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Pélico ♥ Catto

Pélico continua a saga de voltar para suas canções, trabalho que começou pouco antes de convidá-lo para fazer uma temporada no Centro da Terra no ano passado, quando lançou o single “Nossos Erros” após voltar de uma temporada em que morou em Lisboa, Portugal. Ele lança o segundo single dessa sua nova fase nessa sexta-feira, a balada “Te Esperei”, gravada ao lado da cantora Catto, e antecipa a faixa em primeira mão aqui no Trabalho Sujo. “Quando cheguei de Lisboa, compus esse tema ao violão, que ficou na minha cabeça”, ele lembra da origem da canção. “Dois anos depois comecei a escrever uma letra pra uma grande amiga, que tava passando por um momento muito difícil, um relacionamento abusivo, barra pesada, e eu comecei a escrever a letra e quando terminei me lembrei da melodia. E ela se encaixou perfeitamente.”

O próximo passo foi definir o arranjo da música, que terminou com o amigo e pianista Zé Godói. “Fiquei incomodado com uma coisinha da harmonia na segunda parte, quando a música fica mais solar, e pedi pro Zé, que além de ser dono do estúdio em que eu trabalho como sound designer também é um baita pianista, me ajudar. E ele vem de uma escola de jazz e nunca trabalhei com um músico com essa formação. Ele foi para o piano, pediu pra eu pegar o violão e começou a fazer o arranjo, arrumou aquela coisinha e o tudo ficou pronto em dez minutos.’

A ideia da parceria com Catto veio exatamente quando terminou a música. Pélico lembra da primeira vez que a viu tocar, em 2011, quando dividiram um show e tornaram-se próximos. “Ela gravou junto com a Marcia Castro a minha música ‘Olha Só’ pra um site, depois gravou ‘Sem Medida’, do disco Que Isso Fique Entre Nós, no disco ao vivo dela, tocou comigo no show de lançamento do meu disco Euforia no Sesc Pompeia e no show de encerramento desse mesmo disco no teatro Porto Seguro, fizemos show em Brasília…”, rememora. “Tínhamos uma longa história de parceria, de vida e nos palcos, mas nunca tinha gravado com ela”, continua o cantor e compositor, revelando que “foi a realização de um sonho”.

Ouça abaixo:  

Lá vem o Pulp!

Quase um quarto de século depois de seu último álbum, o maravilhoso We Love Life, lançado em 2001, Jarvis Cocker e companhia voltam a mostrar músicas inéditas ao anunciar o lançamento de seu novo álbum, batizado apenas de More, para o dia 6 de junho. Além do anúncio, o grupo também mostrou não apenas uma música nova – “Spike Island” -, mas também seu clipe, que animou imagens de 30 anos atrás, que o grupo fez para divulgar sua obra-prima Common People, ressuscitadas por inteligência artificial, num jeito esperto e irônico da banda fazer sua crítica ao método – “Isso é moderno?”, pergunta-se. O disco começou a surgir quando o grupo retomou sua rotina de shows em 2023 (o que não fazia desde sua turnê de volta anterior, em 2012, quando se reuniram depois do fim oficial da banda, logo após o primeiro disco deste século) e algumas músicas chegaram a aparecer em apresentações ao vivo. Gravado em novembro do ano passado com produção de James Ford (do Simian Mobile Disco, que já fez discos com o Blur, Arctic Monkeys, Gorillaz, Kylie Minogue, Haim, Depeche Mode e Jessie Ware, entre outros), foi o disco da banda que levou menos tempo para ser gravado, em apenas três semanas. “Era óbvio que ia acontecer”, disse Cocker numa declaração sobre o lançamento, que é dedicado ao ex-baixista da banda, Steve Mackey, que morreu em 2023. E como o grupo já tem duas datas marcadas com o LCD Soundystem em Los Angeles, é bem provável que faça mais shows pelo mundo – por enquanto marcaram shows apenas no Reino Unido. Veja a capa, o nome das músicas e o novo clipe abaixo:  

A Lorde está vindo aí?

Sem novidades desde que lançou seu terceiro disco Solar Power em 2021, a neozelandesa Lorde acaba de postar um trecho minúsculo de uma música sua nova sincronizada com um vídeo em que ela passeia pelo Washington Square Park, em Nova York, nos EUA, em sua conta no TikTok. Na letra, ela fala que “desde os 17 anos te dei tudo, agora acordamos de um sonho baby, o que foi isso?” e ao repetir “What Was That?” no final do verso deu a dica que talvez este seja o nome do novo single, que, segundo especulações dos fãs, deve sair ainda este mês, anunciando seu quarto álbum. Ao mesmo tempo seu site oficial está sem nenhuma informação e todos os posts de sua conta no Instagram foram arquivados, sobrando apenas um stories que traz um print de um comentário de um fã perguntando “wait what? (espera aí, o quê?), mostrando a excitação de estar de volta. Ficamos à espera aqui…

Assista abaixo:  

Viva Lula Côrtes!

Para celebrar o cinquentenário de um dos marcos da psicodelia mundial, o clássico Paebirú, a Rede Lula Côrtes, responsável por cuidar do legado deste artista fundamental da cultura pernambucana, está organizando o primeiro Festival Lula Côrtes, que acontece no próximo dia 8 de maio, véspera do aniversário do mestre, em que seu disco será tocado na íntegra ela banda Anjo Gabriel – além de convidados – numa sessão audiovisual que estão chamando de cineconcerto mágico, que deverá ser gravado e transformado em vinil. A noite ainda contará com apresentação dos lendários Ave Sangria, além de trazer uma mostra com filmes inéditos que Katia Mesel, lendária agitadora cultural daquele período, registrou em super 8 nos anos 70. O festival acontecerá no Teatro do Parque, no Recife, e os ingressos já estão à venda.

Estabelecido em alto patamar

O quarteto Celacanto propôs-se uma ideia ousada nesta terça-feira no Centro da Terra, quando decidiu mostrar na íntegra seu disco de estreia, que será lançado na quinta-feira da semana que vem. Fazendo uma apresentação sem bula para o público, a banda convidou os presentes a uma audição ao vivo, mostrando o álbum Não Tem Nada Pra Ver Aqui (frase que abre o disco e, portanto, o show) na mesma ordem que no disco. A diferença era justamente a natureza fluida das canções entre si – diferente do disco, o grupo decidiu fazer transições ao vivo entre as músicas, para tornar a costura das canções uma história coesa com o correr do show. Passeando entre o art rock e o rock progressivo, o grupo puxou suas canções que falam de relacionamentos e da própria existência com timbres de rock clássico e vocais e melodias melancólicas, bebendo da tristeza do indie rock, sempre conduzido pelas linhas de baixo melódicas de Matheus Arruda (que por uma música foi para a guitarra) e pela bateria matemática de Giovanni Lenti, enquanto Edu Barquinho passeia pela guitarra, piano e acordeão, sempre solando sem precisar exibir-se, e o principal compositor da banda, o líder e cantor Miguel Lian, aclimatava ainda mais o público com sua voz e guitarra ou quando foi ao piano, mostrar uma das músicas mais fortes da noite. A banda ainda contou com a participação do produtor Lauiz, que ajudou a banda a forjar o som desse primeiro disco e tocou sintetizadores e bateria eletrônica, além de sua presença sempre carismática, mesmo que muda, e com vídeos feitos pela dupla Giba e Aurora, derramando cores saturadas retrô sobre o grupo. A apresentação prova que o Celacanto já está num patamar musical avançado em relação ao seus contemporâneos, mesmo que ainda não tenha lançado nem seu primeiro disco. Vão longe.

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Celacanto: Falta Tempo

Nesta terça-feira temos a satisfação de receber uma das novas bandas mais promissoras da atual cena paulistana, quando o quarteto Celacanto, formado pelo vocalista e guitarrista Miguel Lian, pelo também guitarrista e sanfoneiro Edu Barquinho, pelo baixista Matheus Arruda e pelo baterista Giovanni Lenti, apresentam o espetáculo Falta Tempo, uma versão em que seu primeiro álbum Não Tem Nada Pra Ver Aqui, que ainda será lançado este mês, transforma-se num espetáculo audiovisual para ampliar o conceito da banda, que flerta tanto com o indie rock, a música brasileira, o art rock e o rock progressivo e contará com a participação de Lauiz nos teclados, integrante da banda Pelados que também é produtor deste primeiro álbum do grupo. O espetáculo começa pontualmente às 20h e os ingressos estão sendo vendidos no site do Centro da Terra.

