Não pude ir na sexta passada porque foi bem o dia da minha cirurgia, mas o Pattoli e o Victor não deixaram o fogo da Noite Trabalho Sujo apagar, como dá pra ver pelas fotos da Bárbara aí embaixo. E essa semana quem coordena tudo é a Babee, que convocou o Klaus pra incendiar a nossa querida pishteenha.
Outra festa que perdi foi a ANALÓGICODIGITAL que comemorou o aniversário de cinco anos dos Veneno. Felizmente, a Bárbara estava lá e registrou o clima de perdição ensandecida já característico destas noitadas no centro abaixo. Na próxima eu reapareço!
As meninas do blog Viver de Chamego deram uma geral no Tumblr do Devendra Banhard e descobriram várias fotos em que o hermano Rodrigo Amarante encarna o papagaio de pirata prototípico, com um humor ao mesmo tempo infame e débil mental. Se você está achando que essa foto dele com as meninas do Cansei aí em cima é demais, dá uma sacada no resto, logo abaixo…
Já tinha tocado nesse assunto e voltei a insistir em como as eleições podem acelerar o cansaço em relação ao Facebook, no Brasil, na minha coluna desta edição do Link…
As eleições podem acelerar a desimportância do Facebook
Um ou dois temas monopolizam o feed
Alguns amigos e conhecidos meus abandonaram o Facebook. Cada um por um motivo diferente ou específico.
Não chega a ser uma onda como a de orkuticídios que começou quando a primeira rede social de sucesso no Brasil se popularizou demais (antecipando o termo “orkutização” que já abordei em colunas passadas). Mas são insatisfações diferentes que fazem muita gente deletar a própria conta ou abandoná-la.
Há quem não confie no fato de um único site centralizar tantas informações sobre tanta gente. Há quem se sinta incomodado com o incessante clima de oba-oba do site – curtições, fotos sorridentes, paisagens, viagens, festas. Há quem discorde das políticas de privacidade da rede social. Ou quem não goste do aplicativo do Feice para o celular. Ou quem cansou do humor nonsense ou das discussões intermináveis. Ou dos perfis falsos. Ou quem não quer manter toda sua vida em um único ambiente, permitindo que parentes, colegas de trabalho e amigos de infância se encontrem num mesmo lugar. Ou de gente que se aproveita do conforto da rede social para destilar ódio, inveja ou preconceitos de toda a ordem. Há quem também não goste de ser tratado como produto ou do excesso de publicidade na rede (que, na minha opinião, é o que vai acabar com o Facebook – não matando, mas o tornando desimportante).
Uma coisa é praticamente consenso inclusive entre os que resolvem continuar no Facebook: existe uma monótona rotina relacionada a um ou dois temas que acabam dominando o feed em uma rede de quase um bilhão de pessoas. Na semana passada, o Facebook anunciou que está às vésperas de atingir essa quantidade de usuários (foram 955 milhões em junho, segundo o instituto de pesquisa norte-americano Nielsen).
Você sabe. Basta entrar na rede social para ver um link que foi postado por dois ou três amigos. Dependendo do teor da notícia, é fácil prever que durante o resto do dia (e da semana), esse link será compartilhado por mais um tanto de outros usuários da rede. Tanto faz se é um vídeo, uma notícia, uma foto ou um tweet redirecionado.
O desdobramento desta primeira etapa são discussões intermináveis em que dois ou três usuários da rede – e amigos seus que, na maioria dos casos, só vão se cruzar porque são seus amigos – monopolizam o debate, deixando a discussão em segundo plano e partindo para ataques pessoais grotescos. Lá pelo trigésimo comentário o tema original da discussão já era. Assistimos a um ataque verborrágico de gente disposta a mudar o ponto de vista alheio a partir de uma discussão pela internet.
E nesta terça-feira começa o horário eleitoral em todo o Brasil e, com ele, efetivamente, as eleições de 2012. Isso significa que não bastasse ter de aturar todo o tipo de gente implorando por seus votos em cartazes, jingles, carros de som, faixas e pichações, ainda vamos ter o desprazer de ver amigos e conhecidos nossos – uns mais prezados que outros – transformando-se em cabos eleitorais amalucados, debatendo questões secundárias ou risíveis para justificar suas preferências políticas.
Idealmente, o Facebook seria uma arena perfeita para um debate político civilizado. Mas, se nem mesmo na televisão os principais candidatos conseguem manter a compostura, o que podemos esperar de eleitores que perdem as estribeiras para tentar aparecer ou convencer o outro de que seu ponto de vista é o melhor?
Por isso, vejo quatro opções desenrolando-se nos próximos meses. Na primeira, continua-se no Facebook e recebe-se uma enxurrada de santinhos digitais, todos eles lutando pela sua atenção, aos berros. Noutra, continua-se usando a rede, mas aprendendo a utilizar os recursos apresentados pela repórter Anna Carolina Papp na matéria nesta edição do Link – usando as ferramentas que a própria rede social oferece para conter a avalanche de opiniões alheias. Numa terceira, simplesmente deixa-se de usar o Facebook enquanto a eleição não termina. E na quarta, finalmente, abandona-se a rede social de vez.
Algo me diz que a última opção vai ser cada vez mais popular…
• Canal Livre • Homem-Objeto (Camilo Rocha): Além da televisão • Redes sociais só para os íntimos • Google Now: Ajudante intrometido • No arranque (Filipe Serrano): Proteger empresa com ameaça vai contra princípio da internet • Andrew Keen e a rede desorientada • Eleição no mural • Impressão digital (Alexandre Matias): As eleições podem acelerar a desimportância do Facebook •
E sempre.
Smash – “Slow Angel”
Portishead – “Cowboys”
Frank Ocean – “Lost”
Kika – “Manhãzinha”
Caetano Veloso – “Rapte-Me, Camaleoa”
Tulipa Ruiz – “Ok”
Twin Shadow – “Five Seconds”
Giancarlo Ruffato – “Roberto Erasmo”
Tame Impala – “Apocalypse Dreams”
Mutantes – “Tecnicolor”
Pink Floyd – “Jugband Blues”
Yes – “I’ve Seen All Good People”
Milton Nascimento + Lô Borges – “Nuvem Cigana”
Supercordas – “Asclepius”
Beatles – “A Day in the Life”
Electric Light Orchestra – “Mr. Blue Sky”
Poolside – “Slow Down”