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Audio, Video, Disco – lá vem o Justice

Bem bom esse clipe novo do Justice.

Ele move-se de forma clássica, de forma a remeter ao making of do Dark Side of the Moon ou ao clipe de “Free As a Bird” dos Beatles, mudando de cenários como se estes fossem vizinhos numa edição mais lenta do que a do clipe de “D.A.N.C.E.” ou do longa A Cross the Universe. Ao mesmo tempo, a dupla francesa fotografa e ilumina os diferentes estágios de seu próprio trabalho, da composição ao palco, passando pela gravação e bastidores enquanto martela sua própria iconografia, toda ela também ligada ao rock clássico – cabelos, bigodes, camisetas de banda, jaquetas de couro, pilhas de amplificadores, guitarras e a onipresente cruz.

Sozinha, “Audio, Video, Disco” não é grande coisa, mas aliada ao vídeo, ela ganha a dimensão de um prisma que corta em camadas diferentes aspectos do que é o Justice – e uma frase quase chata, repetida em loop eterno, ganha ares de trilha sonora estilosa e cool. E assim, parece funcionar sozinha, uma vez visto o vídeo. Será essa a receita do título do disco?

Stitched, de Garth Ennis

Três soldados na guerra do Afeganistão têm seu helicóptero abatido e caminham, aos pedaços, pelas montanhas do país oriental. Até que eles encontram algo que parece ser a encarnação regional do horror…

Eis a premissa do primeiro filme de Garth Ennis, que sai dos quadrinhos para a direção de um filme num movimento ousado. Por enquanto só tem esse trailer, mas o filme inteiro (um curta de 17 minutos) vai ser lançado oficialmente em novembro. E a versão em quadrinhos (claro) sai logo depois.

Inception kid

Parece o moleque do “is this real life” no país das maravilhas. Vi na Helô.

Folk de mentira

E os irmãos Coen seguem contando a história do século 20. O novo período abordado pelos principais realizadores de cinema vivos é o início dos anos 60, quando contam a história da cena folk nova-iorquina, berço político e intelectual que influenciou os beats, a bossa nova e os Beatles – o berço de Dylan, pra ser mais exato. Os dois se afundam nos dias de violão e papo-cabeça à companhia do fictício Llewyn Davis, inspirado em Dave Van Ronk, um dos grandes nomes daquela cena. Olha o cabra aê:

Inside Llewyn Davis, no entanto, ainda está nos primeiros estágios de produção. Vi lá no Estadão.