Mais uma música do disco novo do Tame Impala surge no horizonte – e “Eventually” confirma a plena transição do grupo para além da psicodelia ao despedir-se do passado como se terminasse um relacionamento (que é o tema da canção). É quase outra banda – e já deve ter muita gente lamentando e reclamando, o que não é o meu caso.
Fãs de filme de terror e de rock progressivo são entidades quase paralelas que se encontram em raros momentos – um deles está na existência da banda italiana Goblin, que já tinha uma carreira estabelecida em seu país quando começou a aceitar serviços de um certo diretor que a fizeram atingir um novo público, além de influenciar diretamente na evolução de seu som. O Goblin era a banda favorita do mestre Dario Argento, que a convidou para fazer a trilha sonora de vários de seus clássicos (como Suspiria, Profondo Rosso e Tenebre) e mostrou um caminho sonoro que a banda ainda não havia cogitado, ao propor-lhes que instigasse o medo e a paranoia através de suas músicas.
O grupo sobrevive até hoje como cover de si mesmo como três bandas com diferentes formações: o New Goblin contava com o tecladista Claudio Simonetti e o guitarrista Massimo Morante, mas brigas internas fizeram o tecladista montar seu próprio Simonetti’s Goblin, enquanto a cozinha do Goblin original (o baxista Fabio Pignatelli e o baterista Agostino Marangolo) seguiam como Goblin Rebirth. Este grupo agora anunciou seu primeiro disco de composições próprias, batizado com seu próprio nome e com lançamento previsto para o fim de junho. Abaixo, uma amostra do que vem por aí.
Delírio essa versão ao vivo que o velho Bonifrate e seus compadres fizeram pra “Home Of The Brave”, do clássico Ladies and Gentlemen We Are Floating in Space, do do Spiritualized, em janeiro no Neu.
Nada contra o produto, que parece divertido, mas há uma questão de nomenclatura: isso é um par de patins pós-modernos, porque sem o shape um skate deixa de ser um skate e vira outra coisa. Afinal, pegar onda sem prancha não é surfar, é pegar jacaré… Desse jeito já já põem um monte de malucos correndo de um lado pro outro num campo e dizem que é futebol sem bola.
Dois registro do mesmo instante: Juçara Marçal se joga em sua aguerrida “Damião” auxiliada pelos jovens mestres Kiko Dinucci e Rodrigo Campos nas guitarras e o mago Thomas Rohrer na rabeca no Circo Voador, no dia 29 de janeiro deste ano, sob as diferentes lentes: La Cumbuca (em cima) e Lala (embaixo).
Sugiro sincronizar as duas versões e assisti-las ao mesmo tempo. Dá um trabalhinho, mas o resultado…