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T-girls na Globo

Enquanto nossa querida tag anda meio desaparecida da frequencia, seu conceito continua movendo-se pelo zeitgeist, como podemos perceber nesse vídeo feito para a revista Criativa, da editora Globo, em que cantoras da nova geração (Nana Rizzini, Bruna Caram, Blubell, Tiê, Bárbara Eugênia, Silvia Machete, Karina Buhr e Tulipa) sacam camisetas de banda para montar seus looks. Dica da June. Será que as fotos dessa matéria já apareceram online? Só achei essas aí de cima…

O próprio Vinicius lembrou que eu andei postando umas t-girls por aí (a filha do Cobain e a Lara Del Rey), não foi sem querer. Mas aí, vamo retomar o jogo?

David Cameron e George Orwell

Escrevi no caderno Internacional do Estadão de hoje sobre o pacote de medidas do governo inglês que pretende tirar os manifestantes de Londres da internet.

Londres ameaça um direito humano, o acesso à internet
O que aconteceu na capital britânica não diz respeito apenas à mobilização online

Revoluções árabes no Facebook, o Twitter incomodando o Irã, a China invadindo e-mails do Google. O universo digital vem andando de mãos dadas com a cena política mundial desde que as redes sociais se tornaram parte da rotina. Houve um tempo em que era comum querer saber qual era a utilidade desse tipo de serviço. Esse tempo passou.

Hoje, as redes sociais fazem parte da comunicação da maior parte dos moradores das grandes cidades. Popularizaram-se tanto quanto os telefones celulares. E por mais que tenham tentado rotular os levantes em Londres como “a revolta BBM” – em referência ao programa de bate-papo dos celulares BlackBerry, que foram usados pelos manifestantes para organizar ataques e fugir da polícia –, o que aconteceu na capital britânica não diz respeito apenas à mobilização online.

Como ocorreu antes nos países árabes, na Espanha, no Chile e até no Brasil (não dá para dissociar o Churrascão da Gente Diferenciada ou as marchas que tomaram a Paulista este ano de suas intenções políticas), as mídias digitais foram utilizadas por ser populares. Se não fossem os celulares e as redes sociais, outras formas de comunicação os substituiriam. Ninguém chamou a Revolução Iraniana, de 1979, de “o levante das fitas cassetes”, ainda que essa mídia tivesse sido usada para mobilizar os cidadãos daquele país.

A tentativa do primeiro-ministro britânico, David Cameron, de banir manifestantes das redes sociais para tentar conter os tumultos não condiz com a tradição democrática daquele país e mais lembra atos de Estados ditatoriais. É censura e controle. Primeiro, tira-se as redes sociais, depois, proíbe-se o uso de celulares e, em pouco tempo, confina-se todos em um gueto. Já vimos essa história.

Numa época em que o acesso à internet é defendido como um direito humano pela própria ONU, tal decisão soa autoritária e drástica. Uma vergonha para a tradição do país.

Super 8, de J.J. Abrams, é tudo o que promete

Escrevi sobre o Super 8, que estreia hoje, na capa do Divirta-se do Estadão. Assinei o especial com o Ramon, ficou massa.

A soma de tudo
Dirigido por J.J. Abrams e produzido por Steven Spielberg, ‘Super 8’ chega hoje (12) aos cinemas e une os diretores mais criativos de duas gerações

Em 1975, Steven Spielberg deixou de ser uma das promessas da nova Hollywood para mudar completamente a história do cinema. Com ‘Tubarão’, ele apostou suas fichas em transformar o cinema numa montanha russa de emoções, com a ajuda de efeitos especiais. É bem provável que o filme tenha sido uma das primeiras grandes epifanias do jovem Jeffrey Jacob Abrams – na época com 9 anos–, que cresceu, como muitos, sob a influência do diretor e criador de universos pop Spielberg.

Tanto que ninguém estranhou quando os dois anunciaram que fariam um projeto juntos – Spielberg produzindo um filme dirigido por Abrams, que hoje assina como J.J. e é, ele mesmo, uma espécie de Spielberg do novo século.

Afinal, como o ídolo, ele deu uma sobrevida a uma indústria à beira do precipício. E se Spielberg havia salvo os estúdios da mesmice, Abrams salvou a TV da fobia em relação à internet.

E, mesmo lançando um trailer escuro e violento no meio do ano passado, a expectativa era que a união dos dois fosse além de alienígenas e tramas conspiratórias. Ao colocar um elenco de pré-adolescentes como protagonistas do novo filme, os dois pareciam dispostos a recuperar a inocência no cinema pop.

E Super 8 faz isso. Acompanhando um grupo de amigos que querem fazer um filme de zumbi na marra (em 1979, usando a câmera que batiza o filme – uma piada sutil com o excesso de tecnologia das produções atuais), J.J. os faz presenciar um acidente de trem espetacular, que liberta um alienígena encarcerado pelo governo. O clima de ‘Cloverfield’ com ‘Contatos Imediatos do Terceiro Grau’ fica em segundo plano à medida em que somos apresentados à rotina de uma pacata cidade norte-americana, que nos remete a clássicos dos anos 80 com o dedo de Spielberg – especialmente à atmosfera brincalhona de ‘Goonies’ e à pureza de ‘E.T. – O Extra-Terrestre’. O filme é uma resposta sutil e sincera para quem ainda duvidava do talento de J.J. Abrams.

E por falar em Marina…

Vem aí um tributo dedicado aos lados B de Marina, que é uma das melhores artistas brasileiras dos anos 80, sempre em segundo plano por estar bem no meio do tiroteio entre o pop e a MPB. Literalmente Loucas – Elas Cantam Marina Lima reúne um time de cantoras da nova geração para revisitar sua matrona. Entre os nomes no disco, Anelis Assumpção, Andreia Dias, Nina Becker, Bárbara Eugênia, Tulipa e Karina Buhr. Esta última, que está pra lançar disco novo, regrava “O Meu Sim”.

Mais infos no blog do Ronaldo.

Marina canta “Creep”

“Creep”…

Trocadilhos à parte, já dá pra dizer que, em 2011, “Creep” é muito maior do que a época em que ela tocava no rádio e na MTV. Não é à toa que todo mundo (do Wagner Moura ao Conan O’Brien – e agora, Marina) tem tocado o primeiro hit do Radiohead. E, por mais batido que esse assunto seja, o que é essa voz da Marina, né… Tadinha.