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As Noites Trabalho Sujo vão pra Rua Augusta

foto: Helena Yoshioka

Nesta sexta não tem Noite Trabalho Sujo em São Paulo, pois estaremos fazendo programa duplo no Rio de Janeiro no fim de semana, tocando antes e depois do show do Jagwar Ma e abrindo a festa Fofoca do Dodô, que comemora seu primeiro aniversário. As novas Noites Trabalho Sujo começam sua fase pós-Alberta #3 na sexta que vem, dia 4 de abril, no Da Leoni, o antigo Studio SP da Rua Augusta, quando dividiremos a enorme pista do lugar com a dupla Trepanado e Millos Kaiser, os Selvagem, que já tocaram com a gente em duas ocasiões. O resto da programação do mês vamos divulgar aos poucos, mas pode ficar tranquilo que este abril vai ser daqueles (e não custa lembrar que abriremos o show do Washed Out na quarta-feira da semana que vem)!

Como era a região do Minhocão antes do Minhocão

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Acredite se quiser: assim era a região do centro de São Paulo em que Paulo Maluf decidiu construir o Minhocão. Com essa outra perspectiva, talvez seja melhor derrubar mesmo esse monstrengo – em vez de cogitar soluções paliativas, como transformá-lo num parque – para tirar essa cicatriz do rosto da cidade. Vi no Marcelo Rubens Paiva.

Quem quer um par de ingressos pro domingo no Lollapalooza?

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O Trabalho Sujo é um dos sites parceiros da edição brasileira do Lollapalooza e juntos vamos sortear um par de ingressos para o segundo dia do festival. Para concorrer, basta dizer nos comentários abaixo que show do Lollapalooza que você mais gostaria de assistir e por quê. O resultado será anunciado em breve. O vencedor da promoção já foi avisado por email. Agradeço a participação de todos.

Noites Trabalho Sujo pela primeira vez no Rio de Janeiro

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E como parte das mudanças que acontecerão nas Noites Trabalho Sujo (mais novidades no decorrer desta!), anunciamos que pela primeira vez a festa chega ao Rio de Janeiro, quando tocamos antes e depois do show do Jagwar Ma, realizado pelo Queremos (a banda toca nesta quinta em São Paulo, no primeiro show da Popload do Lúcio no recém-inaugurado Áudio). A festa acontece numa casa chamada Miranda e os ingressos já estão à venda online. Vai ser uma noite histórica! E no dia seguinte começamos os trabalhos na comemoração de um ano de uma das festas do Dodô, a Fofoca. Imperdível! Vambora, cariocada!

Daft Punk direto dos anos 70

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Incríveis esses anúncios retrô que o Daft Punk fez para comemorar a inauguração de sua lojinha virtual (que por enquanto só vende roupas). Dá uma sacada aí embaixo:

Deu vontade de fumar um Charm…

O Marco Civil da Internet foi aprovado – finalmente!

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O pioneiro projeto de lei sobre legislação digital finalmente passou na Câmara dos Deputados depois de quatro anos desde sua concepção, mas mesmo ainda faltando ser aprovado pelo Senado para tornar-se uma nova forma de encarar a internet à luz da justiça, já é um senhor avanço. O Marco Civil da Internet começou como uma alternativa à Lei Azeredo, que punia os infratores de “crimes digitais” e chegava, em suas versões mais extremas, a exigir que qualquer um para se conectar à internet tivesse que digitar o CPF para acessar à rede (além dos cobrar que os provedores de acesso – servidores ou lan houses – guardassem os acessos de seus usuários por pelo menos seis meses). Não por acaso foi rotulado de “AI-5 digital”, devido à quantidade de restrições que impingia à rede.

A mudança de lógica começou com uma consulta pública proposta pelo Ministério da Justiça sobre o que realmente deveria tratar um projeto de lei – e assim foi lançado um site em que as pessoas poderiam palpitar nos principais temas relacionados ao assunto. Dei o assunto na capa do Link há exatamente quatro anos, em março de 2009, e por um bom tempo, o Link foi o único veículo na mídia tradicional a dar atenção ao tema, acompanhando o parto que foi chegar a um consenso sobre uma série de assuntos sem criar leis ou punições que diferenciavam quem cometesse alguma infração dentro e fora da rede. Nossa cobertura no Link aos poucos fez o projeto de lei ganhar vulto e vimos a discussão sendo aprofundando a partir do acompanhamento que fazíamos, mas foram as revelações feitas por Edward Snowden no ano passado – que os EUA vigiavam seus próprios cidadãos e estrangeiros pelo mundo através da internet – que o processo foi acelerado. O trabalho do deputado Alessandro Molon foi crucial para que o projeto conseguisse ser aprovado – principalmente após tirar o fardo imposto pelo PMDB que travava um dos principais pontos do projeto de lei, a neutralidade de rede.

O trabalho que comecei no caderno de cultura digital do Estadão há quatro anos rendeu bem e hoje vejo com orgulho, Tatiana de Mello Dias na Galileu e o Murilo Roncolato no Link, sob a batuta do atual editor do caderno, Camilo Rocha, darem uma verdadeira aula de cobertura sobre o tema além de frisar de forma didática o que é informação do que é desinformação. Os três foram da minha equipe no Link e tomaram consciência da importância deste tema a partir da cobertura que lá fizemos. Confirma os textos do Murilo e da Tati que explicam detalhadamente a importância do tema, são claros e bem elucidativos. E se ler tá difícil, o Marco Gomes desenhou via Twitter:

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Mas ainda temos chão pela frente e o Senado é a próxima parada antes de termos a legislação mais moderna e avançada no que diz respeito à internet no mundo. Claro que no meio do caminho ainda veremos o aumento do jogo de desinformação (como o desserviço que foi esta entrevista no Jornal da Record ou as vítimas desse tipo de análise enviesada reunidas neste tumblr Sabe de Nada, Inocente) e vamos voltar a ouvir falar em asneiras como “controle de mídia”, “cubanização” ou “o fim do Facebook”.

É preciso ter calma, afinal quanto mais perto algo está de ser mudado, mais quem vai sofrer esta mudança esperneia e grita. E isso não diz respeito somente a este tema, como vocês já devem ter percebido…

Três vezes “Happy”

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O hit de Pharrell não para de dar filhotes e abaixo seguem três deles de cair o queixo, cada um jogando prum lado. Ouça abaixo:

Comecemos pelo remix trap feito pelos Shoes que eu ouvi no Bracin. Não ficou genial nem nada mas deu outra cara pra música:

Aí tem a entristecida que o Woodkid (que toca sábado em São Paulo) deu no hit felizinho, dica do KK.

E pra encerrar tem o mashup com “Colonial Mentality” do Fela Kuti, feito pelo DJ 100 Proof, que eu ouvi no Radiola Urbana.

Música boa é outro papo.