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Neneh Cherry x DJ Spinn

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Neneh Cherry está lançando uma versão de luxo para o ótimo álbum que lançou no início do ano, The Blank Project. Entre as novidades há um segundo disco só com remixes do álbum produzido pelo Four Tet e para isso ela chamou nomes como Loco Dice, Joe Goddard, Cooly G e DJ Spinn’s – este remixou “Spit Three Times”, a música que ela liberou como aperitivo para a nova edição.

Na trilha sonora, John Carpenter

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Os fãs de John Carpenter sabem que seu talento por trás das câmeras é reforçado por trilhas sonoras pesadas e sintéticas, de alma oitentista e coração eletrônico, compostas pelo próprio diretor. E essa sonoridade, meio retrô meio futurista, está em voga nessa segunda década do século, sendo apropriada por nomes tão diferentes quanto Kavinsky, Drokk e Chromatics. Pois a face compositora do mestre da ação e do horror finalmente irá ser tratada com toda a importância merecida quando for lançada, no início do ano que vem, a coletânea Lost Themes, que reúne músicas que ele compôs mas não usou em seus filmes, de onde saiu essa emocionante “Vortex”.

Vida Fodona #460: O sentimento fica

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Vambora!

Eric Clapton – “For Jack”
Thom Yorke – “Guess Again!”
Maurício Takara – “Limpo”
Aphex Twin – “Xmas_Evet10 (Thanaton3 Mix)”
Flying Lotus + Kendrick Lamar – “Never Catch Me”
MØ – “Walk This Way (Slowolf Remix)”
André Paste + We Are Pirates – “Island”
Taylor Swift – “How You Get The Girl”
Paula – “Totally Nice”
Melody’s Echo Chamber – “Shirim”
Grauzone – “Eisbär”
Onyeabor – “When The Going Is Smooth & Good”

Chegaê.

O dia em que Taylor Swift e Aphex Twin se encontraram

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Donos de dois dos grandes discos de 2014, a cantora pop Taylor Swift e o mago eletrônico Aphex Twin parecem estar nos extremos opostos do espectro pop. Não para o cartunista David Rees, que ouviu semelhanças entre os dois artistas:

“Taylor Swift fez sua reputação escrevendo canções apaixonadas e confessionais para garotas pré-adolescentes. Mas muito da música de Aphex Twin (especialmente o disco Richard D. James, de onde eu retirei a maioria das faixas) também é superromântica – por vezes, sacarina. De vez em quando imagino que seus padrões de ritmo impossivelmente complexos e inumanos servem apenas como uma camada sônica de crédito indie para fazer melodias apaixonantes e timbres delicados de (por exemplo) uma canção sobre um/a garoto/garota mais palatáveis para as pessoas “cool”. Ou, em um nível mais pessoal, é como se ele estivesse protegendo seu coração apaixonado por trás de um emaranhado maluco de rolos de arame farpado. E QUEM ENTRE NÓS NUNCA FEZ ISSO?

Por isso a parte um da minha tese é: APHEX TWIN É UM ROMANTICÃO BREGOSO IGUALZINHO À TAYLOR SWIFT.

E então, por outro lado, temos que admitir que Taylor Swift é um tanto aterradora. Aphex Twin é um notório tímido em frente às câmeras e emprega um imaginário cifrado e assustador em seus vídeos. Claro que não eu não descreveria Taylor Swift como tímida em frente às câmeras – mas seu ar incrível e competência sobre-humana, para mim, são tão alienígenas e intimidantes quanto o rosto assustador e maligno de Aphex Twin photoshopado. É um clichê descrever uma celebridade como controlada e magistral como Taylor Swift como sendo robótica, mas acho que há uma certa verdade aqui, especialmente em uma era em que assumimos – por bem ou por mal – que qualquer cantor pop que atingir uma nota mais alta o fez com a ajuda de um computador. Há também o caso de suas letras, que podem ser meio cruéis e sarcástica de um jeito clássico de “garota má”. Seus sorrisos cegantes, seus comerciais de Subway e seus shows saudáveis, tudo me faz crer que há um lado escuro em Taylor Swift. Ela é o que a Skynet será quando ganhar consciência de si mesma.

E assim a parte dois da minha tese é: TAYLOR SWIFT É TÃO ASSUSTADORA QUANTO O APHEX TWIN.”

Mas ele mesmo assume o blablablá pseudointelectual para justificar sua cria que saiu de um hobby – ao fundir bases de Aphex Twin com vocais de Taylor Swift, Rees criou o projeto Aphex Swift que leva o Grey Album do DJ Dangermouse a um terreno ainda mais perigoso e distante. E o pior é que o disco funciona – não apenas pela piada ou pela caricatura, mas pela música em si.

Uma pena não ter dado pra incluir os dois discos de Aphex Twin e Taylor Swift deste ano. Quer dizer, ainda é tempo de mashupar apenas Syro e 1989…

Saca só:

Flying Lotus 2014: “Ready Err Not”

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O novo disco do Flying Lotus é tão incrível quanto assustador – mas ele faz questão de frisar a segunda parte ao lançar os clipes de seu quinto álbum, You’re Dead!. Primeiro foi o sinistro funeral (dirigido pelo mesmo Hiro Murai que fez aquele clipe do Chet Faker com as meninas andando de patins à noite) na faixa “Never Catch Me“, que conta com os vocais de Kendrick Lamar. Agora é a vez de “Ready Err Not” virar um desfile de amputações, mutilações, tripas, insetos e miolos dirigido pelo animador inglês David Firth e lançado no dia das bruxas. E não deve parar por aí…