Trabalho Sujo - Home

A volta de Neil Young aos palcos

Mais um documentário sobre Neil Young à vista, mais uma vez dirigido por sua esposa, a atriz Darryl Hannah, que começou a dirigir filmes registrando os passos do marido. Coastal é o quarto longa em que Hannah flagra um momento específico da carreira do mestre canadense, desta vez acompanhando-o na volta aos palcos no período pós-pandêmico e além de trechos de shows, em que Neil toca músicas que não visitava há décadas, ainda traz entrevistas com as impressões do bardo sobre a vida no século 21. O filme estreia em cinemas de todo o mundo no dia 17 de abril, mas não há previsão se vai passar por aqui. Quem sabe num certo festival de documentários…

Assista ao trailer abaixo:  

Fiona Apple, Sharon Van Etten, Courtney Barnett e vários outros artistas celebram as canções de Neil Young

Courtney Barnett abriu os trabalhos do disco em homenagem a Neil Young que será lançado no próximo mês de abril, trazendo uma versão maravilhosa para “Lotta Love”. O disco, chamado de Heart Of Gold: The Songs Of Neil Young Volume I (e um volume II já foi anunciado) será lançado no dia 25 de abril e ainda trará versões para músicas do gênio canadense cantadas por Fiona Apple (“Heart of Gold”), Sharon Van Etten (“Here We Are In The Years”), Doobie Brothers com Allison Russell (“Comes A Time”), Steve Earle (“Long May You Run”), Mumford & Sons (“Harvest”), Eddie Vedder (“Needle and The Damage Done”), entre outros. “‘Lotta Love’ é uma das minhas músicas favoritas de Neil Young e sua letra me parece especialmente relevante neste momento da história”, disse Courtneyzinha ao mostrar sua versão. Os fundos arrecadados com as vendas do disco (que já está em pré-venda) irão para a escola norte-americana The Bridge School (organização não-governamental fundada em 1987 pela ex-esposa de Neil, Pegi Young, que morreu em 2019). Além da versão de Barnett, outra versão, de “Southern Man” que tornou-se um soul rasgado na voz de Chris Pierce, também foi revelada esta semana. Ouça as duas abaixo, além de ver a lista com todos os artistas convidados para o disco e suas respectivas versões.  

Neil Young à beira da lareira – de novo!

Depois de compartilhar uma versão acústica para “Silver & Gold” no natal e cogitar, no final do vídeo, retomar suas sessões ao pé da lareira (que publicava durante a pandemia), Neil Young acaba de oficializar a intenção ao mostrar, em seu site, uma música que só havia tocado duas vezes ao vivo, “Pardon My Heart”, que registrou há 50 anos no clássico Zuma, que gravou com sua Crazy Horse. Feliz ano novo pra você também, velho Neil!

Assita abaixo:  

Neil Young de natal

O feliz natal de Neil Young veio na forma de uma rara performance que o mestre fez de “Silver and Gold”, música que compôs do início dos anos 80 que só conseguiu lançar no ano 2000, no álbum batizado com o nome da canção. Raramente tocada ao vivo, ela chega nessa nova versão às vésperas do velho canadense começar mais uma turnê e anunciar um novo disco. Ao final do vídeo, ele pergunta se aquela é a primeira sessão gravada aos pés de uma lareira, o que parece anunciar que outras virão em breve. Ave Neil!

Assista abaixo:  

Neil Young e Stephen Stills juntos novamente!

Dois monstros sagrados da canção norte-americana se reencontraram neste sábado para um sarau elétrico com cargas de nostalgia, quando os ex-companheiros de banda Neil Young e Stephen Stills tocaram juntos no festival Harvest Moon, que arrecada fundos para duas instituições que acompanham o tratamento de crianças com necessidades especiais, a Bridge School, fundada por Neil Young, e a Paint Turtle, fundada pelo ator Paul Newman. O reencontro aconteceu na tarde do sábado passado, quando revisitaram não apenas músicas de suas antigas bandas do final dos anos 60 – Buffalo Springfield (“For What It’s Worth”, “Bluebird” e voltando pela primeira vez em 57 anos “Hung Upside Down”!) e Crosby Stills Nash & Young (“Helplessly Hoping” e “Helpless”)- como abriram a apresentação com “Long May You Run”, da banda de breve duração que os dois tiveram no meio da década seguinte, a Stills-Young Band, que só existiu durante um único disco. Além de canções solo de Stills (“Love the One You’re With”) e do velho Neil (como “Vampire Blues”, “Field of Opportunity”, “Human Highway”, “Heart of Gold” e “Harvest Moon”, as duas últimas com a vocalista Lily Meola), ainda contaram com a presença de John Mayer, que também fez seu show no festival, na última música do bis, “Rockin’ in the Free World”. Veja o setlist completo e as músicas que heróis filmaram da plateia abaixo:  

Os melhores shows do Rock in Rio

O Rock in Rio começa nessa sexta-feira e, apesar de empolgar milhões de pessoas no Brasil inteiro por motivos óbvio, ele é literalmente um evento em que só vou se me pagarem – como foi nas três edições que assisti (2001, 2015 e 2017), em que fui por estar trabalhando. O tamanho gigantesco – e todas as hipérboles que partem disso – nem é o único motivo de me cansar do festival sem nem precisar pisar o pé na cidade do rock, mas principalmente o fato do evento ser um shopping center a céu aberto em que marcas e vendedores tentam capturar a atenção de um público que, em sua imensa maioria, não frequenta shows regularmente, o que acaba associando o nome do acontecimento a um perrengue interminável. Mas isso não quer dizer que o Rock in Rio não traga bons shows, muito pelo contrário – e a partir disso fui chamado para votar nos melhores shows do festival em uma eleição feita pelo portal G1 entre 150 jornalistas que cobrem cultura para elencar os melhores shows da história do evento, que ano que vem completa 40 anos. Diferente de alguns votantes (que escolheram shows que assistiram pela TV ou pela internet), preferi citar apenas os shows em que estive presente e fiquei fez em saber que, dos cinco nomes que escolhi (Neil Young, Who, R.E.M., Iron Maiden e Beck) só um (o último) não entrou na lista final. Para acessar a relação dos 40 nomes escolhidos (todos com link para ver os vídeos online) siga este link.

De repente, DO NADA, Paul McCartney

E por falar em aparição surpresa, quem deu as caras sem avisar antes num show nessa terça-feira foi Sir Paul McCartney, que subiu no palco da casa de shows Stephen Talkhouse numa praia na região de Nova York onde o produtor Andrew Watt fazia uma festa com o baterista do Red Hot Chili Peppers, Chad Smith. Paul subiu no palco e cantou duas músicas, “I Saw Her Standing There” – música que abre o primeiro disco dos Beatles – e “Rockin’ in the Free World”, de Neil Young, que ele cantou ao lado da namorada de Watt, Charlotte Lawrence. Só imagina…

Assista abaixo: