Todo o show: Radiohead ao vivo no Hammerstein Ballroom, Londres, em 1997
Dica do Jonathan.
Dica do Jonathan.
Conhecia só de nome, Ronaldo que me mostrou o disco.
Do site paulistano do movimento de ontem, que tem bem mais fotos que essas lá.
Um bichinho do sono contra esses dias cinzentos.

Foto: Fabio Heizenreder
No sábado passado, fui ao Sesc Belenzinho (que melhora sua programação e aos poucos começa a atrair muito mais gente de fora de sua região para a Zona Leste) reverenciar o velho mutante Arnaldo Baptista em ação. “Reverenciar” é bem o termo correto, uma vez que não dá para dissociar suas apresentações públicas à sua contribuição histórica para a música brasileira e não levar em consideração as adversidades pessoais que comprometeram sua antes arrojada técnica e seu carisma espontâneo. Arnaldo é Syd Barrett e Brian Wilson ao mesmo tempo – e só o fato de ter sobrevivido ao que passou já deveria ser motivo de aplausos. Saber que conseguiu superar dramas pessoais e vê-lo reefrentar estes mesmos dramas, encapsulados no formato de canções curtas e complexas, é apreciar a obra para além do artista. É assistir ao espetáculo de sobrevivência pela arte.
Arnaldo Baptista – “A Balada do Louco”
E assim reserva-se críticas à sua impetuosidade ao piano, que esbanja naturalidade mas fraqueja na técnica, notas trocadas ou tocadas fora de tempo, vocais cuja afinação discorda daquela do piano, versões curtíssimas (nem dois minutos) para músicas clássicas intercaladas com um gestual ingênuo e bobo, comparsa de uma comunicação tímida e inocente, quase infantil, junto a um público benevolente e súdito.
Arnaldo Baptista – “Sentado na Beira da Estrada” / “Greenfields” / “Desculpe Babe”
Descontados todos esses defeitos, vemos Arnaldo sem máscara, cru, naturalista, por inteiro, que rasga músicas próprias e alheias (quase metade do repertório foi de música clássica a standards do piano, de Bach a Elton John) como se pudesse deixar a alma sair do limite corpóreo. Um show intenso, à flor da pele, mais verdadeiro que o documentário Lóki – pois vemos o deus caído em nossa frente, sorrindo para mostrar que está bem. Um espetáculo que também é triste – Arnaldo é amparado por um produtor até o piano e depois para fora do palco -, mas que nos lembra que mesmo a tristeza tem a sua beleza. Mas não só triste: afinal o sorriso e o bom humor de Arnaldo – intactos, apesar de tudo – arrancam suspiros de alegria e felicidade de um público devoto.
Arnaldo Baptista – “Cê Tá Pensando Que Eu Sou Lóki?”
E ele segue genial.
Walter: You acted against all reasonable agreements and expectations. You behaved irrationally with regard to only your intuition and instincts.
Olivia: I guess I did.
Walter: When I do that, people say I’m crazy. I suppose I’ve learned that crazy is a lot more complicated than people think.
Bem bom o último episódio de Fringe, aos poucos recuperando o ritmo de auge inesgotável do fim da terceira temporada.
O tal Kevin O’Leary pediu, mas tá na hora mesmo dos entrevistados se aproveitarem do elemento ao vivo do telejornalismo…