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Racionais MCs no Lollapalooza

Vi só o finzinho do show dos Racionais no Lollapalooza, mas o Mateus assistiu a tudo e conta mais:

Uma quantidade moderada de pessoas, se comparada ao público médio da tenda Perry (eletrônica), aguardou por pouco mais de uma hora para tirar a prova. Ao contrário de todas as outras bandas do festival, os Racionais não começaram no horário. O suspense para entrar no palco povoou as mentes com toda sorte de conspirações, alimentadas pela mítica em torno do grupo. Shows cancelados. Perseguição da polícia. Confusões de toda sorte. As teorias mais plausíveis davam conta de um suposto desentendimento a respeito da gravação do show (que, segundo o Multishow, foi proibida pela banda). Nada vem fácil para o Racionais, nunca veio. Não vai ser desta vez, justo ali. A tensão foi levada ao limite, e o grupo só entrou quando a plateia já vaiava o atraso de forma generalizada. Mas o que aconteceu na próxima hora e meia tornou sem sentido qualquer especulação a respeito das razões.

(…)

E eis que o bando estava muito à vontade, Mano Brown sorridente e interagindo o tempo todo com o público e com a pequena multidão no palco. Os clássicos vieram: “Vida Loka II”, “Negro Drama”, “Eu Sou 157”, “Homem na Estrada”, “Jesus Chorou”, “Estilo Cachorro”. Deve ter sido a primeira vez em qualquer edição do festival que tantos boys (de vila ou quatrocentões), minas, indies, seguranças e funcionários da limpeza curtiram um show juntos e misturados, sem qualquer distinção ou condescendência aparente. Mas foi só quando o jogo estava ganho que o Racionais decidiu mostrar por que esse dia seria ainda mais especial do que todos já sabiam. Como um soco na cara, surgiu nos telões a imagem da carteira de afiliação de Carlos Marighella ao PCB. Ao lado de seu rosto, a foice e o martelo ardiam impiedosamente nas vistas de um festival que representa tudo, menos o comunismo. Uma cena completamente impensável de acontecer em qualquer festival nos EUA.

A projeção seguiu ali durante toda a execução de “Marighella”, mas foi além, como foi além Mano Brown. As rimas da música nova se fundiram em uma exaltação ao “momento do Brasil”, sobre como os estrangeiros estão fascinados pelo país, e como nós temos que estar preparados para aproveitar a maré a nosso favor.

A íntegra tá lá no site da Soma.

“Angie” ao vivo em 1975

Um dos grandes momentos daquele show de 1975 em Los Angeles que os Stones oficializaram em sua recente iniciativa digital, os Stones Archives:

E se tem “Angie” em vídeo, de repente eles lançam o vídeo completo desse show. Imagina…

Todo o show: Foo Fighters, Arctic Monkeys, Foster the People, MGMT, TV on the Radio, Friendly Fires, Gogol Bordello e muitos outros no Lollapalooza Brasil 2012

Fui ao mais novo festival no calendário brasileiro somente no domingo pra ver os Arctic Monkeys (vi também o Foster the People, depois comento sobre os dois shows por aqui), mas deixo abaixo vídeos que achei com a íntegra dos principais shows do Lollapalooza Brasil que apareceram online. Se alguém ver mais algum por aí, dá um alou (ninguém filmou o dos Racionais?):

 

A opinião de Alan Moore sobre Before Watchmen

Você já deve saber que a DC está lançando histórias bastardas de Watchmen em quadrinho – aproveitando o fato de que o filme reacendeu a importância da franquia e que Alan Moore não pode apitar em nada no produto final. Olha as capas que já foram liberadas.

Mas o que o velho bruxo pensa dessas novas edições?

“As for the readers, I have to say that if you are a reader that just wanted your favorite characters on tap forever, and never cared about the creators, then actually you’re probably not the kind of reader that I was looking for. I have a huge respect for my audience. On the occasions when I meet them, they seem, I like to think, to be intelligent and scrupulous people. If people do want to go out and buy these Watchmen prequels, they would be doing me an enormous favor if they would just stop buying my other books. When I think of my audience, I like to have good thoughts and think about how lucky I am to have one that is as intelligent as mine and as moral as mine.

So, I wouldn’t want to think that my readership were the kind of comic fans who are just addicted to a regular fix of their favorite character and, “Yeah well Jack Kirby he’s not as good as he used to be, is he?” And, “Who cares that he created almost everything that Marvel have built their line upon?” And note, Jack Kirby, I’m saying, created them. I’m not even saying “Lee and Kirby.” From my perspective, it looks like Jack did most of the work.

The kind of readers who are prepared to turn a blind eye when the people who create their favorite reading material, their favorite characters, are marginalized or put to the wall–that’s not the kind of readers I want. So, even if it means a huge drop in sales upon my other work, I would prefer it that way. I mean, there’s no way I can police this, of course. But, I would hope that you wouldn’t want to buy a book knowing that its author actually had complete contempt for you. So, I’m hoping that will be enough.”

Foi o que ele disse ao Kurt Amacker, em uma entrevista pinçada pelo Comic Book Resources.

Audiossideral

O som existe no espaço sim, mas como ondas eletromagnéticas. Saca só: