
Escrevi lá no meu blog do UOL porque eu acho que o J.J. Abrams é o melhor sujeito pra reinventar – e talvez melhorar – o universo de Guerra nas Estrelas: http://matias.blogosfera.uol.com.br/2015/04/18/porque-j-j-abrams-e-o-cara-certo-para-fazer-o-novo-guerra-nas-estrelas/

Qual foi sua reação quando assistiu ao segundo teaser do novo episódio de Guerra nas Estrelas? Duvido que tenha sido muito diferente deste mashup que funde um dos principais trechos de Interesterlar com os dois minutos do teaser, usando as emoções de Matthew McConaughey naquele filme para retratar nossos próprios sentimentos.
Ainda estou remoendo impressões sobre esta nova vinda do universo de George Lucas, mas por enquanto, além da expectativa, surge a dúvida: será que, nostalgia à parte, estes próximos filmes podem ser os três melhores Guerra nas Estrelas? É uma tela em branco que J.J. Abrams vai pintar com todos os sentimentos e emoções que encantaram os fãs na trilogia original e revoltou a todos na trilogia dos anos 90, então ele sabe bem onde está pisando. Além de saber desenvolver ótimos personagens, heróis ou vilões. E certamente ele deve ter visto esse vídeo feito pelo pessoal do estúdio Sincerely Truman, há dois anos.
Muitos apostam que J.J. Abrams vai estragar Guerra nas Estelas como estragou Jornada nas Estrelas. Eu discordo – e acho que ele salvou Jornada nas Estrelas pra mais algumas gerações e eternizou os personagens clássicos para além dos atores originais, confirmando-os como ícones. Mas, Jornada nas Estrelas à parte, o fato é que só pelos dois teasers que ele já mostrou, repito, ele mostrou que sabe – e como sabe – manipular as emoções dos fãs.
Vamos rever o trailer de novo?
Você reparou que o texto dito neste novo teaser é quase o mesmo dito por Luke Skywalker à Princesa Leia no Retorno de Jedi, quando ele revela que ela é sua irmã? Confira a partir de 1:40 no vídeo abaixo:
É exatamente isso que me faz ter certeza que J.J. Abrams é o cara certo pra fazer esses filmes.

O californiano Josh Legg – que também atende por Goldroom – pegou uma das músicas menos introspectivas do grupo folk Fleet Foxes e deu-lhe um verniz de pista de dança.
Compare com o original e perceba que o remix só transfere a música de uma estética à outra, sem mexer em sua essência.

O mestre italiano da disco music, como o pai do Chic Nile Rodgers, está aproveitando bem o próprio revival iniciado pelo Daft Punk em seu Random Access Memories. Depois de se entregar à pista de 2015 ao lado de Kylie Minogue com a irresistível “Right Here Right Now“, Giorgio Moroder anuncia seu primeiro disco, batizado de Déjà-Vu, que sai em junho formando duplas ao lado de novas colaboradoras como Charli XCX, Britney Spears e Sia, esta última vocalista da faixa-título, que sai-se surpreendentemente bem como diva disco.

E já que estamos na bela “Inside Out” do Spoon, que tal esse mashup que a dupla Hood Internet fez colocando os vocais da rapper Dej Loaf por cima? Tira um pouco da magia original, mas, por outro lado, torna-se irresistível.

Em agosto do ano passado, o podcast Song Exploder conseguiu uma versão demo de uma das grandes músicas de um dos melhores discos do ano passado, They Want My Soul, do Spoon. “Inside Out” é mostrada aqui somente ao piano, realçando um quê de John Lennon na composição.
Vale ouvir todo o podcast, em que Daniel e o baterista Jim Eno explicam como partiram do rascunho acima até chegar à versão final, usando referências tão diferentes quanto “Still D.R.E.” do Dr. Dre e “What’s Going On” do Marvin Gaye.

O nosso Revolver – o verbo, não é “revólver” – finalmente será relançado em vinil, quando a Polysom reedita o clássico disco de um dos compositores brasileiros mais subestimados, Walter Franco. Só não descobri se a nova edição tem a mensagem em braille na contracapa, como tinha o original.
E se você nunca ouviu esse disco, tá na hora de corrigir essa falha: