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Olivia Rodrigo entrando pelas frestas

Está sendo bem interessante assistir à forma que Olivia Rodrigo conduz o lançamento de seu novo álbum, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love. Enquanto paga tributo à geração do rock anterior à década em que ela nasceu (alinhando-se estrategicamente com David Byrne, Robert Smith, Weezer e, mais recentemente, os Smashing Pumpkins), ela também começa a mostrar suas intenções políticas: primeiro ao criar o festival Daisy Chain, só com mulheres no elenco e sem grandes proporções ou patrocinadores, e depois ao começar a falar sobre questões tidas como delicadas para grandes popstars como direitos reprodutivos, políticas antiimigração e mobilização a favor do voto (que não é obrigatório nos EUA). E aproveitou o pequeno show-surpresa que fez esta semana em Nova York (outra brecha: fazer show pequeno sendo uma artista que lota estádio) para lançar sua própria conta no Bandcamp, onde lançou uma versão delicada para uma das músicas de seu novo disco. Mas o pulo do gato de “Purple (Happy Version)” (que só pode ser ouvida no Bandcamp) é que ela está à venda para download e, ao lançar sua conta numa sexta-feira (aproveitando o dia em que a plataforma digital reverte 100% das vendas para os próprios artistas, sem ficar com sua parcela), ela conseguiu usar aquela comunidade online como uma forma de arrecadar recursos para a fundação que criou para tocar seu festival. Não duvido que vá inclusive bater recordes no Bandcamp…

Ouça abaixo:  

Olivia Rodrigo para mil pessoas

Olivia Rodrigo pegou seus fãs em Nova York de surpresa ao anunciar, na manhã desta quinta-feira, que faria um show na pequena casa Warsaw, no Brooklyn. Os ingressos só seriam vendidos pessoalmente, o que transformou a bilheteria da casa de shows num ímã para uma pequena multidão de fãs, que garantiu seus ingressos após uma fila que se dissipou em menos de uma hora. No show, para meros mil felizardos, Olivia entregou-se mais uma vez para os fãs com um repertório focado no recém-lançado You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love (quatro delas – “My Way”, “U + Me = <3”, “Maggots for Brains” e “Expectations” – tocadas pela primeira vez ao vivo), mas contemplando também músicas de seus discos anteriores – três do Guts e três do Sour.

Assista a alguns trechos abaixo:  

Olivia Rodrigo ♥ Smashing Pumpkins

Além da Charli XCX, os Smashing Pumpkins eram o outro grande nome desta sexta-feira no Lollapalooza de Chicago, nos EUA, que aproveitaram a oportunidade para trazer novos convidados para o palco. Entre veteranos como a ex-baixista da banda Melissa Auf Der Maur (que encerrou a apresentação da banda, tocando “The Everlasting Gaze”) e novatos como o jovem inglês Yungblud (que dividiu os vocais de “Luna”, do primeiro disco da banda), a grande surpresa da apresentação ficou por conta da sensação Olivia Rodrigo, que o líder dos Pumpkins Billy Corgan chamou para o palco para dividir uma versão acústica de “Thirty-Three”. E assim os Pumpkins entram para o panteão pessoal de ícones do rock alternativo com quem a jovem já dividiu o palco, ao lado de Robert Smith, David Byrne e do Weezer. Nada mal, senhorita Olivia…

Assista abaixo:  

Olivia Rodrigo virou Lego

Era inevitável: quando um artista chega a um determinado nível de fama acaba chegando à sua versão Lego e isso acaba de acontecer com Olivia Rodrigo, que viu-se transformada em cinco conjuntos de tijolos de plástico montáveis a partir de momentos de sua discografia. Os conjuntos começam a ser vendidos a partir do dia primeiro de agosto, mas a pré-venda já está aberta no site da empresa dinamarquesa.

Mais uma da Olivia Rodrigo: Um festival só com artistas mulheres

Olivia Rodrigo não para e ao mesmo tempo que, com seu recém-lançado You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love, se tornou a primeira artista a estrear no topo da parada de vendas da Billboard com seus três primeiros álbuns, acaba de anunciar um festival formado inteiramente por artistas mulheres – e não é pouca coisa! O festival Daisy Chain Fields acontece em apenas um dia (dia 29 de agosto) no Great Park da cidade de Irvine, na Califórnia, e reúne artistas de peso como Bikini Kill, Mitski, Breeders, Garbage, Katseye, Santigold, Doechii, Not For Radio, Chappell Roan e artistas menores como Die Spitz, Rachel Chinouriri, Quiet Light e Eli, além de trazer três ícones como “convidadas especiais”: ninguém menos que Stevie Nicks, Sarah McLachlan e Karen O dos Yeah Yeah Yeahs. Como se não bastasse tudo isso, ela ainda se compromete a repassar toda a renda do festival para entidades que ajudam mulheres e meninas. As vendas começam nesta quarta-feira no site oficial do evento e já deu pra ver que Olivia não está pra brincadeira…

No Doubt ♥ Olivia Rodrigo

Todo mundo sabe que Olivia Rodrigo é fãzaça de No Doubt – inclusive já tocou músicas da banda de Gwen Stefani em suas apresenções, além de ter dado entrevistas falando o quanto ela foi um dos primeiros exemplos de “uma artista de verdade” que ela teve, antes de começar a pensar em fazer música. E depois de se juntar à banda em seu show de retorno no Coachella de 2024, ela subiu ao palco do grupo mais uma vez neste sábado – e de forma completamente espontânea. O No Doubt estava encerrando sua temporada na famosa Sphere em Las Vegas, nos EUA, quando Gwen viu uma garota bem na primeira fileira do show segurando um cartaz que dizia “Eu sou só uma garota que só quer o último abraço no último show na Sphere”, em referência ao número que a vocalista do grupo repetiu durante toda a temporada, quando escolhia alguém do público para dar um abraço. Stefani não acreditou quando reconheceu Olivia Rodrigo – bem no fim de semana de lançamento de seu terceiro álbum – e gritou: “É a Olivia Rodrigo? Pelamordedeus, chamem ela aqui, o disco novo dela acabou de sair!”, mas infelizmente o encontro ficou só no abraço e as duas não cantaram juntas mais uma vez.

Assista abaixo:  

Olivia Rodrigo ♥ Robert Smith

É oficial: mais do que amigos, Robert Smith e Olivia Rodrigo agora são parceiros – e o chá de revelação aconteceu de surpresa, no palco, quando depois de anunciar que iria cantar uma música nova, batizada de “What’s Wrong With Me”, ela atravessou a primeira parte dela acompanhada apenas de sua banda, para chamar o convidado no palco, num grito de susto: “Senhoras e senhores, deem as boas vindas para Robert Smith”, gritou quase sem acreditar, para ver o senhor The Cure assumir os vocais e dividi-lo com ela num dueto fofo (odeio esse adjetivo, mas não tem outro nome pra isso). E ao mesmo tempo em que é delicioso perceber que, além de suas as duas vozes se encaixam quase como mágica, a composição reúne duas tradições cancioneiras – a música pop para rádio dos EUA (um legado literalmente secular) e as improváveis doces canções do pós-punk inglês (uma escola de quatro décadas crucial para o surgimento do que chamamos hoje de indie). E é essa confluência, que pode traduzir-se em novos fãs para os dois lados, que torna a canção tão singular – e reforça ainda mais a expectativa para o próximo disco de Olivia, que será lançado na sexta-feira.

Assista abaixo:  

Olivia Rodrigo ♥ CMAT

A irlandesa CMAT teve um ótimo ano em 2025, quando seu terceiro disco Euro-Country a elevou a um patamar para além de revelação musical – e agora acaba de ganhar um endosso que a vai fazer crescer ainda mais, quando Olivia Rodrigo, em sua passagem pelo programa Live Lounge, da rádio inglesa BBC 1, escolheu o hit “When A Good Man Cries” para cantar como sua versão escolhida para a apresentação. E a reação da própria CMAT ao ouvi-la mencionar o nome da minúscula cidade que cresceu (Dunboyne, na Irlanda, que tem cinco mil habitantes e onde ela é obviamente uma heroína local) é impagável.

Assista abaixo:  

Dois discos num só

A menos de um mês do lançamento de seu terceiro álbum, Olivia Rodrigo revelou nesta terça os títulos das músicas e um pequeno detalhe sobre seu novo disco – ele tem dupla personalidade! Na verdade, You Seem Pretty Sad for a Girl So in Love revela-se vintage como toda a tradição pop que ela vem afagando desde que começou a falar do disco e divide-se em duas metades como bem quer o conceito de álbum, forjado numa época em que os discos tinham dois lados e que a duração de cada metade não passava muito além dos 20 minutos. E como vários antes dela, Olivia aproveita essa divisão conceitual para mostrar que o título do disco carrega duas metades distintas: o lado A chama-se Girl So In Love (Garota Tão Apaixonada), que abre com a “Drop Dead” que lançou como primeiro single, e o lado B chama-se You Seem Pretty Sad (Você Parece Bem Triste), abrindo com o segundo single, revelado semana passada, “The Cure”. Assim, o título – Você Parece Bem Triste para uma Garota Tão Apaixonada – não é só um estado de espírito único, mas partes distintas de um processo – e isso se reflete também no título das músicas: “Honey bee”, “U + Me = <3” e “My Way” no lado A, “What’s Wrong With Me”, “Less” e “Cigarette Smoke” no lado B.