“Y si no lo ves es que no lo quieres ver o es que no me puedes ver”
El Guincho, a banda do espanhol Pablo Díaz-Reixa, me foi apresentada pelo Antonio, lá na página do Facebook do Trabalho Sujo. Aliás, você já curtiu?
El Guincho, a banda do espanhol Pablo Díaz-Reixa, me foi apresentada pelo Antonio, lá na página do Facebook do Trabalho Sujo. Aliás, você já curtiu?
Olha aí outro disco bom desse ano…
Fala sério, parece um filme infantil…
Você sabe quem é quem?
Amor, Véi: um sentimento que invade o coração de quem é muito famoso.
Só podia ser na Fox…
Tudo porque o vilão do novo filme dos Muppets é um magnata do petróleo chamado Tex Richman. O analista ainda consegue dizer que “Hollywood, a esquerda, a imprensa, todos eles odeiam a indústria do petróleo. Eles odeiam a América empresarial!”. Sobrou até pro Capitão Planeta, pro Matrix e pro movimento Occupy. Vi no Guterman.
Mais uma tempestade de cérebros em meia a certa curiosidade artística, Ayn Rayd e o antialtruísmo, o incômodo natural do artista, latinidades e umas coisas meio afro, o falar com a própria voz, a função do rótulo, gente que nem sabe que é artista, MPB enquanto armadilha, a medida do sucesso, as famigeradas listas de melhores do ano, discos sem código de barra, o papel da cobertura cultural, a morte da capa do disco, o momento em que algo ainda está sendo desenhado, o artista sem carreira, o mundo musical que ainda não existe, view ou hit, um ano de maturação, como foi a Goma Laca e as novidades das Noites Trabalho Sujo e do Veneno Soundsystem. Na trilha, Lugar Comum, do João Donato.
Ronaldo Evangelista & Alexandre Matias – “Vinteonze #0029“ (MP3)
O novo trabalho de Marcelo Collares entrou no esquema crowdfunding e o terceiro disco dos Cigarrettes pode ser o primeiro vinil do Midsummer Madness. Pra quem não conhece, toma um pouco de Marcelo:
O link para colaborar – com as opções possíveis – tá no Movere. Vê lá.
Os mais atentos repararam que, no vídeo do professor ensinando seus alunos cantar David Bowie, ele usa imagens do livro infantil que o ilustrador norte-americano Andrew Kolb fez para a música “Space Oddity”, transformando-a em um conto sci-fi pra crianças, com forte inspiração do 2001 do Kubrick (repare nas naves e nos uniformes dos astronautas) e do Genndy Tartakovsky, do Dexter:
O curioso é que o livro foi alvo do próprio David Bowie (ou dos representantes de suas músicas) e o ilustrador teve de remover o texto da obra, ficando o livro exposto assim em seu portfólio online:
Engraçado é ver como, mesmo se inspirando em 2001, o ilustrador prefere um final trágico e mundano para a música de Bowie, diferente da ótica transcendental cogitada por Kubrick. Talvez pelo fato de a morte ser algo transcendental mesmo – mas, a olhos mortais, é algo meramente trágico e mundano…