trabalho Sujo. Fizeram algumas apresentações em 2023 e 2024 mas só no ano passado conseguiram reunir toda a formação original, com Thiago Menezes e Chico Rocha nas guitarras, Rafael Gadelha no baixo e Cássio Sales na bateria, quando gravaram o disco que lançam nesta sexta numa parceria dos selos Muuu Records (do Criatório Estúdio) e Precarian Takes (do Benke Ferraz, guitarrista dos Boogarins). “A ideia de gravar a banda em uma performance ao vivo se tornou ainda mais sedutora quando se somou à oportunidade de registrar um reencontro que não acontecia há sete anos”, explica o baterista, que também é produtor do disco. O grupo ainda está estudando quais os próximos passos, mas o primeiro deles acontece nesta mesma sexta, quando divide o palco com os grupos Papangu e Zepelim & O Sopro do Cão, no Brilho Cultural (Rua Ulhôa Cintra, 122, no Recife).

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O começo de Inferno

Novamente no susto, a dupla escocesa Boards of Canada lança as duas primeiras faixas de seu aguardado Inferno, que estará entre nós no dia 28 deste mês. “Introit” e “Prophecy At 1420 MHz” chegam juntas como uma mesma faixa e com um clipe de colagens extraordinário feito pelo designer Robert Beatty, que fez capas para discos como Rainbow da Ke$ha, Afrique Victime do Mdou Moctar e Currents do Tame Impala. O que abre a possibilidade do disco inteiro ter clipes – e ser um álbum visual. Se mantiver o sarrafo desse aperitivo não tem nem o que pensar: só vem!

Assista abaixo:  

Catarse cearense

Que maravilha poder realizar mais uma sessão do espetáculo Pessoal do Ceará, que desta vez aconteceu no Bona e contou com a presença de hermanos cearenses que não conseguiram ver a primeira apresentação, no Sesc Pompeia. E é natural que a ascendência cearense faça o espetáculo ficar mais quente e vivo, com a emoção a flor da pele de quem reconhece um detalhe íntimo, como quem conta um segredo, reconhece uma revelação. O segredo, no caso, é o disco de estrada Meu Corpo Minha Bagagem Todo Gasto na Viagem, épico composto e gravado por Teti, Ednardo e Rodger Rogério com o nome artístico de Pessoal do Ceará, funcionando como manifesto para uma geração que ainda inclui nomes como Belchior, Fagner, Amelinha e tantos outros para além da música. E quando essa emoção rebate no público, volta para a banda que naturalmente esquenta ainda mais e assim Soledad, Jonnata Doll e Paula Tesser (que, pra deixar tudo ainda melhor, aniversariava no mesmo dia) puderam passear por esse repertório mágico como se estivessem cantando hits que eles mereciam ser. A banda Ondas dy Calor (Allen Alencar na guitarra e baixo, Davi Serrano no baixo e guitarra e Xavier e Igor Caracas dividindo-se entre percussão e bateria) e o maestro Klaus Sena (entre piano e teclados) entrou na mesma frequência e assim a alma dos presentes foi lavada, especificamente a última meia hora do show, quando Jonnata puxou “Palmas pra Dar Ibope”, Paula emendou a maravilhosa “Beira Mar” e Soledad encerrou a noite lá em cima, primeiro com uma versão rock clássico pra “Susto” (com um solo arrebatador de Davi) e depois ao transformar o lamento de “A Mala” em uma catarse cearense de tirar o fôlego, que coroou a apresentação com uma poética mágica.

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Pessoal do Ceará, Meio Século Depois @ Bona (6.5)

Depois de passar pelo Ceará no mês de aniversário de Fortaleza, o show Pessoal do Ceará – Meio Século Depois, em que Paula Tesser, Soledad e Jonnata Doll visitam o clássico cearense Meu Corpo Minha Embalagem Todo Gasto na Viagem, de 1973, volta a São Paulo para mais uma apresentação, desta vez no Bona. Os três visitam o repertório do cancioneiro daquele estado nos anos 70 acompanhados da banda Ondas dy Calor (formada por Allen Alencar, Davi Serrano, Xavier e Igor Caracas), regida pelo diretor musical Klaus Sena e comigo na direção. Os ingressos já estão à venda.

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Mike D vem aí?

Depois do sucesso espontâneo de sua participação no show da banda de seus filhos Very Nice Person no mês passado, o eterno beastie boy Mike D anunciou mais shows solo: além da participação no festival francês Beyond The Streets, que acontece em junho no L’Espace Périphérique em Paris, ele marcou dois shows na Califórnia (dias 7 e 10) e dois em Nova York (dias 22 e 23), nos EUA, ainda este mês ao mesmo tempo em que lançou o site miked5d.com, o que pode indicar que tem um disco batizado de 5D vindo aí…

Percurso sinuoso e fluido

O coletivo Enchante fez sua estreia no Centro da Terra nesta terça-feira, abrindo a noite batizada de Sombras N’Água com uma enxurrada de ruídos em que Sue, Anna Vis, Mari Crestani e Gylez – e a convidada Valentina Facury – já chocaram o público de saída, para depois entrar num percurso mais sinuoso e fluido, deixando o improviso dos instrumentos estabelecer o ritmo do resto da noite, depois do apavoro inicial. A partir dali, samples e efeitos eletrônicos, voz, guitarra, sax, percussão e viola seguiram caminhos próximos mas com interferência mínima e pontual, naqueles belos momentos do improviso em que a escuta é tão importante quanto a ação, trabalhando com espaços vazios e momentos de tensão sonora que eram tão volumosos quanto expansivos.

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Enchante: Sombras N’Água

O recém–formado coletivo Enchante, formado por artistas queer da cena paulistana que trabalham com a improvisação livre, sobe ao palco do Centro da Terra pela primeira nesta terça-feira, quando apresentam o espetáculo Sombras N’Água. Formado por Sue (guitarra e sampler), Anna Vis (voz e sampler), Mari Crestani (sax alto e contrabaixo) e Gylez (viola elétrica), o grupo trabalha com o risco da performance ao vivo e para esta apresentação convida a percussionista Valentina Facury. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos já estão à venda no site do Centro da Terra.

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Paul McCartney ♥ Ringo Starr

“Um dueto Paul e Ringo – algo que nunca fizemos!”, revelou Paul McCartney na tarde desta terça-feira, quando surpreendeu 50 fãs que foram convidados para uma conversa-surpresa com o beatle sobre seu próximo álbum, o nostálgico The Boys of Dungeon Lane, que será lançado no fim deste mês. Ele contou que cogitou o dueto a partir de uma sugestão do produtor do disco, o mesmo Andrew Watt que fez os Rolling Stones gravarem com Robert Smith e com o próprio Paul, como foi revelado nesta mesma terça. A faixa “Home to Us”, que ainda conta com vocais de Chrissie Hynde dos Pretenders e Sharleen Spiteri do grupo Texas, será o segundo single do novo disco de Paul e será lançada nesta sexta-feira.

O novo disco dos Rolling Stones terá Steve Winwood (!), Paul McCartney (!!), Robert Smith (!?) e o saudoso Charlie Watts

Depois de vários teasers, Mick Jagger, Keith Richards e Ronnie Wood oficializaram a volta dos Rolling Stones ao anunciar o disck Foreign Tongues para o próximo dia 10 de julho. Produzido pelo mesmo Andrew Watt que fez o disco mais recente do grupo, Hackney Diamonds, o novo álbum conta com participações de Steve Winwood, Paul McCartney e Robert Smith, além da participação póstuma do eterno Charlie Watts. Paul e Winwood a gente entende, mesma geração, mesma cena, mas… como é que o Robert Smith foi parar no disco novo do grupo? O próprio Mick Jagger explicou num evento realizado na tarde desta terça-feira em Nova York, que encontrou o líder do Cure no estúdio, todo caracterizado (capa e batom, de lei), perguntou se era ele mesmo, disse que nunca haviam se conhecido e perguntou se ele não queria participar do disco. A vida é boa demais, diz aí…

Assista abaixo: