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Prometheus: Não cumpriu

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Escrevi sobre o novo filme de Ridley Scott, o aguardado Prometheus, na edição desta semana do Divirta-se – e dividi a crítica em dois formatos: para quem já sabe sobre o que é o filme e para quem não sabe nada. Vá na fé:

Sem alarme, sem surpresas
Longa busca o sentido da vida e marca o retorno de Ridley Scott (de ‘Alien’) à ficção-científica

Prometheus, o filme de Ridley Scott que estreia hoje no Brasil, vem sendo festejado como a grande volta do diretor à ficção científica, tema que lhe revelou ao grande público graças aos filmes ‘Alien – O Oitavo Passageiro’ (1979) e ‘Blade Runner – O Caçador de Androides’ (1982). O primeiro, ‘Alien’, não foi um fenômeno de bilheteria, mas cresceu à medida em que o filme virou uma franquia que se estabeleceu por consolidar o trabalho de novos diretores (James Cameron, David Fincher e Jean-Pierre Jeunet). Já ‘Blade Runner’ foi responsável por criar o conceito de filme cult, ao superar o fracasso de bilheteria graças ao sucesso nas locadoras e na TV a cabo.

Os tempos também eram outros para a ficção científica, que, mesmo atravessando uma boa fase nos anos 80, nem de longe passou pelo auge da última década. O próprio Ridley Scott mudou e bastante – deixou temas específicos e ousados por filmes épicos de temas convencionais ao cinema.

Por isso, há um excesso de expectativa em relação a ‘Prometheus’, que narra a história de uma expedição espacial rumo a um planeta que poderia explicar a origem da humanidade.

Junte estes fatores citados ao fato que a produção foi revelando, aos poucos e desde o início do ano, uma série de pistas sobre o tema do filme e temos o dilema do fim de semana: assistir a ‘Prometheus’ com muita ou nenhuma expectativa? Optamos pelos dois caminhos. Veja a seguir.

Expectativa alta = decepção

Se você não sabe nada sobre a história de ‘Prometheus’, pare de ler este texto e vá para a coluna abaixo. Mas se você acompanhou os trailers, a especulação online, leu as primeiras resenhas que apareceram no exterior, assistiu ao TED falso com Guy Pearce e foi juntando diferentes peças que a produção revelou aos poucos, já deve saber que o filme funciona como uma introdução ao universo de ‘Alien’. Não conta como exatamente o monstro foi parar na nave do primeiro filme, e sim como aconteceu o primeiro contato entre a nossa espécie e a deles. E isso não é contado de forma casual como no primeiro filme, que basicamente narrava um problema com um cargueiro espacial.

Em ‘Prometheus’, a premissa é grandiosa, busca o sentido da vida e ganha dimensões desproporcionais – mas a história não acompanha a forma. Por isso, o que vemos é um ‘Alien’ superproduzido com rigor e zelo, mas sem oapelo sombrio e tétrico do primeiro filme. E, assim, decepciona.

Expectativa baixa = diversão

Se você não sabe nada sobre ‘Prometheus’, certifique-se que entrará assim mesmo na sala de cinema. Sem saber de nenhuma premissa anterior, é possível admirar uma história que tem altas aspirações e que é muito bem executada. O apuro estético justifica o ingresso: a direção é segura, ainda que convencional, os efeitos especiais são incríveis, o som é notável e a direção de arte talvez seja o grande trunfo do filme.

O elenco é OK: Michael Fassbender é sempre competente, Charlize Theron está bem como antagonista da tripulação e o resto dos atores não chega a comprometer, embora não tenham nenhum brilho. O que nos deixa com a história, que caminha sobre a temática de Erich von Däniken (do clássico ‘Eram os Deuses Astronautas?’) e da série ‘Ancient Aliens’, do History Channel, mas logo descamba para a tensão de um filme de horror B.

E é aí que‘Prometheus’funciona: tem o roteiro de um filme de baixo orçamento mas é filmado como uma superprodução. Não chega a ser bom, mas também não é ruim. Ao menos diverte.

Jack White + Coca-Cola

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Isso me fez lembrar do jingle que o Jack White fez pra Coca-Cola na Austrália.

Lembro que perguntei sobre isso pra ele, quando o entrevistei pra Rolling Stone há uns cinco anos:

Pra mim, escrever uma música para a Coca-Cola foi como se fosse uma afirmação sobre essas pessoas que se importam em ser cool e hipster, que se importam com estilo, que eu não tenho nada a ver com esse tipo de gente. Eu não quero ter nada a ver com eles. Eu amo Coca-Cola de verdade, não estou mentindo! E fiz o comercial porque eu quis! Eu não fiz isso por dinheiro, recebo ofertas como essa 15 vezes por semana, para escrever músicas para comerciais de carro, filmes, programas de TV… E isso tem tudo a ver com esses caras do underground, que são tão melhores do que todo mundo, esses roqueiros de garagem, porque eles sempre dizem que você deve fazer o que quiser e não se importar com o que as outras pessoas pensam. Foi exatamente o que eu fiz com essa música.

Oasis x Coca-Cola

Você lembra dessa música?

Ou lembra porque parece essa?

Na real, essa comparação é tão antiga que até o Nowaysis (banda cover de Oasis que existia nos anos 90) já fez uma versão do jingle à Oasis num Top of the Pops do século passado.

Não invalida a qualidade de “Shakermaker”, mas eu não conhecia essa comparação.

Mallu aconchegando

Mallu estreou o Pitanga no Rio neste fim de semana e apresentou mais uma música nova, o folk ingênuo “Your Lullaby”. A dica foi do Alexandre Silva e a foto saiu do blog do Mauro Ferreira.