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Muppets comunistas!

Só podia ser na Fox…

Tudo porque o vilão do novo filme dos Muppets é um magnata do petróleo chamado Tex Richman. O analista ainda consegue dizer que “Hollywood, a esquerda, a imprensa, todos eles odeiam a indústria do petróleo. Eles odeiam a América empresarial!”. Sobrou até pro Capitão Planeta, pro Matrix e pro movimento Occupy. Vi no Guterman.

Vinteonze: A normalidade 302

Mais uma tempestade de cérebros em meia a certa curiosidade artística, Ayn Rayd e o antialtruísmo, o incômodo natural do artista, latinidades e umas coisas meio afro, o falar com a própria voz, a função do rótulo, gente que nem sabe que é artista, MPB enquanto armadilha, a medida do sucesso, as famigeradas listas de melhores do ano, discos sem código de barra, o papel da cobertura cultural, a morte da capa do disco, o momento em que algo ainda está sendo desenhado, o artista sem carreira, o mundo musical que ainda não existe, view ou hit, um ano de maturação, como foi a Goma Laca e as novidades das Noites Trabalho Sujo e do Veneno Soundsystem. Na trilha, Lugar Comum, do João Donato.


Ronaldo Evangelista & Alexandre Matias – “Vinteonze #0029“ (MP3)

Banque o próximo disco dos Cigarrettes

O novo trabalho de Marcelo Collares entrou no esquema crowdfunding e o terceiro disco dos Cigarrettes pode ser o primeiro vinil do Midsummer Madness. Pra quem não conhece, toma um pouco de Marcelo:

O link para colaborar – com as opções possíveis – tá no Movere. Vê lá.

David Bowie para crianças

Os mais atentos repararam que, no vídeo do professor ensinando seus alunos cantar David Bowie, ele usa imagens do livro infantil que o ilustrador norte-americano Andrew Kolb fez para a música “Space Oddity”, transformando-a em um conto sci-fi pra crianças, com forte inspiração do 2001 do Kubrick (repare nas naves e nos uniformes dos astronautas) e do Genndy Tartakovsky, do Dexter:

O curioso é que o livro foi alvo do próprio David Bowie (ou dos representantes de suas músicas) e o ilustrador teve de remover o texto da obra, ficando o livro exposto assim em seu portfólio online:

Engraçado é ver como, mesmo se inspirando em 2001, o ilustrador prefere um final trágico e mundano para a música de Bowie, diferente da ótica transcendental cogitada por Kubrick. Talvez pelo fato de a morte ser algo transcendental mesmo – mas, a olhos mortais, é algo meramente trágico e mundano…