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Celebrando Alice Coltrane Turiyasatgitananda

Mais uma bela notícia dessa terça-feira: o Carnegie Hall nova-iorquino recebe, no dia 16 de maio, o show tributo Cosmic Music: The Celestial Songs of Alice Coltrane Turiyasatgitananda, com curadoria do filho da mestra Ravi Coltrane (que também é filho do outro mestre cujo sobrenome dispensa apresentações), que apresenta pela primeira vez arranjos orquestrais para as músicas da maga Alice, com as presenças do próprio Ravi, tocando sax tenor, de seu sobrinho-neto Flying Lotus nos toca-discos, vocais de sua filha Michelle Coltrane, que rege o coral Sai Anantam Devotional Ensemble. A apresentação, inspirada no show de mesmo nome que Alice deu naquela mesma sala de concerto em 1968, ainda conta com Brandee Younger na harpa, David Virelles ao piano, Robert Hurst no contrabaixo e Jeff “Tain” Watts na bateria. Uma viagem no sentido mais transcendental da palavra, que já está com ingressos à venda.

E o Arcade Fire também está vindo aí…

Quem também deu notícias nessa terça-feira foi o Arcade Fire, que anunciou o lançamento de seu novo disco Pink Elephant com o single “Year of the Snake”, que canta que “é uma época de mudanças e se você se sente estranho, provavelmente é bom”. Desde o disco Everything Now, de 2017, o grupo canadense não lança realmente legal, mas esse single caiu bem aqui. O disco já está em pré-venda e será lançado no dia 9 de maio. Abaixo você vê a capa do disco, o nome das músicas novas e o clipe do primeiro single:  

E o Mombojó abrindo pro Stereolab no Reino Unido?

Pois é uma terça-feira Stereolab com gostinho especial pro Brasil, porque além do anúncio do show no Brasil no festival Balaclava, o grupo liderado por Tim Gane e Laetitia Sadier também confirmou que os pernambucanos do Mombojó abrirão os shows da banda no Reino Unido em dezembro, neste mesmo dia. “Vamos abrir uma parte da turnê da Stereolab pelo Reino Unido — e a gente ainda tá meio sem acreditar”, comemora o vocalista da banda, Felipe S. “Esse convite surgiu da própria Laetitia.”

Banda fundamental na formação da banda pernambucana (que os cita como referência desde antes da gravação do primeiro disco), parte da história do Stereolab também se confunde com a do Mombojó, pois a admiração dos pernambucanos pelo grupo europeu trouxe a vocalista Laetitia Sadier para o Brasil para primeiro dividir um EP com a banda, o que evoluiu para a criação de uma banda, chamada Modern Cosmology, que lançou o disco What Will You Grow Now? em 2017.

“Desde que fizemos o projeto Modern Cosmology, sempre rolou a vontade de fazer shows juntos, mas nunca conseguimos conciliar as agenda, principalmente por conta da correria da Stereolab”, continua o vocalista. “Aí um dia ela falou pra gente: ‘Tá difícil arrumar tempo pro Modern Cosmology, mas vou tentar colocar o Mombojó pra abrir um show da Stereolab.’ E esse ‘um’ show virou sete!” O grupo abre para o Stereolab em Brighton (dia 5 de dezembro), Londres (6), Glasgow (8), Leeds (9), Manchester (11), Wolverhampton (12) e Oxford (13) – “e quem sabe outros virão!”, instiga Felipe.

“Pra gente é uma alegria imensa, porque além de ser uma banda que admiramos desde sempre, é também uma referência direta no nosso som, na forma de experimentar, de construir nossas músicas”, continua empolgado o vocalista, que aproveita a oportunidade para lançar mais um disco de inéditas (isso logo após lançar as demos do primeiro disco nas plataformas de áudio): “O primeiro single sai ainda esse ano, antes de embarcarmos pra essa turnê, então esse momento tá sendo muito especial, com tudo acontecendo ao mesmo tempo.” Parabéns, Mombojó! Quem planta colhe.

E olha o Stereolab aí!

O anúncio do show do Stereolab no festival Balaclava foi anunciado para esta terça-feira para coincidir com o lançamento do primeiro single do primeiro disco que a banda lança em 15 anos! Instant Holograms On Metal Film será lançado no dia 23 de maio e já pode ser comprado antecipadamente no site da banda. O novo single, “Aerial Troubles”, já vinha sendo instigado pela banda anglo-francesa desde o início do mês e eles aproveitam o lançamento não só para fazer o anúncio do novo álbum como para mostrar o clipe desta primeira canção, a primeira inédita do grupo desde o disco Not Music, de 2010. Veja a capa, o clipe e os nomes das músicas do novo disco abaixo: