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Chromatics – Running from the Sun

E aproveitando a onda de sucesso que vem surgindo ao redor de seus Chromatics, Johnny Jewel lançou mais um disco, desta vez compilando material gravado durante as sessões de um dos grandes discos de 2012, o ótimo Kill For Love. Running from the Sun funciona como um gêmeo mau e coadjuvante do disco lançado do início do ano, mais sombrio e menos inocente e foi organizado e remasterizado em uma madrugada insone. O clima gelado chega ao auge em quase meia hora de gravação, com uma versão gelada de “Blue Moon” que encerra o álbum. A íntegra do disco e a ordem das faixas seguem abaixo:

 

On the run #127: Black & White, a Mix for Autumn

Aproveitando a seqüência Chromatics, segue mais uma mixtape outonal (depois da fantástica feita pelos Poolside) que o jovem mestre Johnny Jewel disponibilizou há pouco em seu Soundcloud.

“After looping the globe twice…We’re finally back in Montreal for one of my favorite times of year. It’s the end of Autumn, & all of the Reds, Greens, & Yellows have disintegrated into Black & White. Everything is buried by the snow…Perfect weather for locking yourself in the studio with a synthesizer & your favorite records…I put together a collage of songs that, for one reason or another…always remind me of Autumn.

Something Old.
Something New.
Something Borrowed.
Something Blue.”

O set e a lista das faixas seguem logo abaixo:

 

Chromatics x New Order

E esse cover, hein? Quando começa, dá a impressão de que é só uma forma de traçar a conexão entre as duas bandas. Até que entra a voz de Ruth Radelet eum mundo se abre…

Impressão digital #134: Filmar shows

Minha coluna no Link de segunda-feira foi sobre uma prática cada vez mais comum – a de filmar shows.

A geração que filma os shows não está perdida
Não foi reclamando que o homem evoluiu

Sou desses que filmam show. Vou a shows com bastante frequência e gosto de guardar o registro de quando vi alguns de meus artistas favoritos. Comecei há quatro anos, quase de brincadeira, mais para testar uma câmera digital. Gostei do resultado, o som ficou bom e como gosto de assistir a vídeos de shows (mesmo amadores), entrei para este time.

Antes que arremessem latinhas em mim, lembro que tomo algum cuidado. Sou alto, portanto não preciso erguer o braço, e posiciono a câmera em frente à minha cabeça. Se alguém atrás de mim não consegue ver o show, é mais pela minha altura do que pela câmera. E filmo sem olhar o tempo todo para a câmera, assim vejo o show de fato sem me preocupar com o que é gravado.

Não sou o único, como podemos ver em qualquer show. Basta que as luzes da plateia sejam desligadas ao mesmo tempo em que as do palco são acesas para que, aos poucos, comecem a aparecer pequenos retângulos luminosos. É o público erguendo câmeras e celulares para fazer vídeos e fotos, para serem compartilhados em suas redes sociais favoritas.

É inevitável a reclamação reacionária. “No meu tempo as pessoas assistiam ao show”, “no meu tempo as pessoas queriam ver o artista e não ficar mostrando que estavam no show”, “no meu tempo a experiência era mais importante que o registro”. Não duvido. Mas os tempos mudaram. As pessoas não usam mais terno e gravata para viajar de avião e podem comer no cinema.

Há um desenho que circula há um tempo na internet que compara a evolução do público em shows a partir de mãos erguidas. Nos anos 60, os hippies levantavam as mãos com os dedos em “V”, celebrando a paz e o amor. Nos anos 80, fãs de heavy metal erguiam a tal “mão de chifres” típica do gênero. Nos anos 90, punhos fechados para fãs de rock alternativo. E, para os anos 2010, mãos levantando celulares e câmeras.

O cartum, que desconheço o autor, não chega a reclamar – é mais uma constatação –, mas muitos o divulgam como sinal de que “esta geração está perdida”, como gostam de resmungar. Mas se invertemos a lógica, quem reclama das câmeras e celulares erguidos de hoje, também reclamaria das mãos e gestos do passado. Talvez preferisse aquele tempo em que apresentações ao vivo eram chamadas de concertos, quando não havia barulho, não era possível beber nem cantar junto com o artista do palco.

Há exageros – e talvez o pior exemplo seja o das pessoas que filmam com um tablet. Quando você menos espera, alguém levanta algo e por um segundo você acha que estão mostrando um cartaz para o artista – mas é um iPad!

Há outras gafes menores, como aquele grupo que tira fotos com o show como cenário ou aquele cara que tira mil fotos e filma um monte de trechos da apresentação para nunca mais revê-los.

Mas celulares e câmeras para o alto são apenas uma fase – como os gestos do desenho. Já já vão aparecer câmeras menores e formas de registrar eventos mais discretas. Quem sabe até mesmo o formato show mude completamente – ou que apareçam eventos em que o registro seja mais proibitivo do que fumar em ambiente fechado. Mas, por enquanto, câmeras e celulares vão seguir como pontos luminosos durante os shows.

O que muitos esquecem é que a mesma situação que permite filmar e compartilhar shows ou qualquer outra situação) também possibilita que você possa tirar fotos do seu filho no momento exato em que ele começa a andar. Você não precisa mais sair correndo atrás da câmera – ela está no seu bolso, pois é o seu celular. Você não precisa nem revelar a foto e nem conectar o cabo ao computador para enviar o arquivo por e-mail. Basta tirar a foto e apertar o botão para que ela vá para quem você quiser.

Perceber as vantagens da nossa era digital é muito fácil, mas as pessoas preferem algo que, para elas, parece mais fácil ainda: reclamar. Não foi reclamando que o homem evoluiu – e sim pensando como a vida poderia melhorar. Menos reação, mais otimismo.

Todo o show: Radiohead ao vivo no Roseland Ballroom, em Nova York, em 2011

E acabaram de subir outro show na íntegra do Radiohead – e a apresentação do dia 29 de setembro do ano passado, no mítico Roseland Ballroom de Nova York foi filmada por vários fãs e editada naquele esquema Rain Down que já tínhamos visto por aqui quando a banda se apresentou em São Paulo. Quem quiser baixar pra ver direitinho em casa, é só seguir este link. Abaixo, as quase duas horas de show na íntegra e o setlist da noite:

 

Nick Cave & The Bad Seeds 2013

Push the Sky Away vem aí:

O disco inteiro, só em fevereiro do ano que vem (ou um pouco antes, quando vazar), mas o primeiro single, a soturna “We No Who U R” acabou de dar as caras:

Abaixo, logo depois da lista com as músicas do disco (“Higgs Boson Blues” é genial!), um vídeo mostra como foram as gravações, do disco que já esta em pré-venda: