Altos Massa: Contemplando um mundo (quase) pós-pandêmico

Primeiro Altos Massa presencial que, achávamos, seria feito no velho continente, durante nossas férias. Mas eu e Pablo Miyazawa preferimos gravar programas em áudio em vez de ligar a câmera por nossa passagem pela Península Ibérica – nossa primeira viagem juntos – e deixar para conversar sobre este assunto quando já estivéssemos de volta ao Brasil. A novidade é que, além de fazermos o primeiro programa num mesmo ambiente, também voltamos a falar sobre pandemia e a vida depois do Coronavírus, comparando a vida que levamos num país que só não foi completamente negacionista por conta da própria população com a de países que seguiram estritamente os protocolos de segurança e agora quase sequer mencionam a existência da doença.

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Altos Massa: Férias pra que te quero?

Primeiro Altas Massa sem edição, porque Pablo Miyazawa já estava de férias quando gravamos e não quis deixá-lo trabalhar – ainda mais que ele estava em outro continente. A essa altura do campeonato já estamos em solo catalão, onde contamos um pouco do que vamos fazer nestas férias – além de falar tanto da importância de tirar férias quanto da paranoia de viajar para o exterior em tempos pandêmicos.

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Altos Massa: “A pandemia acabou” (entre aspas)

Demoramos para gravar um novo programa e o Altos Massa desta vez contradiz o anterior, quando eu e Pablo Miyazawa falamos que íamos falar menos sobre o período pandêmico que atravessamos, para conversar mais sobre cultura de uma forma bem ampla. Mas a aparente normalidade que paira sobre 2022 nos fez voltar a esse tema interminável e voltamos a falar sobre vacinas, máscaras e protocolos numa época em que ninguém está mais preocupado com a pandemia do coronavírus, que ainda não terminou.

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Altos Massa: Ninguém precisa de coach

O primeiro programa de 2022 também é uma oportunidade para que eu e Pablo Miyazawa discorramos sobre a natureza do Altos Massa, à medida em que começamos a vislumbrar um futuro sem a pandemia – trazendo séries para a primeira pauta do ano. Mas antes de traçar os novos rumos do programa e puxar outros assuntos também discutimos o que fizemos até aqui e isso nos fez cair na discussão sobre a essa lógica do coach, que faz as pessoas acreditarem que precisam pagar para ter esse tipo de incentivo pessoal.

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Altos Massa: Como é viver no novo anormal?

À medida em que saímos da clausura a partir da imunização contra o coronavírus, nos confrontamos com a possibilidade de retomarmos nossas rotinas a partir do grande trauma sofrido, em muitos níveis. O quão anormal é esta volta à normalidade? Estamos prontos para isso? É isso que eu e Pablo Miyazawa discutimos em mais uma edição do Altos Massa.

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Altos Massa: O Brasil vale a pena?

Mais uma vez os jogos olímpicos puxam o tema do Altos Massa da vez, mas em vez de falarmos do esporte, resolvemos dissecar o patriotismo, este último recurso dos covardes que sempre, nestes momentos, nos comove. Mas dá para torcer a favor do Brasil neste momento em que parece que o país prefere o suicídio como nação a evoluir para um novo estágio ou esta nova fase já começou e foi justamente isso que acionou esta era de trevas? Eu e Pablo Miyazawa decidimos cruzar esta fronteira.

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Altos Massa: Por que o esporte é tão importante?

Resolvemos tirar nossa pecha de gente de humanas e aproveitar o gancho olímpico para falar de nossa vida atlética! Sim, Altos Massa nos esportes – eu e Pablo Miyazawa conversamos sobre como as atividades físicas entraram em nossas vidas e como, mesmo na contramão do clichê que diz que jornalista não se exercita, mantemos nossa saúde também à base de muito esforço.

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Altos Massa: Como é a vida pós-vacina?

À medida em que as pessoas começam a ser vacinadas, eu e Pablo Miyazawa dedicamos um Altos Massa ao momento da imunização para falar deste processo como fenômeno pop, examinando a etiqueta e os hábitos que estão ligados a este momento – e será que já dá para pensar em como seria o mundo depois do coronavírus? Será que estamos começando a sentir o gostinho dessa mudança?

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Altos Massa: O conflito de gerações é cringe?

A partir da discussão sobre “cringe”, eu e Pablo Miyazawa resolvemos mergulhar no conflito de gerações, quando, a cada quinze ou vinte anos, um grupo etário se sobrepõe sobre outro, colocando em xeque tendências, referências, gírias e outros desdobramentos comportamentais. As mídias digitais – especialmente a internet – foram um elemento determinante nas gerações mais recentes, assunto que também discutimos no decorrer deste programa.

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Universidade Trabalho Sujo

Como foi seu primeiro semestre de 2021? Chegando ao fim da metade deste segundo ano pandêmico, cruzamos uma montanha-russa de emoções que ao mesmo tempo em que faz acender uma luz no horizonte com a vacinação contra essa doença maldita e a possibilidade de Bolsonaro não ser reeleito, nos mantém presos em casa, sem saber como essa época está nos transformando.

Por isso, te convido a discutir comigo como foram estes primeiros seis meses do ano no primeiro curso de mais um experimento desta pandemia, a Universidade Trabalho Sujo, que ministrará encontros comigo e meus convidados para falar sobre as transformações que estão acontecendo na cultura e em nossas vidas. O primeiro destes cursos é 2021 – Parte 1 – Discutindo ao vivo a primeira metade do segundo ano do resto de nossas vidas, seis encontros em que podemos conversar sobre como tem sido este início de ano.

O custo do curso é de 300 reais, mas se você colabora com o meu apoia.se/trabalhosujo ​tem 50% de desconto. Os encontros acontecerão entre os dias 5 e 16 de junho, sempre segundas, quartas e sextas, a partir das 19h e duram uma hora, pela plataforma Zoom. As aulas não serão publicadas posteriormente e as vagas são limitadas.

Abaixo, a programação do primeiro curso e o link para fazer as inscrições.

5 de julho
Orientalismo e decolonização, com Dodô Azevedo

O prumo do mundo está mudando para a Ásia e África isso acontece no mesmo momento em que o colonialismo ocidental está finalmente sendo demolido. Como isso mexe com nossas vidas? Será que somos mais apegados ao ocidentalismo do que imaginamos?

7 de julho
O streaming perfeito?, com André Graciotti

A quarentena acelerou o processo de popularização dos canais de streaming ao mesmo tempo em que diminuiu nosso vínculo com as salas de cinema. Mas, em meio à tantas propostas diferente, ainda estamos longe de ter um serviço de filmes e músicas que possa nos satisfazer. Como anda a produção e o mercado de cinema na pandemia?

9 de julho
Como o home-office pode mudar as cidades, com Polly Sjobon

Trabalhar em casa mexeu com a realidade de muitos, a ponto de abandonar carros ou mesmo a moradia nas metrópoles. Mas como esta nova relação com o trabalho pode mudar os nossos hábitos, os dias da semana e até as cidades?

12 de julho
A expectativa da vacina, com Pablo Miyazawa

Entramos em 2021 sem nenhuma perspectiva de vacinação à vista, o que mudou logo nos primeiros dias do ano com diversos cronogramas anunciados mas nenhum cumprido de fato. A esperança não apenas pela imunização quanto por um fim mais palpável para a pandemia só pareceu começar a fazer sentido há trinta dias atrás, quando os novos cronogramas foram anunciados e começaram, pelo menos até agora, a ser cumpridos e a atender as faixas etárias mais jovens ou sem comorbidades. Mas o que muda em nossas vidas após a vacinação?

14 de julho
A subversão como protesto, com Vladimir Cunha e Emerson Gasperin

“Cadê o Zé Gotinha?”. Até no discurso que marcou a volta de Lula à vida política, não faltou espaço para rir do governo federal. O deboche, a caricatura, a ironia e o escracho aos poucos dominaram o início do ano, em iniciativas como a campanha #bolsocaro, o raio X das manifestações pró-Bolsonaro e a teatrealização da CPI da Covid. Como a subversão pode ser a alternativa mais eficaz de desmontar o projeto de poder miliciano expondo suas tripas em público?

16 de julho
A multidão e a pandemia: qual é o futuro dos shows?, com Pena Schmidt

Nessa aula que funcionará como um episódio inédito do meu programa Bom Saber para os inscritos nesse curso, eu entrevistarei Pena Schmidt para discutir a volta aos shows. À medida em que a população vai sendo vacinada, encontros começarão a acontecer e isso inevitavelmente nos apresentará a um mundo de festas e shows depois da era Coronavírus. Mas que tipo de shows e precauções teremos no futuro? Como as multidões conviverão com artistas depois de centenas de milhares de mortos?

Para isso, basta fazer a inscrição neste link. As vagas são limitadas.