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De bermudas e havaianas, o baixista do Joy Division e do New Order chegou à Casa do Mancha depois de tomar umas cervejas no Empanadas, ali na Vila Madalena, quando fui mediador de uma conversa entre e ele e uns trinta fãs, que tiraram a tarde quente de sexta-feira para se espremer num “shitty hole”, com disse o próprio Peter Hook em relação à Casinha. “É de lugares assim que sai a melhor música”, explicou em seguida, dizendo que já havia tocado com suas duas bandas em casas menores e com menos estrutura que lá. Figuraça, Peter Hook aparenta menos que seus quase 60 anos, não mediu palavras para falar de seu passado de glória e desancar o ex-parceiro Bernard Sumner e ficou com os olhos cheios de lágrimas quando foi perguntado sobre a morte do ex-empresário Rob Gretton. O Pablo, que agora tem um blog no UOL, também esteve lá e relatou o encontro. Destaco um trecho:
Apesar do ar seco paulistano, Hook estava se divertindo. Brincou com a tradutora, fez caretas, ignorou uma mensagem da filha no celular e deu um conselho torto sobre como ser bem-sucedido na profissão. “A coisa de se estar num grupo é aprender que você está certo e o mundo todo está errado. Senão você não consegue seguir em frente. O que mais me assusta nesses programas de talentos da TV é que as pessoas vão neles para saber: ‘O que você acha de mim?’ E quando se é um grupo, você apenas diz: ‘Foda-se!’ Se você pergunta para as pessoas o que elas acham de você, e elas não concordam com você, você fica arrasado. Para um grupo se dar bem, tem que ser realmente você contra o resto do mundo.”
“Imagine”, ele finalizou a tese, “o que os jurados do X-Factor diriam se vissem hoje uns caras como Ian Curtis, Ian Brown [do Stone Roses], Shaun Rider [do Happy Mondays]. Oh não!”
Várias pessoas filmaram o bate-papo, se alguém tiver publicado o vídeo, manda aí o link nos comentários. A foto que ilustra esse post é do próprio Pablo, que me mandou por celular com a legenda “kkkkk”.

Finalmente! Agora só falta comprá-la!

Jack Bruce morreu no sábado passado e rezo uma missa de sétimo dia neste programa, relembrando da fase mais brilhante de sua carreira, quando ele era baixista do Cream.
Cream – “Lawdy Mama”
Cream – “Tales of Brave Ulysses”
Cream – “I Feel Free”
Cream – “Born Under a Bad Sign”
Cream – “White Room”
Cream – “Sleepy Time Time”
Cream – “Dance The Night Away”
Cream – “Badge”
Cream – “Wrapping Paper”
Cream – “Those Were the Days”
Cream – “Sunshine Of Your Love”
Cream – “Politician”
Cream – “Spoonful”
Cream – “Sitting On Top Of The World”
Cream – “Crossroads”
Cream – “I’m So Glad”
Cream – “Strange Brew”
Cream – “Anyone for Tennis”
Cream – “The Coffee Song”

O ex-baixista do Joy Division e do New Order Peter Hook toca mais uma vez em São Paulo nessa sexta-feira, na Clash (e o vencedor da promoção do par de ingressos que sorteei no início da semana já foi avisado por email). Mas antes do show de hoje à noite, Hooky bate um papo com fãs na Casa do Mancha, num evento promovido pelo British Council. Fui chamado para mediar o papo, que teve suas inscrições feitas a partir de perguntas enviadas para a organização (veja aqui se você vai participar). A boa é chegar cedo, tipo 13h, para não correr o risco de ficar de fora da Casinha. Nos vemos mais tarde?

Além da volta do Alberta #3, separamos mais umas dicas em nosso tumblr de programação do fim de semana. Tem festival de sorvete, homenagem a Raul Seixas, disco novo do Tom Zé, Discology especial décadas, Venga Venga e Caleifação Tropicaos de graça, queijos e embutidos na Moóca, Tenda e a volta do Alberta #3 – são algumas dicas pro fim de semana em São Paulo que eu, Bárbara, Danilo e Luiz separamos, saca só: http://noitestrabalhosujo.tumblr.com/

Hoje é o último dia de outubro, dia das bruxas, do saci, mas toda a magia dessa sexta-feira fica pela volta do querido Alberta #3, que volta a funcionar depois de mais de um semestre parado. E como o coração fala mais alto pro melhor inferninho do centro de São Paulo, resolvemos voltar às noites de sexta-feira semanalmente, nos dedicando full-time para voltar a fazer a melhor sexta-feira de São Paulo como fazíamos até março deste ano. A festa de hoje marca a reabertura da casa e reúne todas as festas residentes da casa (Rocks Off, Decadence, Zoo e Noites Trabalho Sujo) para uma volta de se esbaldar. E a partir da sexta que vem, Noites Trabalho Sujo volta a ser semanal. ♥


Um teste de Turing ou um caso de amor? Ex-Machina é a estréia de Alex Garland na direção – e embora o trailer o identifique como autor dos roteiros de Extermínio e Sunshine – Alerta Solar, não custa lembrar que ele foi para o cinema graças a Danny Boyle (diretor destes dois filmes), que o chamou para adaptar para o cinema seu primeiro romance, o denso A Praia. Atrás das câmeras pela primeira vez em Ex-Machina, que estréia no ano que vem, Alex Garland também é o autor dessa história que parece o Her de Spike Jonze com uma pitada de Blade Runner. Afinal, quem é o robô?

Ainda não temos a confirmação que os Rolling Stones passam pelo Brasil no ano que vem, mas o Lucio ventila a possibilidade de outro monstro clássico do rock dar as caras por aqui em 2015: Bob Dylan estaria cogitando vir à América Latina no próximo semestre e passaria no Brasil entre março e abril, apresentando-se também no Chile e na Argentina. Tomara que role – e que não custe os olhos da cara.