Trabalho Sujo - Home

Racionais MCs – a série

Estreia nesta quinta-feira a websérie Racionais 3 Décadas, que o grupo paulistano exibirá em seu canal no YouTube e que volta à turnê comemorativa de 30 anos que fizeram em 2019, com cada um dos episódios focado em um dos quatro integrantes do grupo musical brasileiro mais importante da virada do século.

Assista ao trailer abaixo:  

St. Vincent ♥ Kim Gordon

St. Vincent e Kim Gordon JUNTAS NO MESMO PALCO?! Sim, vai acontecer no dia 27 de maio, em Santiago, no Chile, e, melhor, num teatro (e QUAL teatro, o quase centenário Caupolicán)! Os ingressos começam a ser vendidos nessa quinta-feira por este link e a própria Annie pediu pra usar o código SCREAMING na hora de comprar (mas podia ter usado a palavra-chave em espanhol, já que acabou de lançar seu próprio disco neste idioma). Mas como as duas vêm tocar no Popload Festival logo depois, não duvide se ganharmos essa de lambuja…

E o Pavement gravou uma canção nova depois de 25 anos!

O ótimo Pavements, que mistura documentário, cinebiografia, autoparódia, musical, cenas de shows, entrevistas e até uma exposição sobre aquela que é anunciada como “a maior banda de rock dos anos 90”, será responsável pela primeira música inédita do grupo em um quarto de século. Foi o que revelou o guitarrista Scott “Spiral Stairs” Kannberg ao podcast Kreative Kontrol, ao ser entrevistado ao lado do diretor Alex Ross Perry e do editor e produtor Robert Greene para falar sobre o lançamento comercial do filme, que acaba de fechar o circuito de festivais (passou inclusive pela Mostra desse ano), e deve chegar às salas de cinema dos Estados Unidos no próximo semestre. E para surpresa até mesmo dos dois envolvidos no filme, o guitarrista da banda revelou que acabara de ouvir à versão mixada da música, revelando que ela estará na trilha sonora do filme. A música parece ter surgido nos ensaios da recente turnê de reunião que o grupo fez nos últimos dois anos (passando inclusive pelo Brasil) e é a primeira música nova lançada por eles desde o EP Major Leagues, lançado em 1999. Ouça o trecho da entrevista abaixo:  

Marisa Paredes (1946-2024)

Morreu nesta terça-feira um dos maiores nomes do cinema espanhol. A musa Marisa Paredes tinha meros 78 anos de idade e estava prestes a estrear uma nova peça quando sofreu um ataque cardíaco nesta madrugada e não resistiu, como contou seu companheiro, o cineasta Chema Prado, que foi diretor da Filmoteca Española. Ela atuou em 75 filmes, trabalhou com o mexicano Guillermo del Toro (A Espinha do Diabo, 2001) e com o italiano Roberto Benigni (A Vida é Bela, 1997), mas foi com seu conterrâneo e amigo Pedro Almodóvar que teve seu nome eternizado na história do cinema, em filmes emblemáticos do diretor espanhol como Maus Hábitos (1983), De Salto Alto (1991), Tudo Sobre Minha Mãe (1999), A Pele Que Habito (2011) e, claro, a performance mais memorável da atriz no filme A Flor do Meu Segredo (1995). Saiu deste plano mas seguirá eterna graças ao velho amigo, que soube extrair grandes momentos de sua arte.

Sebadoh de volta aos palcos!

Sábado passado viu a volta aos palcos do Sebadoh, lendário power trio do indie rock norte-americano liderado pelo gênio Lou Barlow, que passou por aqui outro dia tocando baixo no Dinosaur Jr, a banda que o apresentou ao panteão que hoje representa. Há cinco anos sem tocar deste lado do planeta (seus últimos shows foram nos meses antes da pandemia em 2020, quando passaram pelo Japão, Austrália e Nova Zelândia), o trio formado por Lou, Jason Loewenstein e Bob D’Amico apresentou-se como parte das atrações da décima terceira edição do concerto beneficente SMooCH, que arrecada fundos para um hospital infantil em Seattle, num mesmo evento que ainda teve a banda Nudedragons, formada pelos ex-integrantes do Soundgarden (o nome da banda nova é um anagrama da antiga) Kim Thayil, Matt Cameron e Ben Shepherd, que ainda contou com a participação do ex-integrante dos Guns N’ Roses Duff McKagan nas duas últimas músicas. O show do Sebadoh contou com clássicos como “Not Too Amused”, “Careful”, “Happily Divided”, “Magnet’s Coil”, “Rebound”, “License to Confuse”, “Skull”, “Soul and Fire”, “Two Years Two Days” e “Beauty of the Ride” e algumas das músicas foram filmadas por fãs na plateia. Agora só falta eles continuarem a fazer shows pra ver se dão um pulinho por aqui de novo…

Assista abaixo:  

Trabalho Sujo Apresenta Manu Julian, Lauiz e Thales Castanheira tocam o primeiro disco do Portishead

Por motivos de força maior, este show foi adiado para o dia 21 de janeiro, uma terça-feira – e todos que compraram ingressos antecipadamente serão ressarcidos através do site de compras.

O ano está chegando no fim, mas ainda não acabou, por isso conseguimos reunir mais uma vez Manu Julian, Thales Castanheira e Lauiz para uma segunda apresentação de Matar Um Homem Morto, em que celebramos os 30 anos do emblemático Dummy, o primeiro disco do Portishead, no dia 18 de dezembro. É a primeira vez que a Porta recebe a sessão Trabalho Sujo Apresenta, num espetáculo multimídia que conta com a minha direção e visuais feitos por Danilo Sansão e pela própria Manu. O disco de 1994 inaugurou o gênero trip hop e conta com músicas emblemáticas como “Sour Times”, “Mysterons”, “Glory Box” e “Roads” na mesma ordem do disco, trazendo aquela encruzilhada entre jazz, soul, trilha sonora de cinema dos anos 50, dub e funk para o século 21. A Porta fica no número 95 da rua Horácio Lane, entre os bairros Vila Madalena e Pinheiros, e os ingressos já estão à venda neste link.

#matarumhomemmorto #Dummy30Anos #portishead #dummy #manujulian ##lauiz_organico #thalescastanheira #porta #TrabalhoSujoApresenta

Dois irmãos

Foi histórica a apresentação que Caetano Veloso e Maria Bethania fizeram neste domingo no estádio do Palmeiras, quase encerrando a grandiosa turnê que os dois irmãos montaram para celebrar sua parceria e trajetória em quase duas horas ininterruptas com quatro dezenas de canções, mas ficou faltando um tanto para que ela se tornasse épica à altura das duas carreiras. O repertório irregular parecia mais privilegiar temas caros às duas biografias do que seus principais sucessos, escolhendo músicas que o público não conhecia para abordar assuntos como Bahia, terreiro, Mangueira ou Gal Costa do que passar por músicas emblemáticas das carreiras dos dois (até agora não me conformo de não ter ouvido Caetano cantar “Maria Bethania” que compôs no exílio em Londres para a irmã ao lado da própria). E escolhas menos óbvias não chegaram a acrescentar tanto à noite, embora certamente Caetano tenha justificativas apolíneas para tais opções – e por mais que “Gita” de Raul Seixas (por quê?), “Vaca Profana” e a versão para a o hit “Fé” da novata Iza soem deslocadas, nada justifica a inclusão da horrorosa “Deus Cuida de Mim”, louvor gospel crente que parece mais uma caricatura de música do que uma bela canção (não é possível que não haja uma música evangélica melhorzinha para referendar a improvável celebração de Caetano à ascensão dessa corrente religiosa no Brasil). Felizmente logo em seguida Bethania veio com uma sequência de pérolas que ergueu a noite ao status que esperávamos ao enfileirar “Brincar de Viver” com “Explode Coração”, “As Canções Que Você Fez Pra Mim” e “Negue”, mostrando porque é uma das grandes damas da canção brasileira esbanjando voz e carisma. Caetano também estava bem e teve seus momentos (como a versão para “Você é Linda” irretocável), mas nenhum tão catártico quanto tal sequência da irmã. A noite terminou com a celebração familiar “Reconvexo”, que foi emendada como “Tudo de Novo”, uma passagem rápida por “Sampa” e uma “Odara” versão discoteca que embalou bem o público na saída. Mas fora a citada sequência de músicas de Bethania, durante todo o resto do show fiquei pensando na surra de hits que Gil dará em sua versão estádio no ano que vem (mesmo que nos entube os projetos dos mil filhos). Ficou um gostinho de quero mais…

Assista abaixo:  

Mais uma vez, Jards Macalé

Infelizmente não tivemos Desaniversário neste sábado por motivos alheios à vontade de fazer festa, mas o consolo do cancelamento abrupto foi poder assistir à mais uma apresentação do mestre Jards Macalé, desta vez no Sesc Pinheiros, novamente defendendo seu disco mais recente, Coração Bifurcado, à frente de uma banda composta apenas por mulheres, com Ifatóki Maíra Freitas (nos teclados), Navalha Carrera (na guitarra), Cris Daniel (no baixo), Aline Gonçalves (nos sopros), Victoria dos Santos (na percussão) e Flavia Belchior (na bateria). E além do repertório de seu disco do ano passado, ele inevitavelmente passeou por diferentes clássicos, seja sozinho ao violão (quando, mais uma vez, contou a história do telefone secreto de João Gilberto, antes de tocar a linda “Um Abraço do João”), seja acompanhado da banda, quando visitou marcos pessoais como “Hotel das Estrelas” e “Soluços”, entre outras. E é tão bom ver o monstro sagrado do alto de seus 81 anos passear seu instrumento, parente tanto de João Gilberto quanto de Jorge Ben, colocando o violão como um instrumento jazzístico a favor das canções. Inspirador, como sempre.

Assista abaixo: