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Eis que surge o trailer do filme do Super-Homem com Batman

Batman-vs-Superman

A galera do Zack Snyder teve que correr pra não ficar atrás da pedrada que J.J. Abrams soltou com o primeiro trailer do sétimo episódio de Guerra nas Estrelas. E eis que, do nada, aparece o trailer de Batman versus Super-Homem… Como se fosse um “vazamento” – e legendado em português. Bem conveniente ser justo hoje… Como é bem conveniente desfocar a imagem na hora em que Ben Affleck aparece…

(O trailer que vazou saiu do ar)

Fora que esse trailer não promete nada a não ser nos entediar mais uma vez no cinema com um filme sem noção sobre o Super-Homem – desta vez bem escuro porque é um filme do Batman… Dai-me paciência…

Atualização: Pronto, tá aí a versão oficial do trailer.

Não dá pra botar fé que vá sair um filme bom disso.

Tem uma avalanche de Nirvana vindo aí…

kurtcobain

O documentário Montage of Heck, sobre Kurt Cobain, está vindo aí e deve dar início a uma onda de nostalgia e uma releitura sobre a personalidade do líder do Nirvana. Escrevi sobre isso no meu blog do UOL:
http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/04/16/assista-ao-nirvana-tocando-para-apenas-duas-pessoas/

Kurt Cobain aos 14 anos

Kurt Cobain aos 14 anos

O suicídio de Kurt Cobain completou 21 anos no início deste mês, mas a efeméride é só o começo de uma avalanche de novidades relacionadas à biografia do líder do Nirvana que já estamos sendo submetidos desde o anúncio do novo documentário, “Kurt Cobain: Montage of Heck”. Editado a partir de entrevistas com pessoas muito próximas à vida de Kurt Cobain antes da fama e toneladas de material caseiro tanto em vídeo quanto em áudio, o filme dirigido por Brett Morgen é uma versão oficial da história de Cobain, uma vez que o diretor teve acesso ao acervo de Kurt através da viúva Courtney Love e a filha do casal, Frances Bean Cobain, atua como produtora executiva do documentário.

Entre as novidades que já apareceram estão os trechos de uma apresentação de uma versão primitiva do Nirvana apresentando-se em uma sala de estar para um público de duas pessoas, seguida de um trecho de entrevista com o baixista e amigo confidente de Kurt, Krist Novoselic. Duas cenas do filme oferecidas ao jornal New York Times:

O amigo conta que quando conheceu Cobain, ele trabalhava como faxineiro. “Ele sempre fazia alguma tipo de arte – normalmente desfigurando algo. Ele nunca ficava sem ter o que fazer. Isso apenas vinha dele; ele tinha de se expressar.”

Kurt e a filha Frances Bean Cobain, hoje produtora executiva do documentário

Kurt e a filha Frances Bean Cobain, hoje produtora executiva do documentário

Parte dessa expressão está registrada em mais de 100 fitas cassetes que Kurt Cobain guardava com registros de diferentes fases de sua vida, não apenas registrando estágios iniciais ou ideias para canções, mas falando ao telefone, comentando músicas que ouvia no rádio, falando sozinho. O diretor Morgen teve acesso a esse material, que foi armazenado num depósito por Courtney Love logo após a morte de seu marido e nunca mais haviam sido revisitadas. Desse material foi de onde saiu uma demo que a revista norte-americana Rolling Stone disponibilizou em seu site:

Em entrevista ao jornal New York Times, o diretor do documentário disse que queria mostrar o lado contraditório de Kurt Cobain – que além de ser um rock star deprimido com o próprio sucesso ele também era uma pessoa amável e bem humorada, sempre lembrada com carinho por pessoas mais próximas. Morgen dirigiu os ótimos “O Show Não Pode Parar” (sobre o produtor de cinema Robert Evans, responsável por “O Poderoso Chefão”, “Love Story” e “Chinatown”), “Chicago 10” (sobre os protestos de 1968 em Chicago, nos EUA) e “Crossfire Hurricane” (sobre os Rolling Stones) e achava que iria encontrar um clichê de história do rock que teria sua história contada em 18 meses. O trabalho se esticou por oito anos à medida em que o diretor pode mergulhar em um artista que conhecia superficialmente e que fora contratado para documentar. O filme ainda deve gerar um livro e um disco com a trilha sonora, ambos sem previsão de lançamento.

“Kurt Cobain: Montage of Heck” deverá estrear nos cinemas norte-americanos no dia 24 de abril e depois será exibido na HBO no dia 4 de maio. Não há previsão sobre exibições no Brasil, embora especule-se sobre uma única sessão no dia 12 de maio, ainda não confirmada. Assista ao trailer abaixo:

Bixiga 70: 10 x 1

bixiga70

Entrevistei o pessoal do Bixiga 70 sobre seu terceiro disco pra edição de hoje da Ilustrada – o disco vai ser lançado com shows hoje e amanhã na choperia do Sesc Pompeia. Vai ser foda!

Banda Bixiga 70 apresenta disco composto a 20 mãos
Só com criações coletivas, terceiro álbum está disponível para download

Os dez integrantes do grupo paulistano de música instrumental Bixiga 70 são tachativos em afirmar que estão mais juntos do que nunca: “É o fim de um ciclo”, comemoram. A união está explícita na ficha técnica de seu terceiro disco, mais uma vez batizado apenas com o nome da banda, que sublinha que todo o trabalho foi composto, arranjado e produzido coletivamente, diferentemente dos dois anteriores, em que cada músico trazia um tema para ser desenvolvido em grupo.

“Acho que a gente conseguiu chegar em um lugar coletivo graças à dinâmica desses cinco anos juntos”, explica o baterista e um dos fundadores da banda, Décio 7. “Bixiga 70”, o novo disco, já está para download gratuito no site da banda (www.bixiga70.com.br) e marca uma maturidade musical em que as diferentes influências de músicos se diluem no groove instrumental ritualístico próprio das apresentações do grupo.

Diferentes musicalidades – nordestinas, caribenhas, jamaicanas, africanas, jazz, cumbia, funk – se fundem num caldo grosso cada vez mais característico do som paulistano da banda. “A gente tá muito embriagado nisso, de curtir o lance dos dez estarem muito alinhados em fazer som juntos”, emenda o saxofonista Cuca Ferreira.

O novo disco também traz uma mudança em relação às composições, que desta vez foram realizadas em estúdio, ao contrário dos discos anteriores, quando eram compostas entre ensaios e passagens de som. “Chegamos no estúdio sem nenhuma ideia pré-concebida, tudo foi composto do zero no estúdio”, explica o guitarrista e tecladista Maurício Fleury. Após sua terceira turnê europeia, no meio do ano passado, o Bixiga 70 voltou ao Brasil e descobriu que tinha um prazo estreito para entregar o disco contemplado através de um edital – este foi o primeiro disco da banda que não foi autoproduzido. A data-limite obrigou os dez integrantes a se enfurnar no estúdio-casa da banda, o Traquitana.

Localizado no número 70 da rua 13 de maio, no baixo do Bixiga (daí o nome), o estúdio é o motivo de existência da banda, que começou quando Décio e o guitarrista Cris Scabello passaram a tomar conta do lugar, mudando seu nome para Traquitana. A história daquele endereço remete à virada dos anos 60 para os 70, quando ali funcionava o bar Telecoteco da Paróquia, ponto favorito dos músicos profissionais da época para beber – e tocar – após o expediente. Reza a lenda que nomes como Sarah Vaughan e Stevie Wonder se apresentaram no local, quando estiveram no Brasil. “Foi aqui que o Benito di Paula lançou o ‘Retalhos de Cetim’”, lembra Décio.

Foram 45 dias em que a banda não arredou pé do Traquitana até fechar o disco que será lançado em dois shows no Sesc Pompeia, nos dias 16 e 17 da semana que vem. Forte influência no novo trabalho foi a parte final da viagem europeia, quando a banda passou pelo Marrocos e, além de um show, ainda pode coordenar um workshop que teve momentos cruciais para o desenvolvimento do novo disco. “Teve um cara que eu tive que parar e pedir pra ele me ensinar como é que ele tirava microtons africanos de um instrumento europeu, o saxofone, que não foi feito para tocar aquilo”, entusiasma-se Cuca.

Além de alinhada musicalmente, a banda também divide os trabalhos do lado empresarial: Cris toma conta do administrativo da banda, Maurício cuida das mídias sociais e das negociações com selos e turnês pela Europa, função dividida com o saxofonista Daniel Nogueira, que também cuida da divulgação nos Estados Unidos, enquanto Décio e o trompetista Daniel Gralha cuidam da parte técnica e de logística de shows. Completam a banda o baixista Marcelo Dworecki, o trombonista Douglas Antunes e os percussionistas Rômulo Nardes e Gustávo Cék.

BIXIGA 70
Artista Bixiga 70
Gravadora independente
Quanto gratuito, para download no site bixiga70.com.br
Lançamento qui. (16) e sex. (17), no Sesc Pompeia, ingressos esgotados

A volta do Aeroplane

aeroplane

O belga Vito De Luca volta a dar as caras com mais um delicioso vôo disco de seu Aeroplane. “Let’s Get Slow”, com vocais do Benjamin Diamond, escorrega macio naquele groove sintético minimal característico de seu bate-estaca na macia. Muito bom.