O fotógrafo japonês Masayoshi Sukita acompanha a carreira de David Bowie desde os anos 70 e está reunindo esta obra no álbum Speed of Life, que conta com várias pérolas, como as fotos da sessão de onde saiu a capa do disco “Heroes”, abaixo…
Eis o título, a capa e as faixas do segundo disco do Tame Impala.
“Be Above It”
“Endors Toi”
“Apocalypse Dreams”
“Mind Mischief”
“Music To Walk Home By”
“Why Won’t They Talk To Me?”
“Feels Like We Only Go Backwards”
“Keep On Lying”
“Elephant”
“She Just Won’t Believe Me”
“Nothing That Has Happened So Far Has Been Anything We Could Control”
“Sun’s Coming Up”
O Bruno Paes Manso propõe uma leitura sobre uma das músicas novas dos Racionais:
Como se não houvesse muito mais a rimar e declamar, as músicas dos Racionais minguaram e nenhum álbum relevante foi lançado em dez anos. No mesmo período, as periferias foram dominadas pelo funk e pelo pancadão, celebrando o consumo e o prazer em excesso proporcionados pelo sexo casual e pelas drogas. Os anseios da geração de jovens das periferias ficaram mais próximos aos dos jovens da classe média paulistana.
O “sistema”, contudo, continuava a produzir camadas sociais que se movimentavam em sentidos opostos, como placas tectônicas na iminência de produzir terremotos. Brown, o cronista, estava atento e conseguiu compreender que era falsa a sensação de paz que a cidade experimentava. O subterrâneo se movimentava e a opção pelo crime crescia. Sem nenhuma gota de hipocrisia, neste ano descreveu em uma nova canção as sensações e o espírito dos jovens que ingressam e seguem a carreira criminal. Trata-se do rap Marighella, em homenagem ao guerrilheiro comunista, líder da Ação Libertadora Nacional (ALN).
Gravado em maio em uma ocupação no centro de São Paulo, o clipe de Mariguella é a metáfora de Brown para explicar o crime e o criminoso. Brown usa trechos do manifesto do guerrilheiro, transmitido em 1969, para convocar os operários e trabalhadores nas favelas a se armar e a aprender a atirar.
Na voz de Brown, não se trata de Marighela, “assaltante nato”, nem do comunismo, nem dos operários. Mas da revolta, da raiva contra o sistema, dos “correrias”, perseguidos e descriminados, mas com procedimento, devotos do ódio, protagonistas de uma vida sem sentido, que criam meios violentos para suportar a vida na sociedade violenta.
A íntegra do texto tá aqui. E eu filmei a faixa quando eles se apresentaram em abril no Sesc Pompéia, vê só:
Fora o fato de ele ter saído do armário (situação que, por si só já o tornaria importante, devido ao machismo na cena hip hop / R&B), o cara mais legal da trupe do Odd Future está com um disco novo que já subiu bons degraus rumo ao pódio de melhor disco de 2012. Channel Orange habita a mesma faixa R&B que une alguns dos principais nomes da música da segunda década do século 21 – Weeknd, Xx, JJ – mas a coloca na árvore genealógica do groove norte-americano, soando como filho da cena que deu ao mundo Pharrel, Andrew 3000 e Timbaland e neto do gangsta rap por parte de pai e do R&B dos anos 90 por parte de mãe. Talvez seja o disco com a textura sonora certa para 2012. Ouve aí embaixo: