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Calvin e o pássaro morto

Perdoem-me pela tira estar em inglês, mas Essa intromissão no seu dia-a-dia (agora com a tradução feita pelo Fernando, logo abaixo) vale:

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– Olha, um pássaro morto!
– Ele deve ter se chocado na janela.

– Ele não é bonito? tão delicado.

– Poxa… só quando é tarde demais que você aprecia o milagre que é a vida.

– Você percebe que a natureza é impiedosa e nossa existência é muito frágil, passageira e preciosa.

– Mas pra seguir em frente com seu dia a dia, você não pode realmente pensar sobre isso.

– E provavelmente é por isso que todos presumem tudo como algo garantido e agimos sem refletir.

– É bem confuso.

– Suponho que tudo isso fará sentido quando crescermos.
– Sem dúvidas.

Se alguém quiser traduzir, é só postar nos comentários que eu colo aqui em cima. Ela é uma de uma lista de várias tiras sensíveis de Bill Watterson reunidas pelo Buzzfeed dia desses.

SUSSA – Mais uma Tarde Trabalho Sujo

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O dia amanheceu claro, o sol ameaçando sair e o céu bem mais azulado que nos últimos dias – ótimos sinais para uma grande SUSSA hoje à tarde. Você sabe que agora, além das Noites Trabalho Sujo, estou investindo nas Tardes Trabalho Sujo – e o clima é mais pra conversar e passar o dia do que se acabar de tanto dançar. Pelo contrário – a discotecagem aqui é mais trilha sonora para viagens introspectivas (às vezes, a dois) do que o fio condutor de êxtases em fúria, por isso espere mais músicas para ver o tempo passar, indo de modinhas indies a chill outs futuristas, passando por velhos clássicos dos anos 70 e soul music derretida. Desta vez a SUSSA acontece na Casa do Mancha – como o Neu, um lugar tranquilo e familiar para ver o cair da tarde entre pessoas queridas. No som, eu, Danilo e Klaus recebemos o trio curitibano Sweet Grooves, que traz seu mix de future bass, R&B e new dubstep pra Casinha. Bruno também repetirá seus elogiados burguers, com opção inclusive pra quem não come carne, e o Mancha traz todo o cardápio de seus já tradicionais drinks à mesa. A festa começa às 16h20 e vai até a noite começar a engrenar e não se esqueça de tirar dinheiro, pois a Casinha não aceita cartões. Vamo lá…

SUSSA – Tardes Trabalho Sujo
Domingo, 13 de outubro de 2013
Casa Do Mancha
R. Felipe de Alcaçova – Pinheiros. São Paulo.
Telefone: (11) 3796-7981
ATENÇÃO: A casa não trabalha com cartão, apenas dinheiro.
Ingresso: R$ 20
Horário: a partir das 16h20

A era dos LPs caseiros

Enjoy-The-Experience

Johan Kugelberg escreveu o livro Enjoy the Experience sobre um estranho efeito colateral do sucesso da indústria do disco na segunda metade do século passado, quando fábricas de vinil ofereciam às pessoas comuns a possibilidade de gravar seu próprio disco. E ao oferecer a mídia sem dar suporte artístico – não eram gravadoras, e sim fábricas de disco -, essa atividade deu origem a mais de uma geração de artistas amadores que não fizeram-se de rogados e gravaram seus próprios LPs, por mais estranhos, toscos e sem sofisticação parecessem. No livro recém-lançado, seu autor compila capas e histórias inacreditáveis de pessoas sem inclinação nem talento, mas dispostas a deixar sua marca na história da música pop. Abaixo, uma matéria que a BBC fez sobre este livro:

 

Paul McCartney sobre Fela Kuti, que é celebrado hoje no Rio e em São Paulo

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A história do encontro de Paul McCartney com Fela Kuti é bem conhecida de quem acompanha do artista nigeriano, mas aproveitando a proximidade de seu aniversário – que cada vez mais ganha contornos de celebração global -, o próprio Paul McCartney se dispôs a contar sua versão para o causo:

E essa comemoração acontece tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. A anual Festa Fela paulistana acontece no Centro Cultural Rio Verde, com a presença do Bixiga 70 (afinal, a banda praticamente nasceu para tocar numa Festa Fela dois anos atrás) e discotecagens do Ramiro e do Vini, do Radiola Urbana, da DJ Haru, e de Fred e Tiago Z, do NaveGroove. Enquanto, no Rio, o Fela Day acontece mais uma vez no Circo Voador, com show da Abayomy Afrobeat Orquestra com participação do Otto e do BNegão, além de discotecagem do Lucio Branco e Zé McGill, da Festa Makula.

Groovezeira!

Um discurso histórico: Luiz Ruffato na Feira de Frankfurt, 2013

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Eu sei, foi um dos principais assuntos da semana passada, mas quero sublinhar aqui. O escritor mineiro Luiz Ruffato foi o primeiro brasileiro a discursar na Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, o maior evento do mercado editorial mundial. No evento, que começou na terça passada, o Brasil entrava com louros de homenageado. Mas Luiz não se fez de rogado e emendou um discurso emocionante e épico, arregalando os olhos dos gringos para a série de problemas que ainda nos afligem no Brasil. Um discurso excessivamente sóbrio e sem eufemismos, que expôs didaticamente – e com números – o rosário de preconceitos, violências e abusos que convivemos diariamente no Brasil, mas com um tom essencialmente otimista, apesar do peso das palavras usadas. Um discurso parente da recente fala do presidente uruguaio José Mujica na Assembléia da ONU.

A velha guarda chiou: Ziraldo gritou, ao final, que ‘não tem que aplaudir! Que se mude do Brasil, então” e Nélida Piñon desconversou que ‘adoto a postura de não criticar o Brasil fora do país, assim como não critico meus colegas”. Conversa fiada. É importante que saibam que, por baixo do chapéu tutti-frutti de país exótico latino-americano e por trás dos olhos injetados de ódio que parecem clamar pela guerra civil há um país muito complexo, cheio de camadas contraditórias e mantido sob a rédea de uns poucos que, à medida em que veem a sociedade crescer, apertam o cabresto com medo das mudanças. E é isso que Ruffato fez em seu discurso, que republico abaixo, com trechos em vídeo registrados por Tânia Maria Rodrigues-Peters. Um texto obrigatório para todos que se interessam minimamente pelo Brasil – e que já tem seu lugar na história pela coragem, postura e mensagem. Faça-se o favor de ler este texto abaixo: