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Olivia Rodrigo: “I thought I found the antidote…”

Quem deu o segundo passo de um novo disco nesta sexta-feira foi Olivia Rodrigo, que revelou sua “The Cure” como novo degrau – para baixo – de seu vindouro terceiro disco, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love. E depois de filmar “Drop Dead” no Palácio de Versailles como uma princesa Disney – símbolo do pop perfeito -, ela começa a descida rumo à tristeza enunciada em seu título em uma ode folk emoldurada em um hospital dos anos 50 nos Estados Unidos, em que, fantasiada de enfermeira de publicidade, vai mostrando suas vísceras como um personagem de desenho animado num filme de terror. Ao batizar a faixa com o nome da banda de seu ídolo e agora camarada Robert Smith, ela sintoniza a melancolia agridoce do papa do gótico pop ao mesmo tempo em que acena para a geração seguinte à do Cure, imediatamente influenciada por eles, a quem ela vem tateando contato, do rock alternativo dos anos 90, soando como uma balada acústica de bandas tão diferentes quanto Smashing Pumpkins, Hole, Weezer e Foo Fighters. Resta saber se este será o disco em que ela, de uma vez, abraçará o rock, tornando-se um improvável ícone para o gênero. Mas ao final do clipe, ela revela que o hospital vintage que é o cenário do clipe é (como era o palácio do clipe anterior) uma ilusão, pisada por ela mesma ao mostrar-se sem fantasias numa casa encaixotada, como se tivesse acabado de chegar de uma mudança. Vamos ver o que ela nos mostrará a seguir…

Assista abaixo:  

Descendo a ladeira da tristeza

Olivia Rodrigo participou do Saturday Night Live neste fim de semana e, além de participar de alguns quadros e cantar mais uma vez “Drop Dead”, primeiro single de seu próximo álbum, You Seem Pretty Sad for a Girl so in Love, revelou mais uma música, a primeira que dá o tom do adjetivo que parece ser central no novo disco. A triste balada “Begged” é a mesma que ela cantou ao lado de Weyes Blood num show fechado que fez em Los Angeles no outro fim de semana, e mais uma vez Natalie Mering estava ao seu lado, só que como apenas uma das integrantes dos grupo dos vocais de apoio, frisando sua participação como coadjuvante. E parece que a tristeza do título é real.

Assista abaixo:  

“Drop Dead” só na voz e violão

Na semana passada ela estava no Coachella dividindo vocais com a Addison Rae, na sexta agora ela tocou só com sua guitarra no The Echo em Los Angeles e chamou a Weyes Blood pra uma música inédita e no domingo ela apareceu num pequeno clube de microfone aberto da vizinhança hipster de Nova York para cantar seu novo single “Drop Dead” acompanhada apenas por uma guitarra. E assim, com um show no minúsculo Pete’s Candy Store em Williamsburg, Olivia Rodrigo vai aumentando a expectativa para seu terceiro álbum, You Seem Pretty Sad For A Girl So In Love. Vai longe…

Assista abaixo:  

Olivia Rodrigo + Weyes Blood?!

Logo após o lançamento do single alto astral que inaugura a nova fase de Olivia Rodrigo e de Weyes Blood vir a público dizer que está vindo com disco novo, as duas se reuniram no palco do The Echo para cantar uma música inédita em uma apresentação intimista que Olivia fez na casa de shows em Los Angeles, nos EUA. A apresentação aconteceu nesta sexta-feira, quando Olivia convidou poucos fãs e amigos para o show, em que todos tiveram que guardar seus celulares e que ela tocou músicas de seus dois discos, o novo single “Drop Dead” duas vezes e uma música ainda sem título, considerada pelas testemunhas sua música mais emocionalmente devastadora e que a própria Olivia disse que é boa para o karaokê se você estiver triste. E para esta música nova ela convidou Weyes Blood para fazer os vocais de apoio, mas não confirmou se ela estará no disco. E seguimos esperando…

Como foi o segundo fim de semana do Coachella deste ano…

Se Sabrina Carpenter subiu o patamar ao chamar Madonna para dividir o palco com ela no segundo fim de semana do Coachella, Addison Rae não deixou por menos e trouxe Olivia Rodrigo para seu lado para cantar pela primeira vez ao vivo a música que ela acabou de lançar nesta sexta-feira, “Drop Dead”. Tirou onda… E essa foi apenas uma das novidades do segundo fim de semana do Coachella. Veja mais a seguir:  

“Drop Dead” é um cavalo de Troia

Além da vontade de ouvi-la só mais uma vez (e outra e outra), “Drop Dead”, primeiro single do novo disco de Olivia Rodrigo, me parece mais um cavalo de Troia do que uma amostra do que será seu novo álbum. Especificamente por não espelhar a tristeza presa em seu título: You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love, que traduz-se por “você parece bem triste para uma garota tão apaixonada” e, apesar de seu título (que pode ser traduzido livremente como “Morra”), a nova música vem carregada de uma felicidade rara nos discos anteriores de Olivia, fazendo-a literalmente dançar como uma princesa num palácio (e qual deles senão o mais famoso do mundo?). A impressão é que ela está empolgando seu público para uma descida emocional ainda mais profunda e dolorida que a dos outros discos, agora ciente que sua estatura como estrela pop ultrapassou as proporções do modismo passageiro. É como se, inclusive ao citar Cure e mostrar aparelhos do passado (o laptop e o fone de ouvido com fio) no clipe, ela tivesse consciência de que está fazendo seu primeiro disco clássico. E que época foda é essa que uma garota de 23 anos pode ter a disposição de fazer isso, diz aí…

Assista abaixo:  

O balanço de Olivia Rodrigo

Oba lá vem ela! Como estava no ar, Olivia Rodrigo acaba de anunciar seu terceiro álbum, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love, que sairá no dia 12 de junho. Além disso, só sabemos que será produzido pelo mesmo Dan Nigro que fez seus dois discos anteriores, que terá uma música inspirada em Sex & The City e talvez tenha alguma colaboração com Robert Smith, do Cure. Mas se haverá algum single, quais são os nomes das músicas ou se há participações no disco? Nada ainda. Mas olha essa capa maravilhosa…

Disco novo da Olivia Rodrigo a caminho…

Olivia Rodrigo vem dando pistas que está às vésperas de lançar seu novo disco. A primeira delas tem inspiração na campanha de Brat da Charli XCX, quando um enorme muro em Los Angeles, nos EUA, foi pintado com o roxo da capa de seus discos e suas iniciais em letras cursiva no meio deste mês, sendo repintado com uma variação cada vez mais branda da cor (ao mesmo tempo que seu site oficial também ia variando de tonalidade) até chegar a um tom de rosa que parece ser a cor do novo álbum, quando a palavra “Love” apareceu escrita também em letra cursiva. O mesmo tom de rosa e a mesma “love” escrita à mão também surgiram em uma página inteira da Vogue inglesa, que trouxe a cantora na capa de sua edição mais recente. Na entrevista que deu à revista, disse que seu próximo disco virá cheio de “tristes canções de amor” e que deve ser seu trabalho mais experimental, dizendo que uma das faixas é um “soft rock viajandão e suave”. Na mesma revista, o líder do Cure, Robert Smith, apareceu falando de sua conexão com a cantora, da qual tornou-se fã desde que ouviu o primeiro single, “Drivers License”, há cinco anos, comprando seus dois discos em CD. No ano passado, Olivia convidou Smith para dividir o palco com ela em sua apresentação no festival inglês de Glastonbury e desde então os dois têm ficado mais próximos, passando “ótimas noites no estúdio”, com Robert revelou na mesma edição. Será que o próximo disco da Olivia Rodrigo terá participação de Robert Smith? Não custa lembrar que ela já fez David Byrne (que chamou para o palco no festival Governors Ball, em Nova York, nos EUA) regravar seu primeiro single no ano passado e que acabou de lançar uma versão para uma música dos Magnetic Fields…

Veja a evolução do muro em Los Angeles:  

Ouvindo o Help 2…

Mal acabei de ouvir a coletânea Help2, organizada pela ONG War Child, que saiu nessa sexta e entre joias de altíssimo quilate (como Beth Gibbons cantando Velvet Underground e Depeche Mode fazendo a “Universal Soldier” eternizada por Donovan), tem essa versão deslumbrante da paquistanesa Arooj Aftab ao lado de Beck, cantando a imortal “Lilac Wine” que pelamordedeus… Depois tem essa “Warning” que o jovem mestre Cameron Winter do Geese que é uma das melhores coisas de sua carreira solo e aponta pra um lado completamente diferente para seus próximos shows — esse ano tem inclusive no Brasil. Finíssimo. E como não se apaixonar pela versão que Olivia Rodrigo fez pra “The Book of Love” do Magnetic Fields? Ainda reforço que, mais do que proporcionar um inevitável dueto com o próprio Stephin Merritt, essa versão ainda vai trazer uma legião de jovens fãs pro trabalho de um dos autores mais subestimados do indie dos EUA.

Ouça abaixo:  

Olivia Rodrigo ♥ Magnetic Fields

Em mais um relance da iminente coletânea Help(2) que a ONG britânica Warchild vai lançar em breve, podemos ver alguns detalhes da participação da geninha Olivia Rodrigo na compilação, regravando um clássico dos Magnetic Fields, “The Book of Love”. Embora não dê pra ter uma ideia de como ficará sua versão, é mais uma prova de como ela apura o próprio senso estético em público fazendo conexões com artistas que cresceu ouvindo, como Robert Smith, David Byrne e o Weezer. E não duvido nada que ela apareça qualquer dia desses cantando essa música com o próprio Stephin Merrit, o senhor Magnetic Fields ele mesmo.

Assista abaixo: