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Deus é parte do 1%

Once upon a time a very, very angry man named “god” created the world, got pissed off at everybody and killed them all with a flood, except for his buddy Noah and his 2 live crew. Later God decided everyone is so lame that he chose his “chosen people” to give a plot of real estate to while telling everyone else to fuck off, ordered some ethnic cleansings to clear out the area and so forth. Still finding nearly all people to be unbearable (and who can blame him, really?) this god person decided, out of the kindness of his heart, to send his only son to be brutally tortured and savagely murdered so that he won’t have to send us all into a lake of hell fire for all eternity, because he loves us. About 600 years later, god met this slave owner named Mohammed who also hated most people and the two of them really hit it off. God told Mohammed to wipe out the Jews, the Christians, basically everyone who did not see the the world the way that he did, and together they decided to call this new way of thinking, “the religion of peace”. But now the religion of peace wants to wipe god’s chosen people off of their plot of real estate and the followers of god’s poor brutalized son – whom the chosen people killed (oops, epic fail there guys) see this as a good thing because it will bring about the end of the world, and god’s son will appear in the clouds while the rest of us can go to hell. What does this all mean? It means god must be stopped and his followers need to give us back our planet before they blow the whole damned thing up in one big rapturous apocalyptic orgasm of self fulfilling prophecy. In other words GOD IS PART OF THE 1 PERCENT. He must be stopped.

Vi aqui.

Cut Copy x Holy Ghost

E esse papo todo não teve como não me lembrar do cruzamento dessas duas bandas que estão, hoje, entre as melhores do mundo.

Minhas férias: Cut Copy no Hyde Park

Como disse na matéria que escrevi pro 2, assisti nas minhas férias ao Cut Copy num show que eles fizeram em Londres esse ano, no Wireless Festival (que não pegava sinal de celular direito – é, essas ironias não acontecem apenas com brasileiro não…), duas horas antes do Pulp encerrar o dia de atividades, no palco principal. O festival aconteceu no coração de Londres, em pleno Hyde Park, e o show do Cut Copy rolou numa tenda menor, enquanto o TV on the Radio choramingava no Main Stage. Melhor pro Cut Copy: sua mutação entre o indie rock pra dançar e a dance mais farofa fazia mais sentido em um ambiente com o pé direito baixo e bem próximo ao público bastava clicar num determinado nervo para, num instante, transformar um show em uma rave – e loops eletrônicos bailam livremente no meio de uma percussão pós-punk. Filhotes do New Order, os caras não são fracos. Abaixo, todos os vídeos que fiz do show deles em julho.

 

Cut Copy, finalmente!

A minha banda favorita da atual cena australiana finalmente chega ao Brasil, depois do perrengue que passou no meio do ano, quando ficaram ilhados em Buenos Aires devido à fumaça do vulcão chileno e perderam o show que fariam aqui – adiado para este fim de semana. Abaixo, um papo que tive com o vocalista da banda, Dan Whitford, que saiu no Caderno 2 de sexta.

Depois do vulcão, o Cut Copy
Grupo australiano chega finalmente a São Paulo, seis meses depois da data original

“Finalmente!”, comemora o vocalista, guitarrista e tecladista do Cut Copy, o australiano Dan Whitford. Seu grupo estava com passagem marcada e shows agendados para o Brasil em junho deste ano quando, ainda no aeroporto de Buenos Aires, onde haviam se apresentado, receberam a informação de que , devido à atividade do vulcão chileno Puyehue, não teriam como embarcar para o Brasil – e assim, perderam os shows, remarcados para essa semana. Na sexta, o grupo se apresenta no HSBC Brasil, em São Paulo, e no sábado, no Circo Voador, no Rio.

Quase seis meses depois o grupo está finalizando a turnê de seu disco Zonoscope, lançado no início do ano – caso assistíssemos à banda ainda em junho, os pegaríamos às vésperas de fazerem a turnê de verão no hemisfério norte. Tive a oportunidade de ver um desses shows em Londres, no início de julho, quando o grupo se apresentou no Hyde Park e ao vivo eles fazem jus à reputação que construíram tanto em rádios quanto em blogs de MP3: são uma das melhores bandas de dance music do mundo hoje.

“Não fazemos muita distinção entre gêneros musicais, por isso há essa sensação de que ao mesmo tempo somos uma banda de indie rock e uma apresentação de música eletrônica”, explica Whitford em entrevista pelo telefone. “Mas acho que isso não é uma característica nem só nossa nem de outras bandas, mas de uma geração que se acostumou a ouvir todo o tipo de som. E nem estou me referindo apenas à cultura do DJ.”

O Cut Copy faz parte de uma geração de bandas de indie rock australiano que, em dado momento, descobriram que a dance music fazia parte de seu DNA musical da mesma forma que guitarras distorcidas, baixo marcado e vocais tristes – uma cena que aproveitou-se do momento em que a dance music parisiense conseguiu se embrenhar no imaginário mundial ao começar a cantar em inglês, abrindo espaço para uma nova safra de bandas. Foi graças ao sucesso das bandas francesas
apadrinhadas pelo ex-empresário do Daft Punk, Pedro Winter, da gravadora Ed Banger (nomes como Justice, Sebastian Tellier, So-Me, o recém-falecido DJ Mehdi, Mr. Oizo e Krazy Baldhead), que a nova dance music australiana entrou no mapa do pop mundial.

Além do Cut Copy, fazem parte dessa cena bandas como o Midnight Juggernauts, o Miami Horror, o Bag Raiders, o Presets e o Empire of the Sun, todas com passagens por São Paulo em palcos menores que o que recebe nessa sexta o Cut Copy. Justo: de todas as bandas desta cena, o Cut Copy é o nome mais consistente e promissor. Saiu da primeira fase, dos
singles disponibilizados na era do MySpace, com um disco irretocável (In Ghost Colours, seu segundo álbum), e seguiu firme com o próximo disco, Zonoscope, lançado no início de 2011, com hits precisos como “Where I’m Going”, “Take Me Over” e “Need You Now”.

Fechando o trabalho do disco mais recente, o grupo já começa a trabalhar no próximo álbum. “Ainda temos algumas datas na Europa, antes de voltarmos para a Austrália e eu acho que essa época de viagens e shows é muito inspiradora, ajuda muito no processo criativo, por isso acho que ainda não temos o disco novo propriamente pronto em
nossas cabeça”, explica o vocalista. “Mas voltaremos para casa no fim do ano e aí sim começaremos a pensar no próximo disco, que vai ser gravado e lançado no ano que vem.”