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As 75 melhores músicas de 2012: 30) Neil Young & The Crazy Horse – “Ramada Inn”

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Uma música sobre a duração do amor, a vida a dois, filhos crescidos… mas quando menos nos damos conta estamos novamente no abismo sônico, no furacão de microfonia causado a partir do encontro do velho Neil Young com seus compadres Crazy Horse, que pegam pesado ou bailam contigo em momentos distintos, escalando um épico elétrico de 17 minutos de estrada. Haja chão, haja guitarra – tudo lá.

Noites Trabalho Sujo apresenta Camilo Rocha

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Domingo agora completo mais um verão ao redor do sol e pra exorcizar o fim do inferno astral, convidei o chapa e mestre Camilo Rocha pra experiência coletiva transcendental que é a Noite Trabalho Sujo – e se você sabe da importância de Camilo para a pista de dança brasileira, pode recolher seu queixo do chão. No repertório, clássicos instantâneos e o obscuros, pérolas impensáveis e hits óbvios de todas as épocas – a trilha sonora perfeita para se acabar de dançar numa noite fria dum verão paulistano. Para chegar lá, basta seguir as dicas que estão tanto no site do Alberta e quanto na página do evento no Facebook – e os nomes para a lista de desconto podem ser enviados para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. Chega mais pra me dar os parabéns!

As 75 melhores músicas de 2012: 31) Delicate Steve – “Two Lovers”

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O dedilhado no violão de Steve Marion ganha outras dimensões impressionistas graças ao acréscimo de texturas plácidas e sons ambiente, enquanto a letra, que apenas arrasta o título da canção num canto emocionado sem pender para a euforia ou para a introspecção, evoca a única coisa que importa numa paixão.

As 75 melhores músicas de 2012: 33) Xx – “Tides”

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A expectativa em relação ao segundo disco do Xx pode ter estragado seu impacto – quando a bela “Angels” deu as caras pela primeira vez, já anunciada como a primeira faixa do novo disco, esperava-se um vôo ainda mais ousado que o do primeiro disco, levando as texturas dubstep que davam o tom da banda – junto com o R&B noventista e a dinâmica vocal indie – para um novo patamar. Coexist, no entanto, frustrou as melhores esperança e mostrou-se um disco apenas correto, quase uma sobra de músicas que não puderam entrar no álbum de estréia. A exceção ficou por conta da tensa e bucólica Tides, que realmente leva a fórmula criada pelo grupo inglês para outro nível.

As 75 melhores músicas de 2012: 32) Silva – “Moleton”

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Silva surgiu no final de 2011 feito o sol em Ipanema numa tarde fria, espantando as nuvens de um possível inverno carioca ao mesmo tempo em que inventava um inusitado outono cujo clima europeu dava um ar mediterrâneo ao balneário descrito em sua música. Embora várias faixas se destaquem em seu disco de estréia, é a hipnótica “Moletom” que assume o papel central, resumindo a paixão tímida da letra com a paisagem horizontal formada pelos timbres eletrônicos da música. Silva é promissor e se deixa a melancolia de lado pode ser o próximo Lulu Santos – posto que nunca foi almejado por nenhum artista depois do próprio Lulu.

As 75 melhores músicas de 2012: 34) The Internet – “Fastlane”

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Agora que Frank Ocean começa a jogar luz sobre um outro lado da gangue do Odd Future – em que a acabação hip hop dá espaço para a introspecção R&B -, era inevitável que o holofote também fosse pra cima da dupla The Internet, que na cinematográfica “Fast Lane” (evasiva, blasé, preguiçosa) chamam atenção para qualidades que 2012 preferiu fingir que não existiam.

As 75 melhores músicas de 2012: 35) Lana Del Rey – “Born to Die”

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“Pés não falhem agora” – eis o primeiro salto, o momento em que Lana Del Rey, agora com contrato, turnê e cachês, resolve ampliar seu espectro e deixar de ser a Jessica Rabbit do YouTube. Para isso, ela começou 2012 com a faixa que batizava seu disco de estréia, dando, a partir do título, operático e dramático, a noção da amplitude que gostaria de percorrer por 2012 e além, numa música existencialista e dramática, trágica e cética – o clipe superpõe um mundano acidente de carro a um trono cercado por tigres e funciona como um trampolim para Lana ir ainda mais longe.

As 75 melhores músicas de 2012: 36) Toro y Moi – “So Many Details”

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E a promessa vai se concretizando – e à medida em que Chazwick Bundick vai se distanciando do quarto e do computador, rumo a um funk que ao mesmo tempo é marrento feito os anos 70 (deixando os timbres dos anos 80 apenas como acessórios, não protagonista) sem perder o minimalismo eletrônico que agora o aproxima do electro que surgiu na era de ouro do hip hop. Seu terceiro disco é de 2013, mas a faixa de aperitivo que nos foi oferecida em 2012 já serviu pra mostrar como ele cumprirá as expectativas – com outra abordagem para o conceito de groove transcendental.