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Beck romântico

Beck solta seu lado romântico e intérprete em um disco curto que anunciou nesta quinta-feira. Everybody’s Gotta Learn Sometime é uma coletânea de versões alheias que gravou em trilhas sonoras e outros projetos que descreve como “uma apaixonadamente curada compilação de raridades, faixas profundas e versões”, que inclui desde a faixa-título (do grupo Korgis, que gravou para o filme Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças) a músicas de John Lennon (“Love”), Elvis Presley (“Can’t Help Falling In Love”), Flamingos (“I Only Have Eyes For You”) e até Caetano Veloso (“Michelangelo Antonioni”, do disco Noites de Norte que o baiano lançou no ano 2000). A única música do próprio Beck é “Ramona”, que ele compôs para a personagem de mesmo nome do filme Scott Pilgrim Contra o Mundo, em 2010. Além destas, o disco, que será lançado nessa sexta-feira, ainda traz versões inéditas do cantor para “Your Cheatin’ Heart” de Hank Williams e para a imortal “True Love Will Find You In The End”, de Daniel Johnston. Coisa fina.

As primeiras imagens dos quatro filmes dos Beatles

E o filme dos Beatles – ou melhor, os filmes (são quatro!) – começa a tomar forma. O primeiro aperitivo veio nesta quinta-feira, quando a Sony Pictures, estúdio que está produzindo os filmes, enviou quatro postais para o Liverpool Institute of Performing Arts, que realizou uma gincana para fazer seus alunos pudessem encontrar quatro postais que trazem as primeiras imagens dos atores caracterizados como os Beatles que estavam espalhados pela instituição. O Instituto, fundado por Paul McCartney em 1996, ocupa o mesmo prédio que tanto ele quanto John Lennon foram alfabetizados – embora não se conhecessem neste período – e revelou as imagens de Paul Mescal se passando pelo Paul, Harris Dickinson por John, Joseph Quinn como George Harrison e Barry Keoghan como Ringo Starr. Os filmes fazem parte do projeto Os Beatles – Um Evento Cinematográfico em Quatro Filmes, que está sendo dirigido por Sam Mendes e deverá estrear em abril de 2028. E se você acha que todo mundo fala de Beatles o tempo todo, pode se preparar porque vem uma avalanche vindo aí… Eu acho é pouco!

Veja abaixo:  

A primeira vez no Bona

Por incrível que pareça, esta quarta marcou a primeira vez que o Metá Metá tocou no Bona. Integrantes da melhor banda do Brasil já haviam passado pelo palco da casa do Sumaré em outras formações, mas as duas apresentações que marcaram para esta semana foram as primeiras que Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thiago França fizeram juntos naquele palco, espalhando o já conhecido e arrojado feitiço musical forjado em São Paulo – embora nenhum de seus integrantes seja paulistano – para os ouvidos atentos que foram ouvi-los no meio desta última semana de janeiro. O repertório é o mesmo que apresentam há anos, juntando músicas de seus três álbuns com versões para canções de Jards Macalé, Maurício Pereira, Siba Veloso, Douglas Germano e Itamar Assumpção – que deixaram para tocar no bis, com a assertiva “Tristeza Não” -, sempre deixando violão, sax e vozes ganhar corpo próprio e dominar todos os presentes. Sempre aquele descarrego energético feito pra gente voltar leve pra casa.

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King Princess ♥ Geese

E essa versão que a nova-iorquina King Princess fez para um dos hits de seus conterrâneos do Geese, a memorável “Au Pays du Cocaine”, em sua apresentação no programa Live Lounge da rádio inglesa BBC? Ficou demais.

Assista abaixo:  

The Moment da Charli XCX já tem data de estreia no Brasil!

26 de fevereiro: eis a data de lançamento de The Moment no Brasil. O pseudodocumentário sobre o fenômeno Brat conduzido por Charli XCX entre 2024 e 2025 e dirigido por Aidan Zamiri, acaba de estrear no festival de Sundance e, às vésperas do lançamento da trilha sonora produzida por seu compadre A.G. Cook, anuncia a data de lançamento do filme em diversas praças no clipe da música “Residue”, estrelado pela própria Charli e por outra atriz do filme, Kylie Jenner. Boa notícia!

Assista abaixo:  

Cat Power ♥ Prince

Nossa querida Chanzinha acaba de revisitar um dos discos mais importantes de sua carreira como Cat Power ao lançar o EP Redux, espécie de posfácio ao seu fabuloso The Greatest, de 2006, quando estabeleceu-se como a Lana Del Rey de seu tempo ao gravar um disco intenso e confessional, além de ser seu primeiro álbum sem versões para músicas alheias. Mas isso não quer dizer que ela não estivesse influenciada por alguns de seus mestres — e esse novo adendo ao disco de 20 anos atrás traz duas joias dessas: sua versão para “Try Me”, de James Brown, e uma releitura arrebatadora de “Nothing Compares 2 U”, escrita pelo Prince e eternizada por Sinéad O’Connor. Se a do James Brown levanta defunto, essa do Prince é puro encantamento. Prepare seu lenço…

Ouça abaixo:  

Sly Dunbar (1952-2026)

Morreu nesta segunda-feira um dos maiores nomes da percussão jamaicana, o lendário baterista Sly Dunbar. Nascido Lowell Fillmore Dunbar, Sly ganhou este apelido na adolescência, quando começou a tocar com aquele seria seu maior parceiro em toda vida, o baixista Robbie Shakespeare, no momento em que a música da ilha caribenha em que nasceram passava por sua maior transformação. O ska tornava-se rock steady e aos poucos o novo gênero deixava de ser tão dançante para assumir uma doçura que vinha da soul music norte-americana, mutando-se no que depois se tornaria mundialmente conhecido como reggae. Sly e Robbie começaram a tocar juntos em grupos da primeira fase do gênero, como Revolutionaries (que também tocava como Aggrovators) e suas influências vinham da própria ilha – especificamente do baterista dos Skatalites, o lendário Lloyd Knibb, e do baterista dos Booker T & The MGs nos Estados Unidos, Al Jackson Jr. Os Revolutionaries tornaram-se a banda do histórico Channel One Studios no mesmo ano em que Bob Marley tornou-se um artista global, o que provocou uma procura mundial pelo novo ritmo jamaicano. Logo os dois começariam a trabalhar como uma dupla e assinar Sly & Robbie, tocando tanto com lendas conterrâneas (como Gregory Isaacs, “Scratch” Lee Perry, Junior Murvin, Black Uhuru, Peter Tosh, Chaka Demus & Pliers, Bunny Wailer, Jimmy Cliff e o próprio Bob Marley) a titãs da música pop tão diferentes quanto Bob Dylan (que os reuniu com Mark Knopfler e Mick Taylor no disco Infidels, onde gravaram “Jokerman”), Herbie Hancock (com quem gravaram “Future Shock”), Grace Jones (com quem gravaram três álbuns), Serge Gainsbourg, Madonna, Fugges, No Doubt, Sinéad O’Connor, Britney Spears e os Rolling Stones. Robbie já tinha ido para o outro plano em 2021 e agora os dois se reúnem novamente no céu do reggae. Vai em paz.

Test abrindo pro Mr. Bungle no Brasil!

A semana começa com Mr. Bungle no Cine Joia, mas o mais legal é saber que Mike Patton e companhia chamaram os brasileiros do Test pra abrir o show desta segunda. Foda demais!

Superchunk no Brasil!

Lá vem eles de novo! Estou falando tanto da programação de shows da Balaclava de 2026, que acaba de começar, quanto da vinda do Superchunk, banda norte-americana lendária que frequenta a cena indie brasileira desde o fim dos anos 90. Liderada por Mac McCaughan, a banda de Chappel Hill que também toca a gravadora Merge vem mais uma vez ao país, quando se apresenta no Cine Joia no dia 31 de maio. Os ingressos já estão à venda!