Trabalho Sujo - Home

Playback de DJ

Esse Jesus Luz, viu… Despontando para o anonimato.

Curto o finzinho, quando ele faz o scratch. Vi no Bruno.

Romantismo offline, por Tom Rachman

Friso aqui a boa leitura que demos na capa do Link de hoje. Tom Rachman lançou o livro The Imperfectionists no ano passado e colheu uma série formidável de elogios. Enquanto o livro não sai no país, tenha uma idéia do nível do cara no texto que publicamos:

Toda grande mudança social é correspondida por um efeito contrário. A globalização levou aos embates mais violentos da última década, entre os que prosperavam dentro deste sistema e aqueles que o consideravam desalmado. Antes disso, a Revolução Industrial levou ao surgimento do romantismo, cujos adeptos criticavam a urbanização e a frieza do comércio moderno, ansiando por uma alternativa idílica às fábricas e às novas tecnologias do século 19.

A próxima década testemunhará rejeição semelhante, com a ascensão dos românticos offline. Esses saudosistas do mundo desconectado criticarão aquilo que consideram ser a degradação da consciência humana: a capacidade cada vez menor de prestar atenção, a dificuldade de concentração, o zumbido da excitação digital invadindo a vigília.

Quando chegarmos a 2021, haverá governantes, pais e concidadãos insistindo para que sejam tomadas medidas contra os perigos enxergados por eles nos computadores – que, construídos para nos ajudar e nos divertir, acabaram corrompendo a programação do cérebro humano.

Esses saudosistas, ou offliners, defenderão que nossa resposta inicial aos milagres tecnológicos do início do século 21 terá sido ingênua – como a de crianças que descobrem uma máquina mágica de balas e jujubas e se recusam a admitir que empanturrar-se constantemente tem consequências.

Quando o assunto é comida, o exagero leva ao sobrepeso. No caso da tecnologia, dirão os offliners, leva a cérebros flácidos. Eles destacarão que os seres humanos de antes faziam mais do que simplesmente apertar botões à espera de recompensas – sua consciência era exigida, e não apenas satisfeita. Eles tinham memórias internas. Eram capazes de se concentrar numa única tarefa, em vez alternar aos trancos e barrancos entre seis atividades simultâneas. Eram também mais calmos, levando uma existência livre das constantes injeções de adrenalina da excitação digital.

A íntegra do texto tá aqui.

Link – 19 de setembro de 2011

• Romantismo offlineEntrevista: Aloízio Mercadante, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação • Um vale startup • Boa oportunidade para brasileirosEntrevista: Nova York vive período de inovação após a criseAnálise: A corrida para criar o novo Vale do Silício • O Windows reinventadoBanda larga: média mínimaFacebook x Orkut x Twitter x Google Plus • Publicidade no Twitter, app banido pela Apple, celular de ouro, orelhão de iPhone… 

Impressão digital #0074: Guerra nas Estrelas em Blu-ray

E minha coluna ontem no 2 foi sobre a nova versão de Guerra nas Estrelas e a vinda do Hercules & Love Affair pra São Paulo.

Darth Vader diz “nãããããoooo!”
O problema da obra aberta

Está sendo lançado no Brasil e no resto do mundo mais uma edição da série Guerra nas Estrelas – desta vez, no formato Blu-ray. E para não fugir a regra, lá vem George Lucas de novo fazer mais reparos em sua obra mais popular. Desde que surgiu a possibilidade de relançar o filme em diferentes formatos (primeiro no VHS, depois no DVD e assim por diante), o criador da saga de Darth Vader sempre acrescenta cenas, efeitos e personagens que não existiam nos filmes originais – quase sempre enfurecendo seus próprios fãs.

Na atual edição, Darth Vader fala um “nããããooooo!” antes de atacar o Imperador, que estava matando seu filho, Luke Skywalker (mostrando que o lord do mal também tem coração). Os ursinhos Ewoks agora piscam os olhos e Obi-Wan Kenobi faz um som bizarro para assustar alguns alienígenas (na versão original, ele apenas gritava). Não foram as piores mudanças feitas na saga, mas seguem o padrão de ruindade das anteriores.

Fica a dúvida: o autor pode mexer numa obra depois de finalizada? Qual deve ser considerada a versão “correta”? Quem determina isso, o autor, a crítica, o público? Mais dilemas criativos para a nossa rotina digital, que torna a obra aberta uma regra, não uma exceção.

Hercules & Love Affair em Sâo Paulo

Confirmado para tocar na última noite do Rock in Rio 2011 (que começa na próxima sexta-feira, 23), o grupo nova-iorquino Hercules & Love Affair confirmou mais uma apresentação no Brasil, tocando em São Paulo no dia 1º de outubro, na casa noturna Hot Hot. Liderado pelo produtor Andy Butler, que também discotecará na mesma noite, o grupo é um dos milhares de exemplos da transformação que a disco music impôs à música pop. Se antes dos anos 70 optar por uma carreira musical significava ter algum domínio técnico, a disco music permitiu que não-músicos entrassem em cena e mudassem por completo a paisagem artística do século atual. O grupo entrou para o radar pop mundial com o hit “Blind” e lançou, no início do ano, seu segundo disco, Blue Songs, mas em sua passagem pelo País vem sem o vocalista Anthony. Os ingressos começam a ser vendidos na segunda, às 12h, através do site Ingresso Rápido.