Ao menos vi o cara ao vivo tocando com o Apples in Stereo, no primeiro SWU, mas perdi de ver o Olivia Tremor Control ao vivo, o que é uma lacuna e tanto. A causa da morte não foi anunciada, mas ele tava tão bem no show no festival da Pitchfork…
Quem encerra a programação do Prata da Casa de julho é a Maíra Freitas, pianista de primeira, que fica entre a música instrumental, o jazz, a bossa nova e o samba. O show começa às 21h, no Sesc Pompéia, e os ingressos começam a ser distribuídos uma hora antes. Abaixo, o texto que escrevi para o show dela.
O samba sempre esteve associado a instrumentos de corda (como violão ou cavaquinho) e percussão, mas o piano nunca foi um parente distante – afinal ele é, essencialmente um instrumento de cordas e de percussão e foi através dele – e do violão de João Gilberto – que o gênero transmutou-se na bossa nova. Maíra Freitas, pianista de formação clássica, lembra desta conexão ao dividir o holofote entre seu instrumento e sua bela voz, que apesar de nos remeter para as praias cariocas dos anos 60, também nos envia tanto para o samba de roda quanto para os antigos sambas-enredos, influências que vieram do berço, uma vez que seu pai, Martinho da Vila, revolucionou ambas searas. Sua abordagem, no entanto, é quase de câmara, como pede sua formação original. Mas isso não deixa o calor do gênero de fora, nem o suíngue macio que escorre entre seus dedos, pelas canções.
A teoria da conspiração é velha, mas foi reempacotada num documentário fake do diretor francês William Karel em 2002 chamado Dark Side of the Moon. Escrevi sobre ele na seção FYI do IMS. Um trecho:
Teóricos da conspiração se debruçam há muito tempo sobre o filme que registra a chegada do homem à Lua para denunciar suas falhas e, portanto, sua autenticidade: a qualidade técnica, a ausência de atmosfera e a baixa gravidade colocariam em xeque a sobrevivência da película ao impacto de uma viagem espacial; o tremular da bandeira norte-americana em solo lunar e a profundidade das pegadas dos primeiros astronautas no satélite que orbita a Terra, além de sombras contraditórias em diferentes cenas e a definição dos detalhes das fotografias, mesmo em contraluz e sem flash. As teorias mais paranoicas inclusive apontam para a presença de Stanley Kubrick, que, um ano antes da chegada da Apollo 11 à Lua, havia filmado o épico 2001 – Uma Odisseia no Espaço…
Nenhuma teoria é tão irresistível quanto a contada no falso documentário Dark side of the Moon, do francês William Karel em 2002.
Karel, cuja obra como documentarista conta com quase 20 filmes (a maior parte feita para a TV, um deles vencedor de um Emmy, em 1995), é conhecido por focar temas norte-americanos e sua familiaridade com o assunto o deixou à vontade para explorar melhor esta teoria da conspiração com a ajuda da própria viúva de Kubrick, Christiane, e de celebridades da política norte-americana, em cenas editadas ao bel prazer da narrativa abertamente mentirosa do documentário.
O texto inteiro você lê no blog do IMS. O filme, na íntegra, pode ser visto abaixo: