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My Magical Glowing Lens 2015: “I go out completely alone…”

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Dois anos depois de Gabriela Deptulski começar a emanar vibrações de Colatina, no Espírito Santo, dá pra ver como seu My Magical Glowing Lens cresceu. Não é mais uma menina num quarto cheio de pedais e guitarras ligadas num computador, virou uma banda, tem gravadora (a gaúcha Honey Bomb Records), fez shows pelo Brasil e agora lança sua primeira música em 2015 com exclusividade no Trabalho Sujo. “Windy Streets” é a faixa-titulo de seu primeiro EP e conta com uma mão do grupo nova-iorquino Post Nobles na parte final da canção.

“Nos conhecemos por causa da banda Tame Impala, no grupo do Facebook relativo a eles. Somos fascinados por essa banda. Kieran O’Leary, o baixista do The Post Nobles, é um multi-instrumentista completamente apaixonado por produção musical. Nos identificamos assim que nos conhecemos e resolvemos lançar dois singles: um comigo fazendo uma participação em uma música deles, que foi lançada semana passada, e outro single com eles fazendo uma participação em uma música minha”, conta Grabriela.

2015 é o ano de transição de seu trabalho, quando ela começa a compor e gravar com a nova banda, que ainda apenas toca as faixas compostas por Gabriela. “Os planos pra esse ano são continuar a fazer show com a banda e dar início à gravação das músicas novas. Dessa vez, quero incluir os novos integrantes do MMGL nesse processo. A produção ainda será minha, mas quero que eles participem das gravações”, explica. Além dela, o MMGL agora conta com Pedro Moscardi (baixo e teclado), Raími Leone (guitarra) e RafaelBorges (bateria).

Tocar ao vivo também tem sido uma novidade pra Gabriela: “Está sendo quase uma experiência mística, o show tem uma vibe absurdamente mágica. O entrosamento entre todos da banda foi praticamente imediato. Todos nós gostamos muito de improvisar, então desde o primeiro ensaio já começamos a transformar os finais de três músicas em jams, de modo que o show é diferente a cada vez. Os meninos são demais, eles tocam muito, mas muito bem. E não só isso, são completamente apaixonados pela intensidade que a música nos fornece quando a tocamos ao vivo, então o show é bem intenso!”

Ficamos esperando ela aparecer em São Paulo. Enquanto isso, aumenta o som e boa viagem:

…e tem o disco novo do carinha do Silverchair

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Falei outro dia da nova sonoridade do Daniel Johns, que a gente conhecia como aquele moleque do Silverchair, e ao falar da Natalie Imbruglia (que foi sua esposa até 2008) lembrei de conferir a quanto andava seu novo trabalho. Eis que saiu o prometido EP Aerial Love e ao contrário de Imbruglia, que soa bem careta, o trabalho de Johns – que não tem nada a ver com o rock e conversa mais com o R&B atual – é bem mais promissor. Saca só:

Natalie Imbruglia x Daft Punk

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É claro que você lembra da Natalie Imbruglia – como esquecer aquela franja onipresente na MTV no final dos anos 90, cantando o hit “Torn“? Ela está preparando sua volta ao mundo fonográfico com um disco chamado Male, em que faz versões para vários hits modernos, entre músicas do Cure, Neil Young, Iron & Wine, Damian Rice, Tom Petty, Death Cab For Cutie e Cat Stevens. A primeira que ela mostrou foi a versão que ela fez para a colaboração do Daft Punk com Julian Casablancas, dos Strokes, “Instant Crush”. Ficou beeem mais ou menos:

Se é pra ouvir uma versão legal dessa música, prefiro a das Say Lou-Lou, do ano passado.

Bartkira!

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Imagine se alguém resolve misturar a história de Akira com os personagens dos Simpsons? Esse projeto existe desde 2013, chama-se Bartkira e andou muito mais do que você pode imaginar. Escrevi sobre ele lá pro meu blog do UOL: Bart Simpson + Akira = Bartkira!

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A cultura digital é prima da escola da recombinação. São milhares de pessoas se conectando umas às outras e usando ferramentas para criar e editar – por isso é inevitável que a aura do remix e do mashup paire sobre a produção cultural online atual. Seja música, vídeo, design, performance, texto, foto, ilustração – tudo pode ser recombinado e reinventado. Especialmente se estivermos falando de ícones perenes em nosso imaginário coletivo. A mitologia do século 20, que também chamamos de cultura pop, é um extenso acervo de ícones que são remisturados o tempo todo por grupos de usuários da internet espalhados pelo planeta.

Às vezes, uma simples ideia, jogada a esmo, pode disparar uma torrente de criatividade. Foi a sacada que o ilustrador norte-americano James Harvey teve ao ver, no início de 2013, um quadrinho feito pelo amigo de internet Ryan Murphy, batizado de “O despertar de Bartkira“:

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Sim, nesses garranchos coloridos estava a semente de uma ideia simples e genial: recontar a saga de Akira, de Katsuhiro Otomo, um dos animes e mangás mais clássicos de todos os tempos, com personagens da cidade amarela dos Simpsons de Matt Groening.

O post acertou Harvey como uma ideia mirabolante: que aquela história precisava ser contada na íntegra. Começou imaginar o elenco: Bart é Kaneda, Milhouse é Tetsuo e Ralph Wiggum é Akira. Logo ele estaria criando outras analogias entre os dois clássicos da cultura pop do final do século passado:

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Foi quando ele teve a brilhante ideia de usar a internet para convocar colaboradores do mundo todo para um projeto ousado: recriar todo o mangá Akira página a página. Em pouco tempo ele estava comemorando o resultado da convocação com centenas de voluntários.

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E não parou por aí. O projeto ganhou corpo e despertou interesse, dando origens a três exposições: uma nos EUA, outra na Inglaterra e a terceira no Japão.

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À medida em que ele foi sendo realizado, foi sendo colocado para ser lido no site Bartkira. No momento, eles estão no terceiro volume do mangá e dá pra ter uma ideia do nível do trabalho comparando, por exemplo, as quatro opções de capa para o próximo volume:

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E agora eles vão imprimir a história, primeiro para os próprios colaboradores e depois, se rolar, pra vender:

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E agora tem uma outra turma querendo recriar o trailer! No tumblr Bartkira – The Animated Trailer, eles já estão colocando os estudos de personagens:

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…e até uns gifs!

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Não é demais? E tem gente que prefere viveria ter vivido em outra época… Eu acho que isso é só o começo de uma renascença cultural de uma proporção que não dá pra imaginar.

Música nova do James Murphy

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Já falei que o James Murphy é o responsável pela trilha sonora do novo filme do diretor de Frances Ha, While We’re Young (vale a pena ver o trailer), e além de reunir trechos de concertos de Vivaldi, flashbacks clássicos (“All Night Long” do Lionel Richie, “Buggin’ Out” do A Tribe Called Quest, “Nineteen Hundred and Eighty-Five” do Paul McCartney com os Wings, “The Ghost in You” dos Psychedelic Furs), um remix das Haim (de “Falling”, feito pelo Duke Dumont) e duas canções gravadas pelo próprio Murphy, sendo que uma delas é “Golden Years”, de David Bowie (que também aparece na versão original). Enquanto esta versão não surge em público, outra faixa de Murphy na trilha (a gélida “We Used to Dance”, composta e tocada por ele mesmo e bem Bowie fase Berlim) deu as caras. Ei-la:

Mais Caxabaxa 2015: “Estragaram minha festa goth”

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Outra música nova do Caxabaxa, bem camisapreta anos 80, embora “Agitado Desanimado (Pesadelo Gostoso)” fale especificamente de 2015, presta atenção:

Eles fizeram mais um show no fim de semana, na Galeria Metrópole, e o Palugan filmou o clássico “Se Lembra Quando a Gente Era Tudo Amigo”: