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Zona de conforto – por enquanto…

Os Fonsecas começaram sua temporada Quem Vê, Pensa no Centro da Terra nesta segunda-feira trazendo uma versão turbo de seu Estranho Pra Vizinha, disco de estreia que lançaram no ano passado. Mas em vez de tocar as músicas do disco como normalmente fazem nos shows, não apenas alinharam a apresentação com a mesma ordem do disco como trouxeram músicos que participaram da gravação para dar uma cara de edição deluxe à noite, inclusive sem comentários entre as músicas – o que foi um desafio para uma banda tão falante. Ao lado de Thales Castanheira, Nina Maia e Enow, Thalin, Valentim Frateschi, Felipe Távora e Caio Colasante transformaram um disco de 24 minutos em uma apresentação com mais de 40, incluindo um bis improvisado. Seguindo o ritmo direto do álbum, os quatro não paravam entre as músicas para anunciar as participações, embora fizessem pausas entre as músicas, demarcando o território musical de cada uma delas. Assim, seus convidavam entravam durante a música anterior para já ficar a postos para a participação na faixa seguinte e assim primeiro veio Thales – que faz uma dupla quase univitelina com a guitarra de Caio, tornando-o praticamente um quinto Fonseca -, depois Nina (que além de cantar tocou teclado) e finalmente Enow, cada um deles assumindo sua posição no palco – e no disco ao vivo – sem que estivéssemos cientes do que fariam. Uma catarse cerebral, mas de alguma forma ainda na zona de conforto do grupo, pois eles tocaram músicas que vêm tocando há anos. A partir da próxima segunda, no entanto, a temporada parte para o repertório inédito – e eles começam a semana que vem visitando canções de outros autores, muitos deles seus próprios contemporâneos. Aí a jornada decola…

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Os Fonsecas: Quem Vê, Pensa

Depois da virada do ano é hora de começar a programação 2025 de vez e quem toma conta das segundas-feiras de março no Centro da Terra são Os Fonsecas, quarteto formado por Felipe Távora, Valentim Frateschi, Caio Colasante e Thalin, jovens estrelas da nova música pop paulista que mostram quatro versões de suas personalidades musicais em noites distintas na temporada chamada Quem Vê, Pensa. Eles começam dia 10, apresentando uma versão deluxe ao vivo para seu disco de estreia, Estranho Pra Vizinha, quando apresentam-se ao lado de Nina Maia, Thales Castanheira e Enow, trazendo uma nova dimensão para o álbum. Na segunda seguinte, os quatro se dedicam a fazer versões para músicas alheias – e de músicos contemporâneos inclusive. Na segunda dia 24 os quatro embarcam numa sessão de improviso para, na última noite da temporada, dia 31, mostram pela primeira vez no palco músicas inéditas. Os espetáculos começam sempre pontualmente às 20h e os ingressos podem ser comprados no site do Centro da Terra.

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Sabrina Carpenter canta Dexy’s Midnight Runners

Não sou propriamente fã de Sabrina Carpenter, mas é inegável seu senso pop. Além de ter emplacado um hit e tanto com a irritantemente memorável “Espresso“, ela mostrou um tanto de sua versatilidade ao convidar Dolly Parton para dividir uma nova versão de sua “Please Please Please” e agora, no show que fez domingo passado em Londres, na Inglaterra, resolveu mostrar uma face mais britânica de sua sensibilidade pop e em vez de recorrer às versões que faz em sua Short N’ Sweet Tour (como “Mamma Mia”, “Super Freak” ou “Material Girl”) pinçou um hit adormecido em nosso inconsciente para conquistar a plateia inglesa, ao fazer uma versão literal da imortal “Come on Eileen”, maior sucesso dos Dexys Midnight Runners. E desceu bem, saca só abaixo:  

Todo o show: Lauryn Hill traz Doechii para o palco do Jazz In The Gardens Festival, em Miami (8.3.2025)

Como se só o show de Lauryn Hill não fosse suficiente, imagine na hora em que ela canta um de seus maiores hits (“Doo Wop (That Thing)”, claro) a diva chamasse ninguém menos que a novata sensação da vez, a gigantesca Doechii. Pois foi o que aconteceu neste sábado, no encerramento da primeira noite do festival Jazz In The Gardens Festival, em Miami, nos EUA, quando ela apresentou a sensação ao palco. E por mais que ela segurasse a onda como era de se esperar, a cantora estava em frangalhos com a realização daquele sonho e tuitou logo em seguida que “Nunca fiquei tão nervosa em toda a minha vida 😭 ela é uma RAINHA”. O show ainda teve participações de Wyclef Jean, Busta Rhymes, Yg Marley, Zion Marley, Samara Cyn, entre outros. Assista à integra do show abaixo (a participação de Doechii começa em 1h31):  

Olha o R.E.M. aí de novo…

Desta vez nem demorou tanto. Logo depois de subir no palco com seus ex-compadres de banda Peter Buck, Mike Mills e Bill Berry, Michael Stipe mais uma vez entra no show que Michael Shannon e Jason Narducy estão fazendo para celebrar o aniversário de 40 anos do disco Fables Of The Reconstruction para cantar a mesma “Pretty Persuasion” que cantou no mês passado. Só que dessa vez não foi num pequeno clube em sua cidade-natal e sim no Brooklyn Steel, em Nova York. Eu não quero falar nada, mas e se o R.E.M. voltasse só pra mais alguns shows, hein? O vídeo é da @nicoletishaa, assista abaixo:  

Doutores Racionais

“Racionais MCs, vocês são um movimento negro educador.” Assim a professora doutora Nilma Lino Gomes encerrou seu discurso, nesta quinta-feira, que introduziu a entrega do título de doutor honoris causa ao grupo formado por Mano Brown, Ice Blue, Ed Rock e KL Jay, no centro de convenções da Unicamp, concebido pelo imenso Instituto de Filosofia e Ciências Humanas daquela universidade. Que momento! Os quatro falaram durante a cerimônia, assista à íntegra da cerimônia no vídeo abaixo:  

Brian James (1955-2025)

Fundador do The Damned, uma das primeiras bandas punk inglesas, o guitarrista Rick James morreu nesta quinta-feira, como anunciou sua página no Facebook, embora não se saiba a causa de sua morte. O Damned surgiu na mesma primeiríssima hora que produziu a primeira safra do punk inglês – puxado obviamente pelos Sex Pistols e pelo Clash – como parte da cena jovem inglesa descontente com a crise econômico e o desemprego que assolava o país nos anos 70 que também originou o heavy metal e James foi um personagem fundamental na ascensão da banda, compondo basicamente todos os dois primeiros discos (Damned Damned Damned e Music for Pleasure, ambos lançados no emblemático 1977) de um grupo que era uma espécie de versão inglesa dos Ramones, com músicos rebatizados como Rat Scabies e Captain Sensible, e que foi o primeiro grupo punk inglês a lançar um single (“New Rose”) e um disco, antes mesmo que os Pistols e o Clash. Rick saiu da banda após o segundo disco mas continuou sua trajetória de pioneiro punk como um bardo da cena inglesa, tocando em bandas como Tanz Der Youth e The Lords of the New Church, além de manter uma bissexta carreira solo.

Ainda Estou Aqui recupera o corpo de Rubens Paiva

“Esse filme é o corpo do Rubens (Paiva), que nunca voltou”, diz Selton Mello em entrevista após a premiação do Oscar segunda passada. Em seguida, deixo um áudio recuperado pela Empresa Brasileira de Comunicação e que mostra o então deputado reagindo em cadeia nacional ao golpe de 1964. Ainda Estou Aqui pode ser mais importante do que a gente pensa… Veja abaixo:  

Ser canadense

E o primeiro ministro canadense Justin Trudeau resolveu mesmo engrossar o tom contra os Estados Unidos ao postar em sua conta no Twitter uma nova versão de um velho comercial em seu país que falava do orgulho de ser daquele país e dos elementos de sua identidade cultural, só que com um texto adequado para este momento Trump 2 da história. “Bom te ver de volta”, escreveu o líder daquele país ao receber o novo discurso, mais uma vez lido pelo ator Jeff Douglas. Veja as duas versões abaixo:  

E a Rayssa Leal que entrou no novo jogo do Tony Hawk?

Ninguém segura a pequena skatista brasileira, que agora foi anunciada como parte da novo videogame da franquia do mestre Tony Hawk. A nova versão, chamada de Tony Hawk’s Pro Skater 3+4, foi anunciada na terça passada. Com duas medalhas olímpicas, duas medalhas de ouro nos X Games, duas medalhas de ouro no World Skate, outro ouro nos Jogos Pan-Americanos em 2023 e tricampeã do maior campeonato do mundo, o Street League, Rayssa Leal não precisa provar mais nada para ninguém e já é, mesmo aos 17 anos, um dos maiores nomes desse esporte. Aparecer no game mais conhecido do mundo nesta área (e na mesma semana em que Ainda Estou Aqui ganha o Oscar de melhor filme estrangeiro) é só mais um trunfo da jovem atleta, que ainda colocou o Brasil como um dos cenários do jogo. Nada mal.

Assista ao trailer abaixo: