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Noites Trabalho Sujo apresenta FESTA BEATLES!

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Hoje é dia de Beatles! Juntei todo mundo pra repetir aquela clássica noite no final do ano passado e desta vez eu, Babee, Danilo, Wilsera, Bianchini e Pattoli passamos toda a madrugada tocando APENAS músicas dos Beatles. Se prepare para se emocionar! The long and winding road tá explicadinha na página do evento no Facebook e no site do Alberta. E pra quem quiser colocar nomes na lista lista de desconto é só mandar os nomes para o email noitestrabalhosujo@gmail.com até às 20h. Come together!

O Cure e a música digital

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Em entrevista ao Calbuque nO Globo, Bob Smith lembrou do papel pioneiro de sua banda ao divulgar as próprias músicas online e aproveitou para criticar a falta de privacidade dos tempos digitais:

“Lançamos “Five swing life”, em 1997, exclusivamente na internet, e sabemos da importância dessa conexão. Nunca pensamos em processar nossos fãs por baixarem nossas músicas. Mas ao mesmo tempo, não fico contando minha rotina por aí. Não acho que seja interessante saberem o que comi pela manhã ou como estou vestido em casa. Sou de uma turma, talvez antiga, que ainda preza muito a privacidade. Pertenço ao público quando estou em cima de um palco e quando estou dando entrevistas, como essa. Fora isso, tenho uma vida bem simples, que gosto de manter fora dos holofotes.”

O resto da entrevista segue nO Globo – e o Calbuque ainda deixou uns extras de fora… A foto que ilustra o post é do Bragatto, no show de ontem do Rio, que resenhado pelo próprio.

Caxabaxa: “Cê tava online faz um minuto”

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O Caxabaxa é uma das melhores coisas que o Adriano Cintra já fez – e essa música “Vizualizada” é, claro, uma alfinetada, mas não deixa de ser foda.

Olha a letra aí embaixo:

 

“As músicas opressoras de Rafael Castro”

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E essa história que o DCE da USP está pegando no pé do Rafael Castro por causa da música “Vou te Encher de Birinight”?

Ouviram uma apologia ao estupro nessa música e estão chamando-a de “opressora” pra baixo. Um trecho da moção de repúdio contra o cantor e compositor, que se apresentou na calourada da universidade este ano:

Ao longo da festa, várias bandas passaram pelo palco. A atração principal, Rafael Castro, foi a penúltima a se apresentar. O conteúdo das apresentações de Rafael Castro era desconhecido pela gestão do DCE. Lamentamos que esses conteúdos tenham sido expressos durante a festa e repudiamos o conteúdo das músicas de Rafael Castro: não somos a favor da apologia ao estupro ou de xingamentos homofóbicos! Ao contrário, nosso esforço se dá no combate cotidiano a essas práticas. Nunca foi este o objetivo da realização do show, pelo contrário.

A gestão Não Vou Me Adaptar tem como parte de seu programa a luta diária contra as opressões, com diversas iniciativas, inclusive chamando a que os estudantes participassem do ato do 8 de Março, que aconteceu na Praça da Sé. Somos veementemente contra a opressão, por entender que nossas diferenças não podem ser uma desculpa para sermos desiguais.

Fazemos um chamado a que o movimento se incorpore com força e unidade na luta contra a opressão para que possamos fortalecer a luta contra o machismo, racismo e homofobia dentro da USP. Por fim, colocamos a importância de que Rafael Castro repense seu repertório.

Tudo bem que a letra não é das mais dóceis, mas Rafael Castro é tão cronista quanto músico e usa suas canções como retratos da realidade em que vive, sejam eles bobos e triviais ou irônicos e jocosos, como é o caso de “Vou te Encher de Birinight”. Mas mesmo que ela não fosse irônica, será que o cronista que retrata o crime pode ser considerado criminoso? Será que arte pressupõe julgamento moral? Será que, a partir disso, vamos censurar filmes em que pessoas são assassinadas de forma violenta? Achei que esse debate já fosse coisa do passado…

Como foram os três shows do Cure que assisti em Nova York, em 2011

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Em 2011, pude presenciar três shows da banda de Robert Smith na última vez em que eles tocaram seus três primeiros discos na íntegra. As apresentações aconteceram no suntuoso Beacon Theatre, em Nova York, e como deverão ser as apresentações do grupo na nova turnê sul-americana, os shows tiveram mais de três horas, cada. Na sexta-feira foram 46 músicas, no sábado e no domingo, 48 em cada dia. Os shows saíram da sequência dos três primeiros discos da banda e a formação do grupo ia mudando a cada novo disco: nas músicas de Three Imaginary Boys, de 1979, estavam no palco apenas Bob Smith, Simon Gallup e Jason Cooper; nas de Seventeen Seconds, de 1980, este trio era acompanhado de Roger O’Donnell nos teclados; e quando começaram Faith, de 1981, Lol Tolhurst junta-se ao quarteto tocando teclados e instrumentos de percussão.

A primeira parte dos shows era composta pelos três discos tocados na íntegra. A segunda parte – um extenso bis dividido em três partes – era composto pelos lados B da banda na época destes três discos e, em seguida, literalmente por toda a coletânea Standing on a Beach, de 1986, fora as músicas que extras de cada show (o sábado teve “Do the Hansa” tocada pela primeira vez desde 1979 e o domingo teve “Close to Me”). Mais de dez horas de Cure num único fim de semana memorável, que registrei nos vídeos que posto abaixo e sirvo de aperitivo para o show de amanhã em São Paulo. O primeiro show eu filmei inteiro, o segundo quase todo e, do último, só gravei as três últimas músicas.

Mas o melhor é comparar os setlists daqueles shows e ver o proposto para o Brasil e descobrir que 70% do que vão tocar aqui eu não assisti ao vivo. E preparem-se: mesmo gordo e com o cabelo seco, Robert Smith segue com voz intacta e como um dos maiores guitarristas vivos – e sempre conversando, simpático, com seus fãs.