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Slint tocando “Cortez the Killer”, do Neil Young

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Marco zero do chamado pós-rock (ou “poste roque”, como riam os cínicos dos anos 90), o clássico Spiderland do grupo Slint finalmente vai ganhar uma edição remasterizada, cheia de extras, em comemoração a seu aniversário de 25 anos. E uma das jóias da nova edição é a íntegra de uma versão que o grupo fez ao vivo em 1989 para o épico “Cortez the Killer”, de Neil Young, que pode ser ouvida abaixo:

A edição inteira do novo disco está disponível para a audição em streaming no site da NPR, dá um pulo lá.

Vida Fodona #405: Quando der vontade

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Porque agora é assim.

Roxy Music – “She Sells”
Lee Ranaldo – “Xtina As I Knew Her”
Neil Young – “Cowgirl in the Sand”
Siba – “Brisa”
Mopho – “Já Não é Mais”
Silva – “Janeiro”
Busy Signal – “Well Prepared”
Baloji – “Tout Ceci Ne Vous Rendra Pas le Congo”
Rockers Control – “Durango Kid”
Kanye West – “Black Skinhead”
Juçara Marçal – “Não Tenha Ódio no Verão”
Rolling Stones – “Honky Tonk Women (GReeMix)”
Todd Terje – “Delorean Dynamite”
Klaxons – “There is No Other Time”
Work Drugs – “Time”
Poolside – “Slow Down”

E aí, vamo?

Neil Young homenageia Lou Reed

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A morte de Lou Reed vai demorar algum tempo até que a ficha caia – o impacto de sua obra na história da cultura recente começará a ser medido de fato a partir da notícia triste que soubemos no domingo de manhã. As homenagens são um bom termômetro, a começar por essa feita pelo mestre Neil Young no festival que ele realiza anualmente pela sua fundação Bridge School. A edição deste ano aconteceu em Mountain View, na Califórnia, no fim de semana passado, e ao final da apresentação, o velho Neil Young juntou-se a Elvis Costello, aos My Morning Jacket, a Jenny Lewis, entre outros, para tocar uma versão de “Oh! Sweet Nuthin'” – a última música do último disco do Velvet Underground.

Ficou demais.

Lee Ranaldo, o cientista maluco

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O fim do Sonic Youth parece ter liberado seus integrantes do ruído e da microfonia – pelo menos foi isso que deu para entender a partir dos primeiros trabalhos que dois de seus fundadores lançaram. Demolished Thoughts, o segundo disco solo de Thurston Moore, lançado em 2011, era quase todo composto ao violão e a produção do Beck enfatizava o lado bucólico e solitário das canções. O de Lee Ranaldo, Between the Times and the Tides, também segundo disco, lançado no ano passado, também tinha maior foco em canções quase sessentistas de tão perfeitinhas. Mas os shows dos dois guitarristas no Brasil mostrou que o que eles gostam mesmo é de barulho. Thurston, em abril do ano passado, trouxe uma banda de apoio que meses depois se tornaria o Chelsea Light Moving, uma banda elétrica o suficiente para não ter nada a ver com o disco que a reuniu. Agora é a vez de Lee Ranaldo, que se apresenta no Brasil em quatro datas – duas no formato rock e a banda The Dust, e duas no formato arte, ao lado da esposa Leah Singer.

Na tradição do Sonic Youth, Lee Ranaldo era o cientista maluco, o desbravador das fronteiras da eletricidade sonora, enquanto Thurston era o maníaco do punk rock, o autor de “Teen Age Riot”. E por mais que seu disco mais recente soasse domesticado e pop, quando ele o trouxe para o palco da choperia do Sesc Pompéia, abria espaços entre refrões, introduções e letras para espasmos sonoros descontrolados e eufóricos, sendo acompanhado por músicos na mesmíssima sintonia de sua antiga banda – um deles, o mestre baterista Steve Shelley, eterno baterista do SY. O guitarrista Alan Licht ia da microfonia e ao discreto apoio ao líder da banda, enquanto o baixista Tim Luntzel criava contrapontos musicais impensáveis na formação do Sonic Youth, com um dedo no jazz e outro no rock clássico. Mas por mais que brilhassem como músicos, o holofote caía sempre em Lee Ranaldo.

Muito à vontade, ele não apelou para o populismo de tentar falar em português e assumiu que seu público entendia o inglês que falava – e não parava de falar. A cada nova música, conversava com a platéia explicando a origem da música (“Xtina as I Knew Her” era sobre sua colega adolescente mais promissora, uma pessoa que ninguém nunca mais sobre dela; “Shouts” foi composta a partir do movimento Occupy Wall Street, etc.) e todos reagiam como se estivessem assistindo a um velho conhecido contar o que fez da vida o tempo todo que esteve fora. Além das músicas do disco do ano passado, emendou algumas que ainda não existem em disco, como “Lecce”, “Keyhole”, “Fire Island (Phases)” e “Last Night on Earth”.

E matou a vontade do público brasileiro de ouvir suas faixas no Sonic Youth mesmo sem tocar nenhuma música da banda há mais de ano em seus shows. Na sexta-feira foi de “Genetic” e no sábado foi de “Karen Revisited (Karenology)”. No mesmo sábado ainda brincou com o público, anunciando “Teen Age Riot” antes de rir dizendo que era uma piada. E além do Sonic Youth, discorreu por outras versões, ao lembrar que, quando tinha apenas as músicas do primeiro álbum, gostava de tocar músicas que o influenciou – e para não perder a oportunidade, tocou “She Cracked” dos Modern Lovers na sexta-feira e outras três – “Everybody’s Been Burned” dos Byrds, “Thank You for Sending Me an Angel” dos Talking Heads e “Revolution Blues” do Neil Young – no sábado.

Ao final dos dois shows, correu para falar com os fãs. No primeiro dia, estava conversando com um amigo quando Lee Ranaldo, seguido de Steve Shelley, saiu correndo dos bastidores para o público, perguntando “cadê as pessoas?”. Conversou, tirou fotos e autografou discos – demorou tanto tempo que, no sábado, a casa de shows achou melhor organizar o encontro do lado de fora. E, mais uma vez, cruzei com ele quando estava saindo, ele fazendo a mesma pergunta (“cadê as pessoas?”) com os olhos esbugalhados e ar impaciente. Era ainda o mesmo cientista louco que tornou o Sonic Youth uma das bandas mais importantes de sua geração.

Agora é a vez de seus shows performáticos. Vamos ver o que acontece.

Fiz uns vídeos aí embaixo, saca só:

 

Hoje é dia de Lee Ranaldo

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E já já o mestre Lee Ranaldo se apresenta sozinho pela primeira vez em São Paulo, no Sesc Pompéia. Hoje e amanhã ele toca na choperia com a banda The Dust (que ainda conta com o também sonic youth Steve Shelley na bateria) e apresenta as músicas do ótimo primeiro disco solo após o fim da banda, no ano passado. Terça e quarta, ele se apresenta com sua mulher Leah Singer em uma performance no teatro da mesma unidade do Sesc. Vou nos quatro dias. E ele tem tocado músicas do Neil Young, dos Byrds e do Talking Heads, tão sabendo?


Lee Ranaldo – “Revolution Blues”


Lee Ranaldo – “Thank You For Sending Me An Angel”

A do Byrds (“Everybody’s Been Burned”) eu não achei no YouTube. Mas será que rola alguma do Sonic Youth?

Vida Fodona #379: Que eu puder ver ao vivo nessas últimas duas semanas

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Momento “minhas férias”.

Poolside – “Harvest Moon”
Tame Impala – “Feels Like We Only Go Backwards”
Do Make Say Think – “Do”
Dinosaur Jr. – “Freak Scene”
Bob Mould – “Star Machine”
Postal Service – “Clark Gable”
Deerhunter – “Monomania”
Christopher Owens – “Riviera Rock”
Breeders – “I Just Wanna Get Along”
Tinariwen – “Imidiwan Matanam”
Jesus & Mary Chain – “Reverence”
Wedding Present – “Kennedy”
Blur – “This is a Low”
The Knife – “Raging Lung”
Wu-Tang Clan – “C.R.E.A.M.”
Thee Oh Sees – “Carrion Crawler”
Nick Cave & the Bad Seeds – “The Mercy Seat”
Phosphorescent – “Song for Zula”
My Bloody Valentine – “New You”
Los Lobos – “Chuco’s Cumbia”
Neil Young & Crazy Horse – “Like a Hurricane”

Por aqui.

Vida Fodona #367: O primeiro de 2013 de fato

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Músicas novas e velhas pra melhorar esse verão frio.

Melody’s Echo Chamber – “You Won’t Be Missing That Part Of Me”
Tame Impala – “Mind Mischief”
Yo La Tengo – “Ohm”
Cat Power + Angel Haze – “Manhattan (Ryan Hemsworth Remix)”
Justin Timberlake – “Suit & Tie”
Kiko Dinucci + Thiago França – “Sambaúba”
Morphine – “Brazil”
Jim Croce – “I Got a Name”
Kendrick Lamar – “The Art of Peer Pressure”
Christopher Owens – “New York City”
Curumin – “Pra Nunca Mais”
Frank Ocean – “Lost”
Poolside – “Harvest Moon”
Foxygen – “We Are the 21st Century Ambassadors of Peace and Magic”

Venha cá.